7ª Edição / 2008 Início
  ISSN 1982-7245
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7ª Edição - Set 2008

 

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Modelo: Fernanda Cruz

Make-up: Beth Ribeiro

Fotografia: H.Navarro

 

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A cultura, a arte e a política cultural
Almandrade


Nas chamadas políticas culturais emergenciais, na maioria das vezes, são discursos onde a cultura não passa de uma fantasia, uma miragem no fim do túnel. Como ela não é assunto prioritário, foi transferida para a iniciativa privada. Os investimentos visam retornos, fala-se em números, percentuais, nas leis de renúncia fiscal, sem uma idéia clara de cultura e seu papel na sociedade. Todo mundo se acha no direito de opinar, o patrocinador, o empresário, o político, o produtor cultural, o professor universitário, o curador etc. menos o artista e os que trabalham diretamente com as práticas artísticas, os operários da linguagem.

Depois da descoberta tardia que a cultura não se restringe às linguagens artísticas, as práticas acionadoras do pensamento crítico passaram a ser vistas com desconfiança, “coisas de elite”, foram marginalizada e o entretenimento passou a ser o centro do financiamento público. A festa passou a ser o alvo dos investimentos públicos e privados em detrimento da cultura pensamento.

O que deveria ser uma política pública de cultura? Uma pergunta oportuna em momentos de transição política, quando as reivindicações reaparecem e as disputas por cargos públicos emergem. Antes de ser um problema de economia, de leis de incentivo, de política partidária, a cultura é um dispositivo da cidadania, um direito básico que deve fazer parte da formação do sujeito. "A cultura é coisa do homem que mora num certo lugar e num certo tempo" (Gerardo Mello Mourão). Portanto, antes de falar dos reduzidos recursos econômicos destinados à área cultural, é estratégico se pensar em intervir culturalmente no modelo de desenvolvimento que afeta o meio ambiente, as condições materiais, sociais e culturais de uma comunidade.

Uma política de cultura deve primeiramente levar em conta o quanto ela contribui para o imaginário das pessoas, tornando-as capazes de assumir decisões nas suas vidas. Que ela é uma forma de relacionamento com o mundo e seu cotidiano, antes de ser uma mercadoria e um objeto da política. Relegada à condição de entretenimento, passou a fazer parte das diversões, regida pela economia da cultura. E tudo que faz a economia crescer, que gera emprego e renda é ético nesta sociedade onde o emprego é cada vez mais difícil. Mas a ética e lógica da cultura é outra. Se a diversão faz a economia crescer, atende a demanda de habitantes, e turistas carentes de lazer, poucas vezes contribui para o aumento e transformação do repertório.

O homem vive entre a natureza e a cultura. E a cultura é uma construção do homem. Um trabalho. Resultado de um longo caminho. Cada cidade, estado ou região tem uma cultura que lhe é própria e múltipla. Uma política de cultura deve garantir a liberdade das diversas manifestações, sem qualquer interferência, e transferir as decisões para quem faz cultura, quem conhece as particularidades das linguagens, quem diretamente lida com o patrimônio material e imaterial que faz o acervo de uma cultura.

E quando se fala de artes, produtos diversificados e delicados e ao mesmo tempo conhecimentos específicos que fazem parte de uma cultura, o político, o produtor ou o atravessador deve ser substituído pelo técnico ou o especialista do metié. E uma instituição que trabalha com as artes tem como princípio estimular a liberdade de expressão e não servir com extensão de outras políticas ou de outras instituições.

Almandrade

(artista plástico, poeta, arquiteto e presidente da Associação de Artistas Visuais da Bahia)
www.provadoartista.com.br/almandrade.html

 www.expoart.com.br/almandrade


 

Janelas Iguaçuanas
Mazé Mixo

O ensaio de fotojornalismo "Janelas Iguaçuanas" faz parte de um projeto ainda em desenvolvimento, de documentação da cidade de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, em que se busca a simplicidade e o flagrante do quotidiano, das janelas abertas, das pessoas comuns... Então aceite o convite, entre, olhe, veja, repare, sinta-se em casa.

