11ª Edição / 2009 Início
  ISSN 1982-7245
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11ª Edição - Dez 2009

 

Capa

 

Modelo: Michelle Jenné

Agência: Office Models

Make-up: R.Dominguez

Fotografia: H.Navarro

 

Informações

ContatoZine é uma revista de publicações artísticas, todo seu conteúdo é de responsabilidade, exclusiva, de seus autores.

Para mais informações,  mail@contatozine.com.br

 

Ensaios de: Ricardo Ávila , Paulo Pernicheiro, Flying Ideas, Salvador Pozo, I F Palmiero, Oswaldo Lopes Jr., Ronaldo Gutierrez, Andréa Rocha, Oscar Henrique Liberal de Brito e Cunha e Elias Ferreira. (Clique no artista desejado para ir direto ao perfil)

PERCEPÇÕES
Ricardo Ávila

Como você percebe o mundo à sua volta? Essa é a pergunta fundamental para qualquer pessoa que queira desenvolver seus mecanismos de percepção e contextualização artística.

Ao fotógrafo, um alquimista da imagem e da luz, essa pergunta se faz ainda mais presente – e fundamental – para o ajuste do seu “filtro do olhar” para a captação do instante e do ângulo certo. 

Neste ensaio, apresentamos um pouco da percepção singular do fotógrafo português Ricardo Ávila. 

Percepções  

Desde já começo por dizer que sou um amador auto-didata, peço as minhas desculpas se a linguagem utilizada não corresponde aos conceitos da Fotografia.

Na série de imagens que apresento, numa primeira fase, quase por um instintivo automatismo mecânico transformo as minhas fotografias coloridas em imagens a preto e branco.

Ás vezes é difícil não representar certas cores e descartar essa hipótese, mas é a preto e branco que realmente me consigo aperceber melhor do potencial da fotografia em termos de estrutura. Que é o que considero mais importante. 

Geralmente escureço um pouco a foto e dou-lhe mais contraste, para se melhor aperceber essa estrutura em termos geométricos, em que vejo as possíveis direções a tomar. 

Opto por “aquecer” esse preto e branco, para depois diminuir essa intensidade quente e encontrar um ponto menor de preserveração da cor, o que resulta em tons oscilantes entre o preto e branco e um quase-sépia escuro, que é muitas vezes o resultado final .

Interessam-me as imagens em que o conteúdo é incerto, mecanizado por formas abstratas que são fantasmas dos objetos, e em que a desumanização, a ausência, ou a manipulação do corpo mostram o  impacto de uma sociedade em que um Deus-Morto ainda sobrevive, e em que o Homem, desprovido de sentido, continua num niilismo capitalista á beira do suicídio espiritual. 

Tento fazê-lo sem a imagem humana, para aumentar o peso da civilização nesta equação, emboras estas não sejam regras, mas linhas de orientação. Qualquer imagem é susceptível de atingir o ponto óptimo para que o impacto pretendido seja atingido, como disse, quase por automatismo.

 Percepção e Fotografia 

O tema da Percepção  da realidade sempre foi uma querela da Humanidade, um agente catalisador de bilhões de ideias e páginas acerca deste mecanismo, complexo e que divide opiniões desde os primórdios do pensamento.  

Sendo a Percepção uma sub-área da Psicologia é também uma ciência que abrange diferentes domínios; a Fotografia é um deles, um utensílio e um método excelente de abordar o assunto.

Se, ao observarmos,  julgarmos um objeto percepcionado como sendo uma reprodução fiel da realidade, este “princípio” quebra-se rapidamente quando decidimos observar uma fotografia, uma reprodução da reprodução que anteriormente apenas existia na nossa memória, um significado novo para um significante prévio, que causa o paradoxo delicioso que é o contato do observador com o objeto fotográfico. 

Desde os primórdios da fotografia que se discute se esta é uma tecnologia que se destaca mais pela capacidade de reproduzir ao máximo a representação imagética de objetos visíveis ao olho,  uma corrente mais direta e “realista” que dispõe a sua confiança na máquina, ou, se pelo contrário, é uma outra “arma” ao dispor da arte, e, por conseguinte, sendo o objeto artístico o mais importante,  a “responsabilidade” do ato de fotografar passa mais pela intervenção/manipulação da imagem pelo fotógrafo como artista e pelo observador, que interpreta a imagem de acordo com as suas idiossincracias. 

Penso que esta questão é uma questão que não se põe, pois, além de a Fotografia poder servir os dois fins e não haver uma balança que meça qual das correntes é a mais importante, há fatores psicobiológicos do observador que intervêm sempre na Percepção do objeto, deturpando mais ou menos a realidade, como cada um a vê.

É por isso impossível um verdadeiro realismo na Percepção do objeto fotográfico, de duplicação de uma realidade, que se esvazia de sentido ao nos apercebermos de que esta, é , por si mesma enganadora, ilusória, cheia de associações e  relações entre símbolos, memórias e preconceitos que provocam uma subjetividade mentirosa, um filtro linguístico e cultural da realidade.

Ricardo Ávila, 33 Anos, Licenciado em Psicologia, Fotógrafo amador – Lisboa, Portugal 

Ficha Técnica: Máquina usada: Panasonic DMC – FX12 ( Lumix Leica DC Lens)

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A SIMPLICIDADE DA IMAGEM
Paulo Pernicheiro

Nascido na Figueira da Foz, em Portugal, em Março de 1970, onde passou toda a juventude tendo mudado em 1998 para a cidade Leiria onda ainda hoje reside e trabalha como Técnico de Informática na Câmara de Leiria.

A fotografia sempre foi algo que o entusiasmou, mas devido à modalidade de basquetebol que praticava desde os 6 anos de idade, nunca houve muito tempo para a explorar, assim, depois de terminar a carreira de desportista em 2006, a paixão pela fotografia ganha um novo alento em sua vida.

O aparecimento da era Digital também veio facilitar muito a rapidez de aprendizagem e o incentivo em tirar cada vez mais fotografias, começou a juntar essas duas paixões e sempre que tinha um tempo ia acompanhado de amigos ou da mulher, na busca da melhor foto que conseguisse captar para mais tarde recordar ou mesmo partilhar com os restantes amigos das comunidades fotográficas.

