6ª Edição / 2008 Início
  ISSN 1982-7245
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6ª Edição - Ago 2008

 

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Modelo: Leile Lima

Make-up: Beth Ribeiro

Fotografia: H.Navarro

 

Informações

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Edição comemorativa do "Dia Mundial da Fotografia"

O Desejo e o Compromisso / Máquina Semiótica
Almandrade

                                                                                                                            Haroldo Cajazeira Alves

Insisto gratuitamente em desenhar a lógica desta miragem da miragem, que é a escritura de Antônio Luiz M. de Andrade (Almandrade). Miragem da miragem porque o sujeito Almandrade, faiscamento de rituais, marcas da instituição / arte “produz” uma escritura na garantia desta legitimidade. O pequeno escândalo anal em que este artista insiste, poderia não ser fascinante. Aliás, o teorema de Godel também. Andrade, como Godel, produz um saber sobre a impossibilidade de consistência de um sistema de signos. Godel teve como solo / texto / doxa, desmitologisar a prática de Frege e Russel; já Andrade tem como solo a ser desconstruido, o construtivismo. Contra o mapeamento higiênico do espaço significante que postulava o construtivismo. Propõe Almandrade uma máquina semiótica atravessada pelo desejo, pelo poder, pelo gratuito e pela loucura. Contra a lei da acumulação do construtivismo ele lança o desperdício.

O território artístico funciona de forma semelhante ao sintoma, ao sonho. O desejo social recalcado para ser realizado implica na instauração de compromisso com a ordem, com o sonho. O desejo pode ser realizado no sujeito e no espaço gramaticalizado pelo compromisso, na sociedade também, o espaço é uma gelatina desejante permitida. Andrade como Duchamp, instaura uma discussão sobre compromisso “sua arte gera um terror geométrico, que só se suporta como um riso”.

Armadilhas para Deus

Outro método tem os trabalhos. Tomam como ponto de discussão, não o real, mas sim o conjunto de dispositivos que garantem que uma representação seja vivida como real, verdadeira. Neste sentido nos oferecem coordenadas de um ponto inexistente.

Um pequeno livro lacrado com parafuso, e o seguinte título: “Conheça Lautréamont”. O olhar com seu sensualismo empírico se torna inoperante. O trabalho não sede ao mito da retina, exige, ao contrário, um cálculo, uma operação mental. O conde Lautréamont, sabemos, é o pseudônimo do autor dos “Cantos de Maldoror”. Esse escritor obsessivamente apagou todas as suas pegadas, assassinou o mito do autor.

Um livro sobre um acontecimento que é um puro enigma é um livro desejado, mas o problema é que esse livro está lacrado. Paradoxo: livro que propõe reconstituir um sentido através da interdição do mesmo. A interdição do sentido, a suspensão do sentido é, parece-me, uma situação impossível, ou mais especificamente uma situação mental. A ausência de sentido é um aparelho epistemológico através do qual podemos “observar” os buracos negros da linguagem, área utópica onde há o desejo de representar o real, onde a linguagem goza de seu próprio funcionamento.

Um outro trabalho: dois pedaços de madeira comprimem uma mola presa com arame. O mecanismo composto por esses elementos retém uma energia. Retenção inútil, como a criança exerce com as fezes e o afásico com as palavras. É evidente que uma máquina acumula energia, tensão, força, mas acumulação obedece a um processo teológico de deslocamento de energia retida em função de uma modificação de um acontecimento desejado. A máquina sem atrito reconhece a reta como o menor caminho entre dois pontos. Estranhamente esta máquina proposta por Almandrade não materializa um princípio teológico. Trabalha implosivamente, retendo força para o próprio gozo, como o halterofilista acumula músculos para o gozo do espelho / olho.

Sem dúvida é difícil pensar os trabalhos sem relacioná-los com o tecido cultural e seus produtos. Os trabalhos se ocupam, investem nessa massa de signos. Há, como tentamos “demonstrar”, uma operação de desconstrução do espetáculo reservado para os objetos de arte. Vimos a quebra do mito da retina, na medida em que os trabalhos mobilizam um envolvimento mental da parte do sujeito espectador.

Haroldo Cajazeira Alves

(crítico de arte e frofessor de filosofia)

www.provadoartista.com.br/almandrade.html

 www.expoart.com.br/almandrade

 

Uriel

Arielen Lefay

O nome do Figurino do Mês de Agosto é Uriel, inspirado nas figuras angélicas.

