5ª Edição / 2008 Início
  ISSN 1982-7245
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5ª Edição - Jul 2008

 

Capa

 

Modelo: Ana Carolina Campos

Make-up: Beth Ribeiro

Fotografia: H.Navarro

 

Informações

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Elias Ferreira

Brasileiro, nascido na cidade de Campo Mourao, Noroeste do Paraná, criado na cidade de Quinta do Sol, PR.

 Industriário de profissão, Massoterapeuta por distração e Fotógrafo por paixão, não tenho um estilo fotográfico definido, gosto de variados temas dentro da fotografia, esse é meu estilo.

Essas fotos foram feitas na cidade de BENTENJIMA - Japão, abrindo a temporada de fogos deste ano, estiveram no local 160 mil pessoas.

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Caroline Beiriz

Essas fotos são parte integrante de um ensaio que fiz com uma professora de yoga chamada Letícia Portella, com cartões postais do Rio de Janeiro, para a exposição “Respire Yoga” , integrante do projeto Terça Em Movimento, no conversa Afinada.

Essa foto contra a luz é interessante, eu sempre brinco com esse efeito do contra-luz, essa foi a última foto do ensaio, a modelo estava um pouco cansada, nem estava querendo mais fotos, e eu insisti em uma contra-luz e saiu essa foto, em cima da pedra do Arpoador... um cartão postal belíssimo em uma foto com um efeito muito interessante em que sobra o corpo da modelo. Essa basicamente não precisou de retoque.

Nas outras também não precisei de muito retoque, não fiz photoshop, optei pelo tratamento HDR, que deu um bom resultado final.

 Ficha técnica:

Fotógrafa Caroline Beiriz

Modelo: Letícia Portella

 Texto de apresentação do Perfil: 

A capixaba Caroline Beiriz é fotógrafa de moda e atualmente tem estúdio fotográfico no Rio de Janeiro.

Você pode ver alguns trabalhos dela no site www.carolinebeiriz.com , ou no http://www.flickr.com/photos/carolinebeiriz

Contato email/ MSN: carolbeiriz@hotmail.com

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Eugene Atget
H.Navarro

O olhar perspicaz de Cravo Neto
Almandrade

A fotografia é um fazer cheio de segredos e curiosidades que o fotógrafo não revela. O manuseio dos equipamentos, o trabalho no laboratório e um olhar audacioso que capta e redimensiona os objetos nesse espaço ilusoriamente inventado. Outras visualidades são apresentadas e mostram o que antes era invisível. “Inicialmente, a fotografia, para surpreender, fotografa o notável: mas, em breve, por meio de uma reviravolta conhecida, ela decreta que é notável aquilo que fotografa.” (Roland Barthes). No trabalho de Mario Cravo Neto, a fotografia é um procedimento contemporâneo do pensamento e do sentimento, com particularidades que desafiam as leis do visível. Com seu olhar inquieto e aguçado descobre o imaginário fotográfico e apresenta um repertório de significantes notáveis. 

O artista não procura a verdade, mas indagações e a invenção de uma sintaxe. Fixa no papel fotográfico uma idéia do real contaminado pela emoção e uma percepção subjetiva.  A fotografia é o pensamento de um instante ou um espetáculo de luz e cor que pode durar uma eternidade. Nesse confronto de trevas e luz, a versatilidade e o perfeccionismo do fotógrafo, na busca de uma poética da luz e suas tensões. A realidade é apresentada em pedaços de mistérios. O enquadramento recorta o detalhe do cotidiano místico religioso ou profano, e cria um mundo primordial, onde o visível assume outras dimensões. O homem, o seu lugar, seus objetos e suas crenças. Imagens elaboradas, trabalhadas em laboratório. A experiência pessoal e o aparato técnico são responsáveis por uma usina de imagens provocativas que acionam as sensações de desejo, medo e fantasia.  