“Começo  então a explorar esta arte tão cativante que nos faz registar momentos e lugares por onde vamos passando, que mais tarde podemos reviver, com principal incidência nas nossas lindas Aldeias Históricas, de uma rara beleza.” diz o fotógrafo.  

Paulo Penicheiro colaborou na edição do jornal desportivo “ABOLA” do dia 14 de Março de 2006. Na edição da revista “FOTOPLUS” do mês de Fevereiro de 2008, teve uma fotografia publicada na seção 1000 Imagens. Fotografia tirada em 2006 na Aldeia de Monsanto com o titulo "Quando o Céu Toca a Terra". 

Participou  da exposição coletiva “Olhar Além Tejo” itinerante em várias cidades de Portugal com a foto “Percorrendo a Muralha de Arraiolos”, promovida pelo site www.Olhares.com patente no Museu Municipal da Fotografia João Carpinteiro em Elvas, na delegação do IPJ de Évora, em Estremoz, na delegação do IPJ de Castelo Branco e na Fundação Arquivo Paes Teles em Avis, no Centro de Artes e Espectáculos na Figueira da Foz.  Teve participação ainda na exposição em Maio de 2006 no bar “XA ANDAR” com o preto e branco como tema e, com o título “Viagens a Preto e Branco”, aa exposição em Agosto de 2006 no Espaço FATIMAE com o título “Viagens Lusitanas”,  em Maio de 2007 no Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz, onde o tema foi a fotografia desenvolvida ao longo de dois anos, e com o título "Dois Anos em Revista" e em Exposição de 27 de Março a 24 de Maio de 2009, na Torre do Castelo de Pinhel, onde o tema abordado foi a Ruralidade e Rusticidade em todas as suas vertentes com o título “Locais Simples, Olhares Profundos”.

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Nasci na Figueira da Foz em Março de 1970, onde passei toda a minha juventude tendo mudado em 1998 para a cidade Leiria onda ainda hoje resido e trabalho como Técnico de Informática na Câmara de Leiria.

A fotografia sempre foi algo que me entusiasmou, mas devido à modalidade de basquetebol que sempre pratiquei desde os 6 anos de idade, nunca houve muito tempo para a explorar, assim, depois de terminar a minha carreira de desportista em 2006, a paixão pela fotografia ganha um novo alento na minha vida.

O aparecimento da era Digital também veio facilitar muito a rapidez de aprendizagem e o incentivo em tirar cada vez mais fotografias, e, como uma das coisas que mais adoro é passear, conhecer novos lugares, novas gentes, comecei a juntar essas duas paixões e sempre que tinha um tempinho lá ia eu sempre acompanhado de amigos ou da minha mulher, em “raids” fotográficos (como na brincadeira costumava dizer), na busca da melhor foto que conseguisse captar para mais tarde recordar ou mesmo partilhar com os restantes amigos das comunidades fotográficas.

Começo então a explorar esta arte tão cativante que nos faz registar momentos e lugares por onde vamos passando, que mais tarde podemos reviver, com principal incidência nas nossas lindas Aldeias Históricas, de uma rara beleza, com as suas gentes simples, de uma simpatia enorme, que em conversa nos contam histórias fascinantes e nos dão lições de vida! São esses momentos que me dão um enorme prazer captar, diria mesmo desfrutar, pois entendo que fico muito mais enriquecido como pessoa depois de estar alguns minutos à conversa com estas pessoas. 

D E S T A Q U E S

Na edição do jornal desportivo “ABOLA” do dia 14 de Março de 2006, tive uma fotografia publicada sobre a minha irmã “Ticha Penicheiro”. Foto com o título "A Minha Campeã", foi tirada no decorrer de um jogo que ela disputou ao serviço do Spartak de Moscovo contra a equipa Perfumaria Salamanca para a Euroliga Feminina de Basquetebol.

Na edição da revista “FOTOPLUS” do mês de Fevereiro de 2008, tive uma fotografia publicada na secção 1000 Imagens. Fotografia tirada em 2006 na Aldeia de Monsanto com o titulo "Quando o Céu Toca a Terra".

Artigo para a revista Super Foto Prática a acompanhar uma fotografia de um Pôr-do-sol de São Pedro de Moel, para a rubrica “Como Se Fez”

E X P O S I Ç Õ E S

Participante na exposição colectiva itinerante em várias cidades “Olhar Além Tejo” com a foto “Percorrendo a Muralha de Arraiolos”, promovida pelo site www.Olhares.com patente no Museu Municipal da Fotografia João Carpinteiro em Elvas, na delegação do IPJ de Évora, em Estremoz, na delegação do IPJ de Castelo Branco e na Fundação Arquivo Paes Teles em Avis, no Centro de Artes e Espectáculos na Figueira da Foz.

Exposição em Janeiro de 2006 no bar “XA ANDAR”, sem tema específico

Exposição em Maio de 2006 no bar “XA ANDAR” com o preto e branco como tema e, com o título “Viagens a Preto e Branco”
Exposição em Agosto de 2006 no Espaço FATIMAE com o título “Viagens Lusitanas”

Exposição em Maio de 2007 no Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz, onde o tema foi a fotografia desenvolvida ao longo de dois anos, e com o título "Dois Anos em Revista".

Exposição em Agosto de 2007, no Clube Ténis da Figueira da Foz englobada nas festividades do 90º aniversário do Clube, sem tema específico.

Exposição em Fevereiro / Março de 2009 no Teatro José Lúcio em Leiria, sem tema específico.

Exposição de 27 de Março a 24 de Maio de 2009, na Torre do Castelo de Pinhel, onde o tema abordado foi a Ruralidade e Rusticidade em todas as suas vertentes com o título “Locais Simples, Olhares Profundos”.

 

ANDRÉA ROCHA
Experimentos Sex - Macarrão do Pavão
 

Uma verdadeira alquimia de estímulos sensoriais. Essa é a proposta do ensaio Experimentos Macarrão do Pavão, da fotógrafa Andréa Rocha. Aliás, uma bendita macarronada... no ensaio Andréa leva o leitor a um passeio com sua câmera, quadro a quadro, revelando cores, formas e sabores.

