Ensaios
 
  O que é?

 

 

 

 

 

Ensaios de: Ricardo Ávila , Paulo Pernicheiro, Flying Ideas, Salvador Pozo, I F Palmiero, Oswaldo Lopes Jr., Ronaldo Gutierrez, Andréa Rocha, Oscar Henrique Liberal de Brito e Cunha e Elias Ferreira. (Clique no artista desejado para ir direto ao perfil)

PERCEPÇÕES
Ricardo Ávila

Como você percebe o mundo à sua volta? Essa é a pergunta fundamental para qualquer pessoa que queira desenvolver seus mecanismos de percepção e contextualização artística.

Ao fotógrafo, um alquimista da imagem e da luz, essa pergunta se faz ainda mais presente – e fundamental – para o ajuste do seu “filtro do olhar” para a captação do instante e do ângulo certo. 

Neste ensaio, apresentamos um pouco da percepção singular do fotógrafo português Ricardo Ávila. 

Percepções  

Desde já começo por dizer que sou um amador auto-didata, peço as minhas desculpas se a linguagem utilizada não corresponde aos conceitos da Fotografia.

Na série de imagens que apresento, numa primeira fase, quase por um instintivo automatismo mecânico transformo as minhas fotografias coloridas em imagens a preto e branco.

Ás vezes é difícil não representar certas cores e descartar essa hipótese, mas é a preto e branco que realmente me consigo aperceber melhor do potencial da fotografia em termos de estrutura. Que é o que considero mais importante. 

Geralmente escureço um pouco a foto e dou-lhe mais contraste, para se melhor aperceber essa estrutura em termos geométricos, em que vejo as possíveis direções a tomar. 

Opto por “aquecer” esse preto e branco, para depois diminuir essa intensidade quente e encontrar um ponto menor de preserveração da cor, o que resulta em tons oscilantes entre o preto e branco e um quase-sépia escuro, que é muitas vezes o resultado final .

Interessam-me as imagens em que o conteúdo é incerto, mecanizado por formas abstratas que são fantasmas dos objetos, e em que a desumanização, a ausência, ou a manipulação do corpo mostram o  impacto de uma sociedade em que um Deus-Morto ainda sobrevive, e em que o Homem, desprovido de sentido, continua num niilismo capitalista á beira do suicídio espiritual. 

Tento fazê-lo sem a imagem humana, para aumentar o peso da civilização nesta equação, emboras estas não sejam regras, mas linhas de orientação. Qualquer imagem é susceptível de atingir o ponto óptimo para que o impacto pretendido seja atingido, como disse, quase por automatismo.

 Percepção e Fotografia 

O tema da Percepção  da realidade sempre foi uma querela da Humanidade, um agente catalisador de bilhões de ideias e páginas acerca deste mecanismo, complexo e que divide opiniões desde os primórdios do pensamento.  

Sendo a Percepção uma sub-área da Psicologia é também uma ciência que abrange diferentes domínios; a Fotografia é um deles, um utensílio e um método excelente de abordar o assunto.

Se, ao observarmos,  julgarmos um objeto percepcionado como sendo uma reprodução fiel da realidade, este “princípio” quebra-se rapidamente quando decidimos observar uma fotografia, uma reprodução da reprodução que anteriormente apenas existia na nossa memória, um significado novo para um significante prévio, que causa o paradoxo delicioso que é o contato do observador com o objeto fotográfico. 

Desde os primórdios da fotografia que se discute se esta é uma tecnologia que se destaca mais pela capacidade de reproduzir ao máximo a representação imagética de objetos visíveis ao olho,  uma corrente mais direta e “realista” que dispõe a sua confiança na máquina, ou, se pelo contrário, é uma outra “arma” ao dispor da arte, e, por conseguinte, sendo o objeto artístico o mais importante,  a “responsabilidade” do ato de fotografar passa mais pela intervenção/manipulação da imagem pelo fotógrafo como artista e pelo observador, que interpreta a imagem de acordo com as suas idiossincracias. 

Penso que esta questão é uma questão que não se põe, pois, além de a Fotografia poder servir os dois fins e não haver uma balança que meça qual das correntes é a mais importante, há fatores psicobiológicos do observador que intervêm sempre na Percepção do objeto, deturpando mais ou menos a realidade, como cada um a vê.