O fotógrafo fluminense Mazé Mixo, viu-se despertado pelo interesse em fotografia na adolescência, movido pela necessidade de expressão latente e pela inspiração inicial, a figura da musa, uma namorada da época. Depois disso as lentes do fotógrafo foram buscando outros temas, as percepções se abrindo, os anseios e afetos se ampliando e o ingresso na atividade de fotojornalismo foi questão de tempo. Hoje em dia se dedica a diversos campos da fotografia artística e documental.

Clique na figura para ver o ensaio

Você pode conhecer mais do trabalho de Mazé Mixo em www.mazemixo.com

 

 

Gestação
Elias Ferreira

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Paulo Salerno

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Paulo Salerno é formado em Informática e pós-graduado em Economia. Virou fotógrafo por hobby há três anos para suprir sua necessidade de comunicar, de registrar seus olhares. No início de 2006, começou sua trajetória como expositor. Tem trabalhos que retratam o nu, fotos de gastronomia, um enorme leque de temas que podem ser encontrados na internet, em endereços como www.olhares.com/paulosalerno e www.flickr.com/photos/guetoblaster.

 

 

Uriel

Arielen Lefay

Arielen Lefay : Figurino Roxane Von D.

 

O figurino de época Roxane Von D., foi inspirado nas antigas damas de cabaré, como as do filme Mouling Rouge.

A figurinista Arielen Lefay se junta a Juka Gulart, para recriar a atmosfera de fascínio da época, criando uma dama glamourosa, num figurino repleto de detalhes, que vão das rendas, plumas, meia 7/8 rendada, a um vestido com bastante volume, brilho, alternando a sobriedade do preto com a quentura do vermelho carmim, nos laços e babados.

A performance fica por conta da modelo Íris Justiniana que consegue transmitir com perfeição o mistério e sensualidade das antigas damas de cabaré.

Você pode conhecer um pouco mais do trabalho de Arielen Lefay no site: http://picasaweb.google.com.br/arielenlefay/RoxaneVonD#

Clique na figura para ver o ensaio

 

Ficha Técnica:

Figurino: Arielen Lefay e Juka Gulart

Modelo: Íris Justiniana

Fotografia, Make-up e Hair: Arielen Lefay

 

Caldeirada de frutos do mar
Lúcia Falci (Tia Lúcia)


* Ingredientes
* 600 g de cação cortado em cubos
* 500 g de camarão médio limpo
* 6 lagostins
* 300 g de mexilhão
* 500 g de lula cortada em anéis
* 5 batatas médias
* 3 tomates maduros cortados em rodelas
* 3 cebolas cortadas em rodelas
* 1 pimentão cortado em rodelas
* 2 cubos de caldo de camarão
* Cheiro verde a gosto
* Coentro a gosto
* Sal a gosto
* Limão para lavar os frutos do mar
* 1/2 xícara de azeite de oliva
* 6 dentes de alho grandes
* Tabela de conversão de medidasImprimir lista de compras

* Modo de Preparo

1. Depois dos frutos do mar devidamente limpos e lavados com caldo de limão,
2. aqueça uma panela grande e coloque para dourar o alho amassado, depois refogue o mexilhão e coloque o cação cortado em cubos e adicione a água. Deixe abrir fervura e adicione a lula cortada em anéis e os tomates, as cebolas e o pimentão.
3. Logo em seguida coloque os cubos de caldo de camarão e acerte o sal.
4. Adicione coentro e cheiro verde e os camarões. Logo após coloque as batatas cortadas em rodelas grossas e previamente cozidas.
5. E para finalizar coloque os lagostins por cima de tudo, tampe a panela e deixe cozinhar por 5 min.
6. Sirva com arroz branco e pirão.

 

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