Ideal para você que gosta de uma boa ou estranha história, curte belas imagens e adoraria fazer parte delas. Quer realizar desejos, mas não tem coragem?

Gosta de um bom macarrão?

Então dê uma espiadinha no ensaio Experimentos...  

Ficha Técnica:

Fotografia: Andréa Rocha,

Beleza / estilo: Fernanda Santoro,

Atores: Thábata Tubino, Christian Garcia e João Paulo - JP –

Figurino Joana Seibel –

Tratamento de imagem: Aline Penaforte

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Formada em publicidade e propaganda em 1998, a fotógrafa carioca Andréa Rocha conheceu a fotografia desde muito cedo e buscou aprimoramento na linguagem fotográfica e técnica de captação de imagens fazendo diversos cursos, dentre eles o curso técnico de fotografia do Senac Rio. 

Em 1995 assumiu a produção dos cursos da Vídeo Fundição, onde teve a oportunidade de fazer cursos de produção cultural, produção executiva de cinema e tv, estudando com alguns dos maiores expoentes do mercado. Em 1998 criou o estúdio ZBR Comunicações, destinado inicialmente à produção fotográfica e mais tarde passa a desenvolver formatação e produção de projetos culturais. 

Em 2009, buscando novos experimentos estéticos e uma mudança de padrão no conceito de fotografia criou Experimentos: uma série de ensaios fotográficos onde a busca pela revisão do conceito fotográfico é a tônica. Em Setembro de 2009 Participou do evento Pitada, no Cinematheque, no Rio, com a intervenção visual Experimentos Sex Fusca.

Você pode conhecer um pouco melhor o trabalho da fotógrafa Andréa Rocha em www.andrearocha.com.br

 

OSWALDO LOPES Jr.
E
sperando Godot 

Ensaio do fotógrafo carioca Oswaldo Lopes Júnior para a montagem de 1991 da peça Esperando Godot, do dramaturgo irlandês Samuel Beckett.

No elenco estão a atriz Denise Fraga, o falecido ator Rogério Cardoso, Thomas Bakk, Rogério Freitas e Charlton Oliveira, com a direção de Moacir Chaves. 

O resultado do trabalho é interessantíssimo, transmitindo toda a carga dramática e pessimista de Beckett. No texto abaixo, Oswaldo Lopes descreve como foi o processo de captar essa atmosfera becketiana.

 Esperando Godot por Oswaldo Lopes: 

Na peça dividi o trabalho de still com Adriane Carmello. A escolha do preto e branco foi em parte pelos custos da produção e em parte pelo clima da peça, minimalista, despojada, com figuras maltrapilhas em seus sobretudos e chapéus coco e com apenas uma árvore seca e um fundo neutro como cenário. Esperando Godot é uma farsa tragicômica que através de um humor cáustico fala sobre a condição do ser humano diante dos absurdos incontroláveis do mundo e da vida. E eu – que apesar de ter trabalhado muito como fotógrafo de teatro sou essencialmente um profissional de cinema – acredito que o preto e branco é o filtro perfeito para as palavras de Beckett, lembrando das palavras do cineasta alemão Wim Wenders, que certa vez disse: “A realidade é em cores, mas o preto e branco é muito mais realista”.

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Oswaldo Lopes Jr. é roteirista de cinema e televisão, crítico de cinema, professor de História do cinema e fotógrafo. Trabalha na área de fotografia desde a década de 1980. Em 1985 começou a fazer fotos de cena de vários curtas-metragens da Universidade Federal Fluminense e dois anos mais tarde, começou a fazer fotos de cena para teatro com o grupo da atriz Denise Fraga, ainda desconhecida do grande público. Nessa época fez o book da atriz e com ele em mãos, em poucos meses Denise despontava para a fama numa novela da Rede Globo de Televisão.

Em 1990 fez fotos de moda para a coleção verão da loja de sapatos Antonella e no ano seguinte trabalhou como repórter fotográfico dos jornais de bairros de O Globo.

Desde então fez uma série de estudos pessoais e ensaios fotográficos com diversas modelos ao longo dos anos.

 Também atuou na cobertura fotográfica de vários festivais internacionais de cinema do Rio de Janeiro das décadas de 1980 e 2000.

 Você pode conhecer um pouco melhor o trabalho do fotógrafo Oswaldo Lopes Jr. em http://ozlopesjr.multiply.com

 

SU & EMA
Flying Ideas

Flying – Idéias Voadoras

Criatividade e irreverência dão o tom do ensaio da dupla de fotógrafas portuguesas Su e Ema. Com material improvisado, muitas idéias na cabeça e habilidade nas mãos, as artistas plásticas trazem a série Flying Idéias, que como o nome sugere é um vôo da imaginação. Deixe sua mente voar e curta o trabalho das duas.

Wedding 

Como pode alguém tentar destruir algo tão belo e único como o objeto do nosso desejo?

Em nome de todas as vítimas de violência doméstica. Esta é a nossa visão surrealista do tema 

Anorexia 

Uma alusão ilusória e surrealista sobre a possibilidade de comer "comida de plástico" sem engordar. 

Máquina de lavar 

Por vezes, é preciso de lavar a mente, limpar as emoções que obstruem a alma e não deixam evoluir.  

Rosa Mecânica 

Esta foto poderia apenas querer mostrar que mantemos a nossa beleza e sensualidade mesmo quando ficamos sem papel, mas mensagem vai muito além disso. 

Traduz o estado de estar sem tempo para criar. Esta foto exemplifica a luta da “Flying Ideas”: mesmo sem tempo para criar, não vacilamos, mantemos o mesmo olhar irreverente porque “o papel virá”, alguém o atirará pelo ar.  

Voyeur

De voyeur, não temos todos um pouco? Apenas para mostrar que é uma faceta  que pode ser inerente a todos nós.  

Vaidade 

Somos vaidosos. O pavão personifica a beleza pura e vestir a pele de um pavão não é difícil. A vaidade é alimentada pela sociedade de forma sutil. 