É por isso impossível um verdadeiro realismo na Percepção do objeto fotográfico, de duplicação de uma realidade, que se esvazia de sentido ao nos apercebermos de que esta, é , por si mesma enganadora, ilusória, cheia de associações e  relações entre símbolos, memórias e preconceitos que provocam uma subjetividade mentirosa, um filtro linguístico e cultural da realidade.

Ricardo Ávila, 33 Anos, Licenciado em Psicologia, Fotógrafo amador – Lisboa, Portugal 

Ficha Técnica: Máquina usada: Panasonic DMC – FX12 ( Lumix Leica DC Lens)

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A SIMPLICIDADE DA IMAGEM
Paulo Pernicheiro

Nascido na Figueira da Foz, em Portugal, em Março de 1970, onde passou toda a juventude tendo mudado em 1998 para a cidade Leiria onda ainda hoje reside e trabalha como Técnico de Informática na Câmara de Leiria.

A fotografia sempre foi algo que o entusiasmou, mas devido à modalidade de basquetebol que praticava desde os 6 anos de idade, nunca houve muito tempo para a explorar, assim, depois de terminar a carreira de desportista em 2006, a paixão pela fotografia ganha um novo alento em sua vida.

O aparecimento da era Digital também veio facilitar muito a rapidez de aprendizagem e o incentivo em tirar cada vez mais fotografias, começou a juntar essas duas paixões e sempre que tinha um tempo ia acompanhado de amigos ou da mulher, na busca da melhor foto que conseguisse captar para mais tarde recordar ou mesmo partilhar com os restantes amigos das comunidades fotográficas.

“Começo  então a explorar esta arte tão cativante que nos faz registar momentos e lugares por onde vamos passando, que mais tarde podemos reviver, com principal incidência nas nossas lindas Aldeias Históricas, de uma rara beleza.” diz o fotógrafo.  

Paulo Penicheiro colaborou na edição do jornal desportivo “ABOLA” do dia 14 de Março de 2006. Na edição da revista “FOTOPLUS” do mês de Fevereiro de 2008, teve uma fotografia publicada na seção 1000 Imagens. Fotografia tirada em 2006 na Aldeia de Monsanto com o titulo "Quando o Céu Toca a Terra". 

Participou  da exposição coletiva “Olhar Além Tejo” itinerante em várias cidades de Portugal com a foto “Percorrendo a Muralha de Arraiolos”, promovida pelo site www.Olhares.com patente no Museu Municipal da Fotografia João Carpinteiro em Elvas, na delegação do IPJ de Évora, em Estremoz, na delegação do IPJ de Castelo Branco e na Fundação Arquivo Paes Teles em Avis, no Centro de Artes e Espectáculos na Figueira da Foz.  Teve participação ainda na exposição em Maio de 2006 no bar “XA ANDAR” com o preto e branco como tema e, com o título “Viagens a Preto e Branco”, aa exposição em Agosto de 2006 no Espaço FATIMAE com o título “Viagens Lusitanas”,  em Maio de 2007 no Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz, onde o tema foi a fotografia desenvolvida ao longo de dois anos, e com o título "Dois Anos em Revista" e em Exposição de 27 de Março a 24 de Maio de 2009, na Torre do Castelo de Pinhel, onde o tema abordado foi a Ruralidade e Rusticidade em todas as suas vertentes com o título “Locais Simples, Olhares Profundos”.

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Nasci na Figueira da Foz em Março de 1970, onde passei toda a minha juventude tendo mudado em 1998 para a cidade Leiria onda ainda hoje resido e trabalho como Técnico de Informática na Câmara de Leiria.

A fotografia sempre foi algo que me entusiasmou, mas devido à modalidade de basquetebol que sempre pratiquei desde os 6 anos de idade, nunca houve muito tempo para a explorar, assim, depois de terminar a minha carreira de desportista em 2006, a paixão pela fotografia ganha um novo alento na minha vida.

O aparecimento da era Digital também veio facilitar muito a rapidez de aprendizagem e o incentivo em tirar cada vez mais fotografias, e, como uma das coisas que mais adoro é passear, conhecer novos lugares, novas gentes, comecei a juntar essas duas paixões e sempre que tinha um tempinho lá ia eu sempre acompanhado de amigos ou da minha mulher, em “raids” fotográficos (como na brincadeira costumava dizer), na busca da melhor foto que conseguisse captar para mais tarde recordar ou mesmo partilhar com os restantes amigos das comunidades fotográficas.