Seja uma fotografia de um corpo, o detalhe de um ritual, uma paisagem ou uma festa, o objeto fotografado é sempre uma linguagem que aponta outros significados, são apresentados ao olhar do espectador alterando a idéia de realidade, congelados no tempo como uma "Flecha em Repouso". Um desejo e um método de fotografar. Luz e abstração, o homem e a natureza se encontram, num cenário imóvel e singelo ou barroco e dramático. Os objetos e as paisagens ressuscitam de sua própria sombra ou da penumbra, iluminados pelo olho mágico do fotógrafo. O abismo e o mistério silencioso que nos separa da experiência do mundo que entendemos como real.

 A banalidade e o excêntrico são filtrados pelo olhar da câmara fotográfica e o olhar interior do artista, num gesto de transgressão ao que é convencional. O singular, a emoção, o rito e o saber. Objetos e personalidades anônimos do cotidiano ou da cultura afro são significantes visuais ou imagens enigmáticas, inteligentemente repousadas na bi-dimensionalidade da foto. A máquina e o objeto fotografado. A cor e a luz, figura e fundo explicitam outras leituras. O ritual da própria fotografia. Vivências culturais invisíveis fora do universo racional, emocional e político da arte. Em grandes formatos essas fotos mostram lugares fora da geografia, idealizados. Os vários temas não importam, eles estão subordinados aos efeitos de uma luminosidade teatral.

 A fotografia de Cravo Neto amplia a noção e o limite do que deve ser olhado, na ilusão de um espaço criado pela perspectiva e pela imaginação. Concentra no essencial. Assume sua condição de linguagem específica tendo com tema principal seus próprios problemas: a distribuição da luz, o claro/escuro, a densidade ou o vazio do fundo, a construção de uma superfície estética. Essa é a minha leitura. Mas como toda leitura dos objetos de arte é uma apropriação do olhar do outro, de forma também particular e subjetiva, o leitor/ espectador tem o direito de desconfiar e fazer sua própria interpretação. Cada sujeito tem seus devaneios e suas preocupações, os segredos do artista pertencem unicamente a ele. Nós, espectadores, insinuamos em desvendá-los e criamos outros.   

Almandrade (artista plástico, poeta e arquiteto)

www.expoart.com.br/almandrade

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Torta Genial
Lúcia Falci (Tia Lúcia)

 Ingredientes:

 

15 bananas prata bem maduras e de tamanho médio

400 g ameixa preta, bem picada

400 g de biscoito mentirinha

4 xícaras de leite

3 gemas

Gelatina vermelha (1 pacote - morango)

3 colheres de sopa rasa de maizena

3 1/2 xícaras de açúcar

Modo de Fazer:

Fazer um doce das bananas amassadas com 2 xícaras de açúcar, com o ponto não muito duro.

Fazer um doce com as ameixas, com 1 1/2 xícara de açúcar, até o ponto de não escorrer.

Fazer a gelatina e deixar esfriar bem.

Por último, o creme com o leite, as gemas, a maizena e açúcar a gosto.

Colocar em forma desmontável :

biscoito - doce de banana - biscoito - doce de ameixa - biscoito - creme de maizena - biscoito e por último, a gelatina.

Deixar gelar bem antes de colocar a gelatina.

História das Pipas
Washington Dreux 

Pipa + segurança = diversão!

O bom pipeiro solta pipa sem colocar a sua vida e a dos outros em perigo. Fique de olho nestas dicas:

Aprenda a fazer pipa sem rabiola, do tipo arraia. É por causa da rabiola que a pipa fica presa nos fios de eletricidade.

Solte sua pipa bem longe da rede elétrica, em espaços abertos. Áreas próximas a aeroportos também são impróprias, pois as pipas podem atingir aeronaves.

Não use papel laminado para fazer pipa. Se ela encostar nos fios elétricos pode provocar curto-circuito.

A linha usada para soltar pipa não pode ser metálica, pois ela causa choques elétricos.

Se você insistir em soltar pipa perto de fios da rede elétrica e ela ficar presa neles, não tente tirá-la (nem com a mão, muito menos com objetos de metal ou qualquer material molhado). O contato com o fio elétrico provoca choques violentos.