Su & Ema são duas jovens artistas plásticas da Figueira da Foz, Portugal. Com pouco material – alternativo, reciclado – e muitas idéias seguem sem medo de mostrar suas visões de mundo.

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UM OLHAR DE MADRID
Salvador Pozo
 

Nascido em Madrid, Espanha, em 1968, Salvador Pozo se mudou para a Holanda em 1996, dando início a construção de sua carreira como fotógrafo de moda internacional.


O fotógrafo se descreve como um apaixonado pela perfeição “Busco na minha fotografia uma mistura de elementos que confere elegância, feminilidade e dramaticidade, que eu acho que permeiam meu trabalho nas áreas comercial e editorial.”, diz Salvador sem poupar elogios.  
Em seu currículo estão fotografias de moda e comerciais para publicações da Europa, Austrália, América do Norte, América do Sul e Sudeste da África.

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- Photography : Salvador Pozo
- Model : Quinta @ Fresh model management
- M.U.A & Hair : Yudeska Monart
- Styling : Cemile van Dalen

I F Palmiero

O Demónio e a menina Alice
Como indica o nome, a fotografia foi inspirada no livro 'o demónio e a sra. prymm' do paulo coelho, onde uma figura sombria se enlaça numa figura submissa.

Atlas
Uma fotografia simples, que mudou completamente pelo simples facto de ser colocado um planeta nas costas do personagem. A Luz foi predominante neste trabalho.

Underwater Love
Ilusão de fotografia sub-aquática, conseguida pelo ângulo fotografado e pela mistura de cores da modelo com a paisagem.

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Ronaldo Gutierrez

Pela Luz Dos Olhos Teus
Vinicius de Moraes
Composição: Vinicius de Moraes
Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar
Ai, que bom que isso é, meu Deus
Que frio que me dá
O encontro desse olhar

Mas se a luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus
Só pra me provocar
Meu amor, juro por Deus
Me sinto incendiar

Meu amor, juro por Deus
Que a luz dos olhos meus
Já não pode esperar
Quero a luz dos olhos meus
Na luz dos olhos teus
Sem mais larirurá

Pela luz dos olhos teus
Eu acho, meu amor
E só se pode achar
Que a luz dos olhos meus
Precisa se casar

(Vinícius de Moraes)

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Oscar Henrique Liberal de Brito e Cunha

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Elias Ferreira

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ContatoZine Entrevista:

Ator Elias Hatab 

Nessa edição a coluna Contatozine Entrevista traz um bate-papo descontraído com o jovem ator Elias Hatab, que está em cartaz com o espetáculo ‘Cabaré – A Vida Como Ela É’, de Nelson Rodrigues. Conversamos sobre televisão, dificuldades de mercado para novos artistas, sobre sua experiência em webnovela e como esse formato vem auxiliar a classe artística e sobre a participação no filme High School Musical – O Desafio, da Disney, com estreia prevista para 2010. Na galeria de fotos, está uma seleção dos espetáculos teatrais A Volta da Velha Senhora, Nem Tudo Está no Timming e Bodas de Sangue. 

Para conhecer melhor o trabalho de Elias Hatab: 

- Teaser da Webnovela Pela Primeira Vez: http://www.youtube.com/watch?v=wdOinX6Lupw 

Trailler do filme High School Musical – O Desafio:

http://www.youtube.com/watch?v=4E1U3j1rgKU 

- Blog do ator: www.eliashatab.blogspot.com 

Sheila Fonseca: Como a arte dramática entrou na sua vida? Fale-me dessa descoberta.
 
Elias Hatab: Eu tinha 14 anos, 2002, quando soube que um amigo meu fazia teatro no Teatro Ziembinski, na Tijuca. Ele me chamou para fazer uma aula experimental. Eu fui e adorei. Foi amor à primeira vista! A partir daí, eu só parei alguns poucos anos para terminar os estudos no colégio.
 
 
Sheila Fonseca: Qual foi a recepção dessa escolha pela família, mãe, pai, irmãos, houve apoio?
 
Elias Hatab: No primeiro momento minha avó relutou. Mas depois de muitas conversas comigo e com a minha tia, ela deixou que eu fizesse as aulas, com a condição de assistir pelo menos uma aula para ver como era a coisa! (risos)
 
Sheila Fonseca: Como você enxerga o ofício da atuação? O que é ser ator para você?
 
Elias Hatab: Eu acho que ser ator não é apenas ser famoso ou estar em alguma emissora de TV. É claro que isso ajuda e muito. Mas ser ator pra mim é poder criar realidades diferentes, criar pessoas diferentes das que nos somos, é levar algum tipo de mensagem para quem está me assistindo, é modificar o espectador e acreditar muito no que está fazendo.
 
Sheila Fonseca: Você é bem jovem. Qual a leitura que você faz da nova geração de atores?
 
Elias Hatab: Acho que tem muita gente boa por aí que ainda não foi descoberta.
 
Sheila Fonseca: Houve um ‘boom’ na década de 90 - que se mantém até hoje - de procura dos jovens pelo mercado de artes em geral, sobretudo de artes cênicas, impulsionado pela mídia de massa e a indústria de celebridades. Como você vê a absorção do mercado para essa demanda? Qual seria o campo, o caminho para alcançar a consolidação nesse meio em sua opinião? Qual é o panorâma do mercado para jovens atores hoje?
 
Elias Hatab: Os jovens atores que como eu, que procuram o seu lugar ao sol, devem estudar muito, porque o mercado de trabalho é muito exigente. Mas não só isso, devem também tentar produzir algo e ficar em cartaz, participar de festivais, juntar com amigos de confiança para realizar bons trabalhos e não simplesmente ficar esperando que a oportunidade caia do céu. Tem jovens que acham que só porque estudam em uma boa escola de teatro vão sair direto para a TV, mas não é assim que funciona. Tem que se mexer, não pode ficar parado.
 
Sheila Fonseca: Você está participando de um projeto de Web Novela voltado ao público adolescente, a Pela Primeira Vez. Me fale um pouco desse projeto, como está sendo a incursão por essa linguagem?
 