Começo então a explorar esta arte tão cativante que nos faz registar momentos e lugares por onde vamos passando, que mais tarde podemos reviver, com principal incidência nas nossas lindas Aldeias Históricas, de uma rara beleza, com as suas gentes simples, de uma simpatia enorme, que em conversa nos contam histórias fascinantes e nos dão lições de vida! São esses momentos que me dão um enorme prazer captar, diria mesmo desfrutar, pois entendo que fico muito mais enriquecido como pessoa depois de estar alguns minutos à conversa com estas pessoas. 

D E S T A Q U E S

Na edição do jornal desportivo “ABOLA” do dia 14 de Março de 2006, tive uma fotografia publicada sobre a minha irmã “Ticha Penicheiro”. Foto com o título "A Minha Campeã", foi tirada no decorrer de um jogo que ela disputou ao serviço do Spartak de Moscovo contra a equipa Perfumaria Salamanca para a Euroliga Feminina de Basquetebol.

Na edição da revista “FOTOPLUS” do mês de Fevereiro de 2008, tive uma fotografia publicada na secção 1000 Imagens. Fotografia tirada em 2006 na Aldeia de Monsanto com o titulo "Quando o Céu Toca a Terra".

Artigo para a revista Super Foto Prática a acompanhar uma fotografia de um Pôr-do-sol de São Pedro de Moel, para a rubrica “Como Se Fez”

E X P O S I Ç Õ E S

Participante na exposição colectiva itinerante em várias cidades “Olhar Além Tejo” com a foto “Percorrendo a Muralha de Arraiolos”, promovida pelo site www.Olhares.com patente no Museu Municipal da Fotografia João Carpinteiro em Elvas, na delegação do IPJ de Évora, em Estremoz, na delegação do IPJ de Castelo Branco e na Fundação Arquivo Paes Teles em Avis, no Centro de Artes e Espectáculos na Figueira da Foz.

Exposição em Janeiro de 2006 no bar “XA ANDAR”, sem tema específico

Exposição em Maio de 2006 no bar “XA ANDAR” com o preto e branco como tema e, com o título “Viagens a Preto e Branco”
Exposição em Agosto de 2006 no Espaço FATIMAE com o título “Viagens Lusitanas”

Exposição em Maio de 2007 no Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz, onde o tema foi a fotografia desenvolvida ao longo de dois anos, e com o título "Dois Anos em Revista".

Exposição em Agosto de 2007, no Clube Ténis da Figueira da Foz englobada nas festividades do 90º aniversário do Clube, sem tema específico.

Exposição em Fevereiro / Março de 2009 no Teatro José Lúcio em Leiria, sem tema específico.

Exposição de 27 de Março a 24 de Maio de 2009, na Torre do Castelo de Pinhel, onde o tema abordado foi a Ruralidade e Rusticidade em todas as suas vertentes com o título “Locais Simples, Olhares Profundos”.

 

ANDRÉA ROCHA
Experimentos Sex - Macarrão do Pavão
 

Uma verdadeira alquimia de estímulos sensoriais. Essa é a proposta do ensaio Experimentos Macarrão do Pavão, da fotógrafa Andréa Rocha. Aliás, uma bendita macarronada... no ensaio Andréa leva o leitor a um passeio com sua câmera, quadro a quadro, revelando cores, formas e sabores.

Ideal para você que gosta de uma boa ou estranha história, curte belas imagens e adoraria fazer parte delas. Quer realizar desejos, mas não tem coragem?

Gosta de um bom macarrão?

Então dê uma espiadinha no ensaio Experimentos...  

Ficha Técnica:

Fotografia: Andréa Rocha,

Beleza / estilo: Fernanda Santoro,

Atores: Thábata Tubino, Christian Garcia e João Paulo - JP –

Figurino Joana Seibel –

Tratamento de imagem: Aline Penaforte

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Formada em publicidade e propaganda em 1998, a fotógrafa carioca Andréa Rocha conheceu a fotografia desde muito cedo e buscou aprimoramento na linguagem fotográfica e técnica de captação de imagens fazendo diversos cursos, dentre eles o curso técnico de fotografia do Senac Rio. 

Em 1995 assumiu a produção dos cursos da Vídeo Fundição, onde teve a oportunidade de fazer cursos de produção cultural, produção executiva de cinema e tv, estudando com alguns dos maiores expoentes do mercado. Em 1998 criou o estúdio ZBR Comunicações, destinado inicialmente à produção fotográfica e mais tarde passa a desenvolver formatação e produção de projetos culturais. 