O Arcanjo Uriel, que em hebreu אוּרִיאֵל  significa Chama de Deus, é um dos arcanjos da tradição rabínica pós exílio. Muito popular derivando das tradições místicas judaicas, Uriel tornou-se também Anjo do Domingo, Anjo da Poesia, e um dos Sephiroth (números cabalísticos) sagrados. É também relacionado ao signo de aquário, com os arquétipos característicos deste signo.

O ensaio Uriel da figurinista Arielen Lefay, nos remete bem a essas características aquarianas: espontaneidade e leveza dão o tom da produção. A bela modelo Natália Belga transmite toda essa leveza e fluidez, compondo com a bela paisagem, verdadeira imagem angelical.

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 Ficha técnica:

Modelo: Natalia Belga
O nome do figurino é Uriel
Fotografia: Arielen Lefay

Paulo Salerno

- Pro-vo-ca-ção. Pensou assim, separando as sílabas para entender melhor todas aquelas imagens que insistiam em grudar em sua mente. Por mais que tentasse, não conseguia mudar o rumo do pensamento. 

- Delírios, diriam os outros. 

Era só fechar os olhos e lá estavam algumas mulheres a provocar as mais indizíveis sensações. Ou seria apenas uma musa inspiradora, a transpirar aqueles odores? Cheiros que se misturavam, transformavam e entorpeciam...

 Em Sombras Afrodisíacas, o fotógrafo Paulo Salerno nos convida a usar todos os sentidos para apreciar suas imagens poéticas, desenhadas especialmente para registrar, e causar – por que não dizer? – deliciosos delírios.

Deixe que seus olhos passeiem pelas fotografias e assim, os guie numa viagem sensorial onde poesia, aromas e sabores se harmonizam. 

Bem-vindo as Sombras Afrodisíacas.

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Paulo Salerno é formado em Informática e pós-graduado em Economia. Virou fotógrafo por hobby há três anos para suprir sua necessidade de comunicar, de registrar seus olhares. No início de 2006, começou sua trajetória como expositor. Tem trabalhos que retratam o nu, fotos de gastronomia, um enorme leque de temas que podem ser encontrados na internet, em endereços como www.olhares.com/paulosalerno e www.flickr.com/photos/guetoblaster.

Joffre Oliveira

Joffre Oliveira, nascido em Campinas, SP em 11 de abril de 1967, iniciou suas incursões na fotografia  ainda jovem, aos sete anos de idade já arriscava os primeiros cliques com uma câmera de seu pai. Aos 16, novamente a fotografia voltou a aparecer em sua vida através de amigos, desta vez para ficar. Iniciou nessa idade, uma pesquisa que perdura até hoje. O contato muito aproximado com as câmeras e processos fotográficos só serviu de fomento à sua insaciável sede de novas imagens.

Sua trajetória inclui, desde fotografia de eventos, fotojornalismo até as elevadas exigências das grandes agências publicitárias e editoras internacionais, passando por muitas linhas de foto, conforme as necessidades dos alunos que passaram pelos diversos cursos ora ministrados por esse profissional.

Hoje, atende multinacionais com  uma refinada linha de fotografia corporativa e editorial, assim como galerias e lojas de arte em suas linhas de fineart

Conheçam mais em : www.joffreoliveira.com

11-9852-9674

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Brownie de Chocolate
Lúcia Falci (Tia Lúcia)

Ingredientes:

200 g de manteiga
200 g de chocolate meio amargo, picado
3 ovos
1 ½ xícara (chá) de açúcar refinado
2 xícaras (chá) de farinha de trigo
1 colher (sobremesa) de fermento em pó
200 g de chocolate branco, picado

Modo de preparo:
1. Aqueça primeiro o forno, em temperatura média (180 °C). Unte uma assadeira retangular média com manteiga e farinha.

2. Derreta o chocolate meio amargo picado com a manteiga no forno de microondas ou numa panela sobre fogo bem baixo, mexendo sem parar. Assim que derreter, transfira para uma tigela grande.

3. Bata os ovos com o açúcar na batedeira, na velocidade máxima, por cerca de 3 minutos, ou até a mistura ficar esbranquiçada.

4. Com uma colher de pau, misture os ovos batidos ao chocolate derretido.

5. Passe a farinha e o fermento pela peneira e misture o chocolate branco picado. Junte aos poucos na tigela com a massa de chocolate, misturando delicadamente.

6. Despeje a massa na assadeira untada e leve ao forno pré-aquecido por 30 minutos.

7. Retire do forno (não se assuste com o aspecto úmido). Deixe esfriar e sirva com creme batido ou sorvete de creme. Se quiser servi-lo quente, espere esfriar e aqueça novamente as porções individuais, de preferência no forno de microondas

 

 
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