Elias Hatab: Eu venho do teatro, então a arte da TV é muito nova para mim. Estou vendo que a linguagem é bem diferente, mas os afetos que estão presentes em cada cena são os mesmos. Eu estou adorando fazer. O elenco e a equipe são ótimos. Eu fico muito curioso para saber como ficou a cena! (risos)
 
Sheila Fonseca: Hoje em dia há uma escalada vertiginosa de utilização dessa mídia como um canal de exibição de dramaturgia. Há um sem número de webnovelas, há teatro na web. Como você vê a expansão dessa mídia e a formação desse público?
 

Elias Hatab: Acho muito importante que a classe artística tenha essa nova opção de divulgar seus trabalhos. É a tecnologia a favor da arte.
 
Sheila Fonseca: Você é um ávido telespectador de telenovelas? Gosta do formato?
 
Elias Hatab: Eu vejo as cenas do ponto de vista de um jovem ator. Imagino onde está a câmera, que direção o diretor deu, o tom que o ator está dando, o ritmo e a intensidade da cena.  

Sheila Fonseca: Prefere teatro?
 
Elias Hatab: Não, eu acho que todas as linguagens são legais. Em todas eu estarei fazendo aquilo que eu amo.
 
Sheila Fonseca: Qual seu processo de construção de personagem?
 
Elias Hatab: Pode parecer bobo, mas eu tenho todo um ritual para ler um texto pela primeira vez. Fico um pouco em silêncio, dou uma respirada e me concentro apenas no texto. Leio ele várias vezes, eu sempre perco a conta de quantas vezes eu leio a peça que estou fazendo. Depois de ler muito, tento entender que realidade é aquela, que pessoa é essa, estabeleço as relações que o meu personagem tem com os outros da peça e depois começo a improvisar e falar muito aquele texto para torná-lo meu e não mais do autor.
 
Sheila Fonseca: Você recentemente teve uma experiência com cinema no filme High School Musical – O Desafio, da Disney. Como foi fazer cinema?
 
Elias Hatab: Foi o meu primeiro contato com o cinema e foi uma experiência maravilhosa. Deu para ter um noção real de quanta gente está envolvida por trás das câmeras. Muita gente fala que cinema é a arte de esperar, mas isso não foi um problema durante as filmagens. O pessoal que não estava filmando sempre estava de bom humor e disposto a inventar alguma coisa para ocupar o tempo vago. Foi muito divertido.

 

RABANADA DE NATAL
Lúcia Falci (Tia Lúcia)

Ingredientes:

• 2 gemas
• 3 colheres de sopa de açúcar branco
• 1 colher de leite
• 1 colher de nata
• baunilha em pó (opcional)
• 12 fatias de pão de véspera
• óleo
• açúcar em pó
• canela moída
• frutas frescas

Coloque as gemas dentro de uma tigela e junte o açúcar. Bata a gemada até obter um creme macio e espesso. Adicione aos poucos o leite e a nata. Bata um pouco mais e aromatize com 1 colher de café
de baunilha em pó (opcional). Bata novamente. Molhe o pão com esta mistura e deixe embeber durante alguns minutos. Aqueça bastante óleo numa frigideira ou num recipiente fundo. Frite as fatias,
poucas de cada vez, virando-as até dourarem uniformemente. Retire da fritura com uma escumadeira e escorra o excedente da gordura sobre folhas de papel absorvente. Polvilhe as rabanadas ainda
quentes com açúcar e canela. Acompanhe com tiras finas de fruta fresca.

O EMAGRECIMENTO ATRAVÉS DA DESINTOXICAÇÃO DO CORPO E DAS EMOÇÕES
Érica França
O estilo de vida atual pode ser considerado um campo de batalhas tóxico. Os problemas emergem porque o nosso corpo está sobrecarregado de toxinas e os sistemas naturais de desintoxicação não conseguem lidar com os excessos.

Este é um processo contínuo. Com freqüência, nosso corpo passa por um processo de limpeza, eliminando as moléculas que já cumpriram seu papel e livrando-se dos resíduos indesejáveis. Ao mesmo tempo, novas moléculas são produzidas e ocorre uma regeneração.

Excesso de peso, gripes freqüentes, fadiga, bolsas sob os olhos, celulite, urina escura, acne, gases e prisão-de-ventre são alguns sinais de desequilíbrio em nosso sistema de desintoxicação.

As toxinas podem ser eliminadas através das glândulas sebáceas, suor, urina, fezes, lágrima, bile, processo de respiração e linfa (líquido leitoso que contém células de defesa, proteínas, gorduras, etc.).

Dessa forma, o indivíduo precisa exercitar formas saudáveis de disparar os mecanismos desintoxicantes, a começar pela conscientização da necessidade de mudança em direção a Qualidade de Vida.

O próximo passo é a desintoxicação emocional, um processo de libertar-se do velho paradigma e abrir uma possibilidade para o novo entrar. Para iniciar a limpeza da casa emocional é preciso realizar uma verdadeira "faxina mental" que inclui uma viagem dentro das reais e individuais necessidades internas. Desintoxicar-se profundamente é um exercício de auto- conhecimento e auto-estima sem limites.

A proposta tentadora é desintoxicar-se diariamente ou na freqüência semanal necessária avaliada por profissional qualificado para cada pessoa, realizando um "banho consciente interior" rumo a construção da Saúde,Vitalidade e Equilíbrio.