Em 2009, buscando novos experimentos estéticos e uma mudança de padrão no conceito de fotografia criou Experimentos: uma série de ensaios fotográficos onde a busca pela revisão do conceito fotográfico é a tônica. Em Setembro de 2009 Participou do evento Pitada, no Cinematheque, no Rio, com a intervenção visual Experimentos Sex Fusca.

Você pode conhecer um pouco melhor o trabalho da fotógrafa Andréa Rocha em www.andrearocha.com.br

 

OSWALDO LOPES Jr.
E
sperando Godot 

Ensaio do fotógrafo carioca Oswaldo Lopes Júnior para a montagem de 1991 da peça Esperando Godot, do dramaturgo irlandês Samuel Beckett.

No elenco estão a atriz Denise Fraga, o falecido ator Rogério Cardoso, Thomas Bakk, Rogério Freitas e Charlton Oliveira, com a direção de Moacir Chaves. 

O resultado do trabalho é interessantíssimo, transmitindo toda a carga dramática e pessimista de Beckett. No texto abaixo, Oswaldo Lopes descreve como foi o processo de captar essa atmosfera becketiana.

 Esperando Godot por Oswaldo Lopes: 

Na peça dividi o trabalho de still com Adriane Carmello. A escolha do preto e branco foi em parte pelos custos da produção e em parte pelo clima da peça, minimalista, despojada, com figuras maltrapilhas em seus sobretudos e chapéus coco e com apenas uma árvore seca e um fundo neutro como cenário. Esperando Godot é uma farsa tragicômica que através de um humor cáustico fala sobre a condição do ser humano diante dos absurdos incontroláveis do mundo e da vida. E eu – que apesar de ter trabalhado muito como fotógrafo de teatro sou essencialmente um profissional de cinema – acredito que o preto e branco é o filtro perfeito para as palavras de Beckett, lembrando das palavras do cineasta alemão Wim Wenders, que certa vez disse: “A realidade é em cores, mas o preto e branco é muito mais realista”.

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Oswaldo Lopes Jr. é roteirista de cinema e televisão, crítico de cinema, professor de História do cinema e fotógrafo. Trabalha na área de fotografia desde a década de 1980. Em 1985 começou a fazer fotos de cena de vários curtas-metragens da Universidade Federal Fluminense e dois anos mais tarde, começou a fazer fotos de cena para teatro com o grupo da atriz Denise Fraga, ainda desconhecida do grande público. Nessa época fez o book da atriz e com ele em mãos, em poucos meses Denise despontava para a fama numa novela da Rede Globo de Televisão.

Em 1990 fez fotos de moda para a coleção verão da loja de sapatos Antonella e no ano seguinte trabalhou como repórter fotográfico dos jornais de bairros de O Globo.

Desde então fez uma série de estudos pessoais e ensaios fotográficos com diversas modelos ao longo dos anos.

 Também atuou na cobertura fotográfica de vários festivais internacionais de cinema do Rio de Janeiro das décadas de 1980 e 2000.

 Você pode conhecer um pouco melhor o trabalho do fotógrafo Oswaldo Lopes Jr. em http://ozlopesjr.multiply.com

 

SU & EMA
Flying Ideas

Flying – Idéias Voadoras

Criatividade e irreverência dão o tom do ensaio da dupla de fotógrafas portuguesas Su e Ema. Com material improvisado, muitas idéias na cabeça e habilidade nas mãos, as artistas plásticas trazem a série Flying Idéias, que como o nome sugere é um vôo da imaginação. Deixe sua mente voar e curta o trabalho das duas.

Wedding 

Como pode alguém tentar destruir algo tão belo e único como o objeto do nosso desejo?

Em nome de todas as vítimas de violência doméstica. Esta é a nossa visão surrealista do tema 

Anorexia 

Uma alusão ilusória e surrealista sobre a possibilidade de comer "comida de plástico" sem engordar. 

Máquina de lavar 

Por vezes, é preciso de lavar a mente, limpar as emoções que obstruem a alma e não deixam evoluir.  

Rosa Mecânica 

Esta foto poderia apenas querer mostrar que mantemos a nossa beleza e sensualidade mesmo quando ficamos sem papel, mas mensagem vai muito além disso. 

Traduz o estado de estar sem tempo para criar. Esta foto exemplifica a luta da “Flying Ideas”: mesmo sem tempo para criar, não vacilamos, mantemos o mesmo olhar irreverente porque “o papel virá”, alguém o atirará pelo ar.  