A pipa funciona como pára-raio. Por isso, ao menor sinal de tempestade, recolha a sua.

Não deixe a linha atravessar na frente de motoqueiros e ciclistas, isso causa acidentes graves. E cerol? Nem pensar! É proibido por lei!

Se a linha arrebentar enquanto a pipa estiver no céu, não corra atrás dela para recuperá-la, principalmente se houver carros no local.

Quando o vento estiver muito forte, use luvas para proteger suas mãos.

Não suba em telhados e lajes para soltar pipa. Qualquer distração é queda na certa.

 

Veja um ensaio fotográfico sobre pipas, no Japão, do Fotógrafo Elias Ferreira.

Eu sou analfabeto, mas não sei ler
Aimée Rocha

“A leitura enobrece a alma” diria o filósofo Voltaire, para quem questionasse esse importante dom do ser humano. Quando criança, em turmas de alfabetização, juntamos as letras e começamos a perceber quão mágico é o poder de conhecer as palavras, de passar da ignorância para a sabedoria. Mas a mágica logo se perde, e o dom de ler se torna banal e rotineiro.

Quantas vezes deixamos de apreciar algo porque deixou de ser um obstáculo para nós? Com a leitura, não é diferente, a partir do momento que conseguimos ler placas e letreiros, quando conhecemos o básico da leitura e da escrita, nos tornamos alfabetizados e desinteressados. É importante que, no momento em que somos apresentados ao novo, sejamos constantemente estimulados.

As crianças de hoje tem uma variedade incontável de opções de lazer. Há tempos atrás quando só existiam jogos de mesa, baralhos e livros, era mais fácil persuadir o jovem a ler. Hoje, os videogames, as super produções da Disney para o cinema e canais de TV dedicados exclusivamente ao público infantil são opções divertidas e muito mais sedutoras do que um livro com poucas ilustrações e muitas páginas, sem movimento.

Apesar das inúmeras opções de lazer, ler não deixa de ser a viagem que fazemos sem sair do papel e sem fazer as malas. Não deixa de ser uma forma de conhecer e vivenciar diferentes culturas. Os jovens brasileiros vêm descobrindo o prazer de ser um leitor. Best-seller no mundo todo, a série Harry Potter estimulou milhares de crianças e adolescentes a ler. As bienais, que acontecem no Rio e em São Paulo, estão sempre repletas de eventos voltado ao público jovem. O maior desafio é levar esse estímulo ao Brasil inteiro, não só aos cariocas e paulistas.

Encontrar na leitura uma forma de prazer pode ser um trabalho árduo, já que existem tantas outras formas de diversão no mundo moderno. Mas conquistar esse objetivo é um obstáculo que deve ser vencido, para que possamos formar cidadãos brasileiros em leitores de alma enobrecida.

Vou resistir a todas as propostas que ele fizer, nuca vi um cumprimento de elevador acabar em algo tão grande assim. O relacionamento entre vizinhos deve ser cordial não ditatorial como ele insiste em fazer. Ultimamente meu vizinho abre buracos na parede que divide comigo, sem fazer barulho, ninguém sabe que ele me intimida, me agride e não me deixa viver em paz.

Na reunião de condomínio vou botar a boca no trombone, vou falar para todo mundo que ele continua o mesmo monstro ditador. Pode até estar mais flexível, a vizinha do 1701 não o chama mais de comunista, mas ele continua o mesmo. É insuportavelmente repressor.

Colaboraram com esta edição

Claudia Almeida, Sheila Fonseca, Marcia Gumiel, Washington Dreux, Aimme Rocha, Beth Ribeiro, Lúcia Falci "Tia Lúcia", Silvio Barbosa, Jaqueline Jacques,  Simone Monteiro, Almandrade, Paulo Salerno, Pedro Moreira, Bruno Souza, Elias Ferreira, Nuno Sousa, Lidia De Giuseppe e Nelson Veiga.

 
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