Existem 10 Mandamentos para o processo de Desintoxicação no intuito de atingir Qualidade de Vida e um Emagrecimento saudável:

1) Conscientização pessoal da necessidade de mudança vital;

2) Motivação para mudar o estilo de vida;

3) Seguir a alimentação saudável e purificante (anti-toxinas) – no mínimo 1 vez por semana e nos demais dias seguir uma dieta saudável e equilibrada;

4) Praticar exercícios respiratórios adequados e meditação;

5) Realizar atividade física prazerosa - Buscar exercícios que renovem o estado de espírito e propiciem sensação de bem-estar e equilíbrio emocional. Ex: Tai chi chuan(exercício oriental que combina coordenação motora, equilíbrio, e meditação), Yoga, Hidroterapia, Pilates;

6) Cultivar pensamentos e atitudes sábias;

7) Deixar sair o velho para abrir possibilidades para o novo entrar na sua vida – aprenda a doar o que já não lhe serve mais e permita que o vazio interior seja preenchido com elementos novos e mudanças positivas;

8) Praticar a Hidroterapia - tomar banhos purificantes: verdadeiros mananciais de força, vitalidade e qualidade de vida, praticar o escalda-pés e ingerir bastante água (o suficiente para a urina se manter clara);

9) Aromaterapia – Técnica natural utilizando óleos essenciais puros para desintoxicação do corpo e das emoções (muito utilizada para pessoas com Depressão e Ansiedade);

10) Dormir um sono reparador – procurar dormir de 7 a 8 horas por noite para restaurar o organismo, retardar o envelhecimento e promover a Saúde.

A MODA E AS DIETAS MILAGROSAS

Em tempo do culto ao corpo perfeito, cresce gardativamente a busca por dietas milagrosas que assegurem um emagrecimento rápido e sem grandes esforços. E salve a magreza sem limites! Será? Mesmo que esta venha acompanhada por sacrifícios e conseqüências prejudiciais ao indivíduo, como a perda de nutrientes, Depressão, Ansiedade, distúrbios metabólicos e Transtornos do comportamento alimentar? Será válido perdermos a saúde para depois tentarmos a todo custo recuperá-la?

Neste contexto, cabe-nos a reflexão sobre os riscos fatais de cedermos à ditadura da beleza prejudicando o equilíbrio e a boa saúde. Dieta da Sopa, Dr. Atkins, Dieta do Tipo Sanguíneo, da Lua, South Beach, 7 Day Diet, etc., não faltam promessas milagrosas dietoterápicas. Entretanto, essas sedutoras táticas de controle do peso, são incapazes de tratar o principal: a nossa ALMA! Essa alma muitas vezes intoxicada por sentimentos negativos e impaciência, orgulho, rancor, raiva, egoísmo, dentre outros sentimentos que nos contaminam, levando-nos a uma situação de desequilíbrio emocional e físico.

Restaurar a nossa essência pode ser o primeiro passo, rumo à plenitude da saúde neste mundo conturbado, no qual a sociedade capitalista valoriza mais o ter em detrimento do ser. Existe um pré-julgamento entre as relações interpessoais baseado num âmbito de aparências e superficialidade. Muitas pessoas nos procuram em busca de uma receita para emagrecimento rápido e definitivo; algo que resolva os excessos acumulados ao longo dos anos. Mas, só poderemos garantir a oportunidade de repensarem o caminhar pela vida. Deste modo, vale compreender que mais importante do que fazer essa ou àquela dieta é o fato de reeducar os hábitos e consciência de vida partindo, em princípio, de uma desintoxicação profunda e verdadeira do corpo, da alma e das emoções.

AROMATERAPIA – Desintoxicando as emoções através dos aromas

Aromaterapia, embora sugira uma terapia baseada em aromas, na realidade, pode ser lida de maneira mais ampla como sendo um estilo de vida que nos auxilia na busca pelo bem estar físico, mental e emocional. Além de preconizar mudanças, esta filosofia de tratamento propõe a utilização de ferramentas diferenciadas, ou seja, os óleos essenciais, compostos extraídos de flores, folhas, raízes e caules que reúnem princípios ativos poderosos e voláteis que previnem, amenizam e ajudam o corpo a se recuperar.

Vale ressaltar, a existência de uma diversidade de nuances de aromas que influenciam nas emoções, despertam sensações positivas e reduzem a resposta ao estresse. Deste modo, conseguimos obter resultados muito mais efetivos no emagrecimento, ao passo que o indivíduo sente-se menos ansioso, com a auto-estima mais elevada e permanece mais relaxado.

Sem sombra de dúvidas, observando não como milagre e sim como dádiva, eis aí um grupo de substâncias oriundo diretamente da natureza e que pode certamente, contribuir de forma muito eficaz para a perda de peso e acima de tudo, renovação da saúde e bem-estar!

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POR QUÊ 25 DE DEZEMBRO?
Guilherme Lieven

Jesus nasceu no ano 6 ou 7 antes da era cristã.
A comemoração do Natal de Jesus surgiu de um decreto.

Natal é a celebração do grande amor de Deus, o dia em que Deus nasceu no mundo, trazendo paz, luz, amor, esperança, uma nova aliança, uma nova vida. O Filho de Deus, Jesus de Nazaré, nasceu em Belém, como uma criança humilde e marginalizada e encontrou todos e todas neste mundo, oferecendo-lhes a presença e a reconciliação de Deus. Em torno deste acontecimento há muitas decisões e tradições herdadas do passado.

Nos relatos bíblicos não encontramos nenhuma referência sobre a data do nascimento de Jesus. Naquela época os calendários eram muito confusos. Os antigos calendários romanos tinham, às vezes, semanas de quinze dias e meses de dez dias, de acordo com a vontade do Imperador reinante. O povo em geral não conhecia as datas de nascimento, casamento ou falecimento. Não existem registros históricos a respeito de "Festas de Aniversário" na Antigüidade.

Sobre o nascimento de Jesus sabemos muito pouco. Ele nasceu antes da morte de Herodes Magno (Mt 2.1; Lc 1.5), que faleceu na primavera de 750 da era romana, quer dizer: no ano 4 antes de Cristo. Conforme estudos o ano mais provável do nascimento de Jesus é 7 ou 6 antes da era cristã.

As primeiras comunidades cristãs não comemoravam o nascimento de Jesus. Somente a partir do ano 350 o Natal começou a ser comemorado no dia 25 de dezembro. Em torno da escolha desta data há uma longa história.

Os Celtas, por exemplo, tratavam o Solstício do Inverno, em 25 de dezembro, como um momento extremamente importante em suas vidas. O inverno ia chegar, longas noites de frio, por vezes com poucos gêneros alimentícios e rações para si e para os animais, e não sabiam se ficariam vivos até a próxima estação. Faziam, então, um grande banquete de despedida no dia 25 de dezembro. Seguiam-se 12 dias de festas, terminando no dia 6 de Janeiro.