Voyeur

De voyeur, não temos todos um pouco? Apenas para mostrar que é uma faceta  que pode ser inerente a todos nós.  

Vaidade 

Somos vaidosos. O pavão personifica a beleza pura e vestir a pele de um pavão não é difícil. A vaidade é alimentada pela sociedade de forma sutil. 

Su & Ema são duas jovens artistas plásticas da Figueira da Foz, Portugal. Com pouco material – alternativo, reciclado – e muitas idéias seguem sem medo de mostrar suas visões de mundo.

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UM OLHAR DE MADRID
Salvador Pozo
 

Nascido em Madrid, Espanha, em 1968, Salvador Pozo se mudou para a Holanda em 1996, dando início a construção de sua carreira como fotógrafo de moda internacional.


O fotógrafo se descreve como um apaixonado pela perfeição “Busco na minha fotografia uma mistura de elementos que confere elegância, feminilidade e dramaticidade, que eu acho que permeiam meu trabalho nas áreas comercial e editorial.”, diz Salvador sem poupar elogios.  
Em seu currículo estão fotografias de moda e comerciais para publicações da Europa, Austrália, América do Norte, América do Sul e Sudeste da África.

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- Photography : Salvador Pozo
- Model : Quinta @ Fresh model management
- M.U.A & Hair : Yudeska Monart
- Styling : Cemile van Dalen

I F Palmiero

O Demónio e a menina Alice
Como indica o nome, a fotografia foi inspirada no livro 'o demónio e a sra. prymm' do paulo coelho, onde uma figura sombria se enlaça numa figura submissa.

Atlas
Uma fotografia simples, que mudou completamente pelo simples facto de ser colocado um planeta nas costas do personagem. A Luz foi predominante neste trabalho.

Underwater Love
Ilusão de fotografia sub-aquática, conseguida pelo ângulo fotografado e pela mistura de cores da modelo com a paisagem.

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Ronaldo Gutierrez

Pela Luz Dos Olhos Teus
Vinicius de Moraes
Composição: Vinicius de Moraes
Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar
Ai, que bom que isso é, meu Deus
Que frio que me dá
O encontro desse olhar

Mas se a luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus
Só pra me provocar
Meu amor, juro por Deus
Me sinto incendiar

Meu amor, juro por Deus
Que a luz dos olhos meus
Já não pode esperar
Quero a luz dos olhos meus
Na luz dos olhos teus
Sem mais larirurá

Pela luz dos olhos teus
Eu acho, meu amor
E só se pode achar
Que a luz dos olhos meus
Precisa se casar

(Vinícius de Moraes)

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Oscar Henrique Liberal de Brito e Cunha

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Elias Ferreira

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ContatoZine Entrevista:

Ator Elias Hatab 

Nessa edição a coluna Contatozine Entrevista traz um bate-papo descontraído com o jovem ator Elias Hatab, que está em cartaz com o espetáculo ‘Cabaré – A Vida Como Ela É’, de Nelson Rodrigues. Conversamos sobre televisão, dificuldades de mercado para novos artistas, sobre sua experiência em webnovela e como esse formato vem auxiliar a classe artística e sobre a participação no filme High School Musical – O Desafio, da Disney, com estreia prevista para 2010. Na galeria de fotos, está uma seleção dos espetáculos teatrais A Volta da Velha Senhora, Nem Tudo Está no Timming e Bodas de Sangue. 

Para conhecer melhor o trabalho de Elias Hatab: 

- Teaser da Webnovela Pela Primeira Vez: http://www.youtube.com/watch?v=wdOinX6Lupw 

Trailler do filme High School Musical – O Desafio:

http://www.youtube.com/watch?v=4E1U3j1rgKU 

- Blog do ator: www.eliashatab.blogspot.com 

Sheila Fonseca: Como a arte dramática entrou na sua vida? Fale-me dessa descoberta.
 
Elias Hatab: Eu tinha 14 anos, 2002, quando soube que um amigo meu fazia teatro no Teatro Ziembinski, na Tijuca. Ele me chamou para fazer uma aula experimental. Eu fui e adorei. Foi amor à primeira vista! A partir daí, eu só parei alguns poucos anos para terminar os estudos no colégio.
 
 
Sheila Fonseca: Qual foi a recepção dessa escolha pela família, mãe, pai, irmãos, houve apoio?
 
