Ensaios
 
  O que é?

 

 

 

 

 

 

Recortes do Rio
Robson Lopes

O Rio minimalista, sob o olhar aguçado de um cineasta, é o que se pode observar nessa seleção de fotos que denominamos recortes.

Detalhista e acima de tudo um apaixonado pela cidade, Robson vai registrando com sua câmera ângulos inusitados e detalhes, eternizando momentos que se deixariam passar na banalidade do quotidiano, não fosse à sensibilidade do poeta visual.

Nesse registro, temos desde clássicos cartões-postais da cidade à recortes impensáveis, incluindo foto tirada dos céus, que parece feita para completar o samba do avião... Enfim, o registro da cidade sob a visão de um cineasta, que a faz ainda mais maravilhosa.

 O carioca Robson Lopes é cineasta e publicitário. Em sua trajetória cinematográfica estão: Sinfonia Inacabada, Pilhas e Baterias, Eu Fumaça, Triângulo, La Traviata, Barnabé, um guerreiro!; entre outros.

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Carnaval
Elias Ferreira

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Fotopoesia

Homem-Objeto: por Paulo Salerno & Poliana Silvestríni Zaníni

 Figura constante do imaginário feminino, o cafajeste, seja nos versos de Chico Buarque, no Cinema de Pornochanchada - na pele de ícones do gênero como, Jece Valadão ou Paulo César Peréio -, ou ainda nas artes plásticas e na fotografia; é um tipo intrigante e talvez por isso, exerça tanto fascínio...

Nesse ensaio do fotógrafo Paulo Salerno intitulado Homem-objeto, o modelo Bem Dover encarna o cafajeste clássico, complementado e feito “verbo”, através da poetisa e escritora Poliana Silvestríni Zaníni.

Aproveite...

Desculpas de um Cafajeste

                                                      Por Poliana Silvestríni Zaníni

 Desculpe-me querida por estas palavras que direi agora. Sim, eu nunca lhe amei. Não é minha culpa, é minha natureza. Eu vim com defeito, sou incapaz de ter certos sentimentos.

Sim, eu vou partir. Não posso mais ficar aqui. Eu sou assim, me canso fácil e você me irrita.

Querida, seu sabor, seu beijo é inigualável, mas amanhã sei que outro irei encontrar.

Sim, sou um vadio.

Se a saudade bater, eu volto. Não me odeie, apenas abra a porta.

Eu não pedi o teu amor, muito menos teu coração, tudo que sempre quis e lhe deixei claro foi que sentia enorme tesão.

Não chore isto me irrita!

Venha me dê um abraço, não seja como um cão malcriado.

Dei-te tantas madrugadas de prazer, sei que com outro você nunca vai gemer, não assim.

Quando a lua cheia iluminar a noite e as cadelas no cio uivarem alto e estridente, lembrarei de você.

Ah querida, eu sei, não sou romântico... Nunca aprendi a ser. Mas sou sincero, isto não podes negar.

Não te prometi o céu, nem se quer uma pequenina estrela.

Vamos! Seja forte, afinal, nada foi dito, foi tudo iludido pelo teu pobre coração, que diferente do meu tem certos sentimentos.

Você é um doce, mas prefiro algo mais cítrico e salgado.

Não sinta raiva, eu não lhe traí, por isto estou aqui agora para me despedir, pois amanhã serão novas aventuras.

Querida, você é um doce, mas doce enjoa. Faltou-lhe pulso e uma pitada de ardor.

Sentirei falta da cama macia e dos lençóis com perfume de bebê.

Não se deprima, procure outro cara e se divirta, saiba que estarei fazendo o mesmo quando estiver com outra mulher.

Sim, sou cafajeste.

Desculpe-me querida, era só tesão e não para durar toda vida.

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Paulo Salerno é formado em Informática e pós-graduado em Economia. Virou fotógrafo por hobby há três anos para suprir sua necessidade de comunicar, de registrar seus olhares. No início de 2006, começou sua trajetória como expositor. Tem trabalhos que retratam o nu, fotos de gastronomia, um enorme leque de temas que podem ser encontrados na internet, em endereços como www.olhares.com/paulosalerno e www.flickr.com/photos/guetoblaster.

 

 
 
 

 

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