Em Roma, o Solstício do Inverno também era celebrado muitos séculos antes do nascimento de Jesus. Os Romanos o chamavam de Saturnálias (Férias de Inverno), em homenagem a Saturno, o Deus da Agricultura, que permitia o descanso da terra durante o inverno.

Em 274 o Imperador Aureliano proclamou o dia 25 de dezembro, como "Dies Natalis Invicti Solis" (O Dia do Nascimento do Sol Inconquistável). O Sol passou a ser venerado. Buscava-se o seu calor que ficava no espaço muito acima do frio do inverno na Terra. O início do inverno passou a ser festejado como o dia do Deus Sol.

A comemoração do Natal de Jesus surgiu de um decreto. O Papa Júlio I decretou em 350 que o nascimento de Cristo deveria ser comemorado no dia 25 de Dezembro, substituindo a veneração ao Deus Sol pela adoração ao Salvador Jesus Cristo. O nascimento de Cristo passou a ser comemorado no Solstício do Inverno em substituição às festividades do Dia do Nascimento do Sol Inconquistável.

Outras curiosidades estão relacionadas com este dia 25 de dezembro. O calendário que adotamos hoje é uma forma recente de contar o tempo. Foi o Papa Gregório XIII que decretou o seu uso através da Bula Papal "Inter Gravissimus" assinada em 24 de fevereiro de 1582. A proposta foi formulada por Aloysius Lilius, um físico napolitano, e aprovada no Concílio de Trento (1545/1563). Nesta ocasião foi corrigido um erro na contagem do tempo, desaparecendo 11 dias do calendário. A decisão fez com que ao dia 4 de outubro de 1582 sucedesse imediatamente o dia 15 de outubro do mesmo ano. Os últimos a adotarem este calendário que usamos foram os russos em 1918.

O fato interessante desta correção é que o Solstício do Inverno foi deslocado para outra data. Dependendo do ano o início do inverno se dá entre o dia 21 e o dia 23 de dezembro.
A razão fundamental para a comemoração do Nascimento de Jesus no dia 25 de Dezembro se perdeu com essa mudança no calendário. Mesmo assim o Natal continuou a ser comemorado no dia 25 de dezembro.

Para nós, habitantes do Hemisfério Sul, há menos razões ainda para se comemorar o Natal no dia 25 de dezembro. Nesta data vivemos os primeiros dias do verão e não do inverno. Porém, herdamos as tradições cristãs que vieram do Hemisfério Norte.

Mesmo assim vale celebrar este ato de amor maravilhoso de Deus: Deus veio ao mundo e inaugurou uma nova vida entre nós. Este é o motivo da nossa festa. Vamos juntos, povos do norte e do sul, celebrar e festejar o Natal de Cristo, a chegada do amor de Deus ao mundo.

Guilherme Lieven é pastor na Paróquia ABCD

A PRIMEIRA FOTOGRAFIA COLORIDA
Eliane Terrataca

Os anos de 1800 foram marcados pelos experimentos realizados a fim de colocar mais "vida" nas imagens através das cores. Já existiam pessoas especializadas em colorir fotos pintando-as, mas
nenhuma técnica conseguia fixar e nem impedir que as cores enfraquecessem.

A imagem histórica que lhes apresento hoje (Tartan Ribbon – fita escocesa) é a primeira fotografia colorida, realizada por James Clerk Maxwell (físico, filósofo e matemático) em 1861. Para
conseguir tal efeito ele fotografou o elemento colorido três vezes usando três filtros de cores fundamentais – vermelho, verde e azul – obtendo, desta forma, três negativos monocromáticos com
variações de cinza distintos. Ele ainda converteu os negativos em slides e os projetou um sobre o outro, reproduzindo as cores do elemento original.

tartan-ribbon-maxwell

Entretanto existiam algumas complicações. Os principais problemas em utilizar este método eram a impossibilidade de obter fotos em movimento e a grande perda de luz, pois cada filtro só permitia
a passagem de 1/3 da luz total. Era um processo complicado mas foi o primeiro passo a caminho do mundo das fotografias coloridas.

 

http://fosgrafe.com

terrataca@gmail.com

FOTOGRAFIA ABSTRATA
Rinaldo Morelli

Para se entender a fotografia abstrata é preciso compreender a interpretação do real feita pelos fotógrafos através dos tempos. O olhar sobre o mundo, feito pela fotografia, em um primeiro momento, meados do século XIX, foi um continuísmo da maneira como a pintura representava não só a sociedade, seus personagens, a natureza, enfim, o mundo real.

Para se entender a fotografia abstrata é preciso compreender a interpretação do real feita pelos fotógrafos através dos tempos. O olhar sobre o mundo, feito pela fotografia, em um primeiro momento, meados do século XIX, foi um continuísmo da maneira como a pintura representava não só a sociedade, seus personagens, a natureza, enfim, o mundo real.

A fotografia nasce com sua linguagem atrelada à função social que a pintura desempenhava naquela época. Assim a linguagem, neste momento, não só se utiliza da composição oriunda da pintura, como também apresenta-se empenhada em representar a realidade tal qual ela se apresentava.

O movimento chamado pictorialismo é o maior exemplo dessa ligação inicial da fotografia com a pintura.

Por meio de várias formas de manipulação da imagem fotográfica, o fotógrafo procurava inserir a fotografia no universo das artes visuais, ao
mesmo tempo distanciando da então compreensão do que seria uma imagem fotográfica e, aproximando-a da linguagem pictórica.

Com o desenvolvimento da tecnologia, os equipamentos tornaram-se mais leves e as emulsões mais rápidas, permitindo uma maior mobilidade do fotógrafo, facilitando assim, a busca por ângulos inusitados e recortes que fugissem da intenção de representação fiel da realidade.