Elias Hatab: No primeiro momento minha avó relutou. Mas depois de muitas conversas comigo e com a minha tia, ela deixou que eu fizesse as aulas, com a condição de assistir pelo menos uma aula para ver como era a coisa! (risos)
 
Sheila Fonseca: Como você enxerga o ofício da atuação? O que é ser ator para você?
 
Elias Hatab: Eu acho que ser ator não é apenas ser famoso ou estar em alguma emissora de TV. É claro que isso ajuda e muito. Mas ser ator pra mim é poder criar realidades diferentes, criar pessoas diferentes das que nos somos, é levar algum tipo de mensagem para quem está me assistindo, é modificar o espectador e acreditar muito no que está fazendo.
 
Sheila Fonseca: Você é bem jovem. Qual a leitura que você faz da nova geração de atores?
 
Elias Hatab: Acho que tem muita gente boa por aí que ainda não foi descoberta.
 
Sheila Fonseca: Houve um ‘boom’ na década de 90 - que se mantém até hoje - de procura dos jovens pelo mercado de artes em geral, sobretudo de artes cênicas, impulsionado pela mídia de massa e a indústria de celebridades. Como você vê a absorção do mercado para essa demanda? Qual seria o campo, o caminho para alcançar a consolidação nesse meio em sua opinião? Qual é o panorâma do mercado para jovens atores hoje?
 
Elias Hatab: Os jovens atores que como eu, que procuram o seu lugar ao sol, devem estudar muito, porque o mercado de trabalho é muito exigente. Mas não só isso, devem também tentar produzir algo e ficar em cartaz, participar de festivais, juntar com amigos de confiança para realizar bons trabalhos e não simplesmente ficar esperando que a oportunidade caia do céu. Tem jovens que acham que só porque estudam em uma boa escola de teatro vão sair direto para a TV, mas não é assim que funciona. Tem que se mexer, não pode ficar parado.
 
Sheila Fonseca: Você está participando de um projeto de Web Novela voltado ao público adolescente, a Pela Primeira Vez. Me fale um pouco desse projeto, como está sendo a incursão por essa linguagem?
 
Elias Hatab: Eu venho do teatro, então a arte da TV é muito nova para mim. Estou vendo que a linguagem é bem diferente, mas os afetos que estão presentes em cada cena são os mesmos. Eu estou adorando fazer. O elenco e a equipe são ótimos. Eu fico muito curioso para saber como ficou a cena! (risos)
 
Sheila Fonseca: Hoje em dia há uma escalada vertiginosa de utilização dessa mídia como um canal de exibição de dramaturgia. Há um sem número de webnovelas, há teatro na web. Como você vê a expansão dessa mídia e a formação desse público?
 

Elias Hatab: Acho muito importante que a classe artística tenha essa nova opção de divulgar seus trabalhos. É a tecnologia a favor da arte.
 
Sheila Fonseca: Você é um ávido telespectador de telenovelas? Gosta do formato?
 
Elias Hatab: Eu vejo as cenas do ponto de vista de um jovem ator. Imagino onde está a câmera, que direção o diretor deu, o tom que o ator está dando, o ritmo e a intensidade da cena.  

Sheila Fonseca: Prefere teatro?
 
Elias Hatab: Não, eu acho que todas as linguagens são legais. Em todas eu estarei fazendo aquilo que eu amo.
 
Sheila Fonseca: Qual seu processo de construção de personagem?
 
Elias Hatab: Pode parecer bobo, mas eu tenho todo um ritual para ler um texto pela primeira vez. Fico um pouco em silêncio, dou uma respirada e me concentro apenas no texto. Leio ele várias vezes, eu sempre perco a conta de quantas vezes eu leio a peça que estou fazendo. Depois de ler muito, tento entender que realidade é aquela, que pessoa é essa, estabeleço as relações que o meu personagem tem com os outros da peça e depois começo a improvisar e falar muito aquele texto para torná-lo meu e não mais do autor.
 
Sheila Fonseca: Você recentemente teve uma experiência com cinema no filme High School Musical – O Desafio, da Disney. Como foi fazer cinema?
 
Elias Hatab: Foi o meu primeiro contato com o cinema e foi uma experiência maravilhosa. Deu para ter um noção real de quanta gente está envolvida por trás das câmeras. Muita gente fala que cinema é a arte de esperar, mas isso não foi um problema durante as filmagens. O pessoal que não estava filmando sempre estava de bom humor e disposto a inventar alguma coisa para ocupar o tempo vago. Foi muito divertido.

 

 

 
 
 

 

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