Um momento importante é movimento do construtivismo russo, já no início do século XX. Não por acaso, neste momento estava nascendo a pintura abstrata. Alexander Rodchenko, e László Moholy-Nagy, principalmente, ampliaram as possibilidades
da fotografia, incutindo no fotógrafo o desafio de mostrar o mundo de uma forma diferente e inusitada. Enriquecendo o imaginário fotográfico, Rodchenko e Moholy-Nagy, iniciaram, a meu ver, a história da fotografia abstrata, propondo novos ângulos em imagens que con contribuíram para o abstracionismo na fotografia.

Com os surrealistas, representados na fotografia principalmente por Man Ray, a fotografia abstrata conquista seu espaço. May Ray, inclusive assessorando Marcel Duchamp em alguns de seus trabalhos, propõe novos elementos estéticos na fotografia, fugindo do figurativo e mergulhando em um universo fotográfico descompromissado com a representação da realidade. May Ray retoma a técnica criada por Henry Fox Talbot, no início da história da fotografia, rebatizando-a de Rayografia, técnica hoje conhecida por fotograma. A idéia é colocar objetos diretamente sobre o papel fotográfico, no laboratório, sem o uso do negativo, pesquisando composições abstratas em ricas gradações de cinzas, luzes e sombras.

As fotografias aéreas, em alguns casos, são imagens abstratas, pois as referências do mundo real se dissolvem, assim como nas fotografias feitas por microscópios.

Interessante notar que, segundo Phillipe Dubois(1), El Lissistsky e Kasimir Malévitch, pintores do movimento artístico chamado Suprematismo, se inspiraram em fotografias aéreas para produzirem suas imagens abstratas.

Aqui quero fazer um pequeno paralelo entre a fotografia abstrata e a pintura abstrata. Para Meyer Schapiro(2), ao contrário do que alguns dizem sobre a pintura abstrata, esta não é fruto de um excesso de racionalismo e ausência de sentimentos, é sim, o
ápice da dimensão humana no processo criativo. É no abstrato que o artista
coloca todo o seu potencial para criar uma imagem que não traga em sua percepção referência de figurativo. Faço uma comparação com a fotografia abstrata, com a ressalva que sem o referente real a fotografia não existe.

A fotografia traz consigo, sempre, um rastro do real, definida por alguns como uma imagem de natureza indicial. Isto coloca a fotografia abstrata em uma situação de ambigüidade. Ao mesmo tempo que procura negar uma representação figurativa da realidade, por outro lado, até por sua gênese por projeção luminosa sobre a material fotossenssível, não pode nascer desassociada de algo real que esteve diante da câmera.

Há também um desafio que o fotógrafo se impõe de ser original, fruto do bombardeamento não só de fotografias mas também de todos os tipos de imagens, sempre na busca de ter em suas fotografia uma abordagem diferente nunca antes vista. Isto o instiga na procura por abstrair o real, e propor imagens que mesmo geradas a partir de referentes reais ao mesmo tempo negue este mesmo real.

O resultado é um conjunto de fotografias abstratas que ao mesmo tempo em que nos remetem ao digital, demonstram também as muitas possibilidades da fotografia explorando apenas o recorte da realidade que nos cerca. São imagens que partem de um mundo real e negam, ao mesmo tempo, sua ligação com referentes deste real.

Na exposição Composições, o abstracionismo está em uma total negação ao figurativo. As fotografias não têm foco, dificultando ainda mais o reconhecimento do referente. São massas de cor, com seus limites diluídos, distribuídas pelo retângulo em uma pesquisa estética de composições.

Não sei se interessa saber a partir de qual objeto foi feita uma fotografia abstrata. Mas para o espectador, em geral, isto é importante, pois a fotografia traz esta ligação indissociável com o real. Como é fotografia então há um objeto para onde a máquina fotográfica esteve apontada por um átimo de segundo que seja. É a ambigüidade do abstracionismo na fotografia. Prefiro que o julgamento do resultado não esteja condicionado ao conhecimento de qual porção do real aquela imagem partiu, mas espectador é livre em suas considerações e julgamento.

O abstrato nega o figurativo, e de certa forma nega o real, isto instiga o fotógrafo. Uma vez em exposição o fotógrafo quer mostrar do que foi capaz e faz um desafio ao espectador: Será capaz de julgar a imagem sem precisar saber a partir do quê foi feito aquela fotografia?

E-mail
morelliri@ig.com.br

Site
http://www.rinaldomorelli.com

Natural de São Paulo, formado em Artes Plásticas, Mestre em Arte e Tecnologia pela Universidade de Brasília-UnB. Fundador do grupo Ladrões de Alma em 1988, sub-Coordenador de Fotografia do II Festival Latino-Americano de Arte e Cultura em 1989.
Fotógrafo da EMATER-DF entre 1992-97. Professor de Fotografia na Universidade de Brasília de 2002 a 2004. Atualmente, repórter fotográfico da Câmara Legislativa do Distrito Federal.

Algumas Exposições:

Coletivas: 24x17, 1988(Grupo Ladrões de Imagens), Reincidentes, 1989(Ladrões de Alma), Cotidiano do Trabalhador,Graz-Áustria,1993;Moments of Intimacy, Laughter and Kinship, New York, 2001; Lugar Loquaz,FotoArte 2004; Quase Coisas, FotoArte 2005 e FotoRio 2005.

Individuais: Escadas, fragmento do tempo e espaço; Candângulos.

http://www.fotografiacontemporanea.com.br

1 DUBOIS, Philippe. O ato fotográfico. Campinas, SP. Papirus, 1994.
2 SCAHPIRO, Meyer. Mondrian-a dimensão humana da pintura abstrata. São Paulo-SP, Cosac & Edições, 2001.

EADWEARD MUYBRIDGE - 1830-1904
Adaptação H.Navarro

Eadweard James Muybridge nasceu na Inglaterra e mudou-se para os Estados Unidos por volta de 1852. Começou sua carreira de fotografo em 1860 na California e logo se tornou conhecido como um grande fotógrafo de paisagem. Em 1867, organiza uma expedição a "Yosemite valley", levando tendas, placas de vidro, garrafas, câmeras de grande formato e vários outros equipamentos levados por mulas através do deserto.

Em 1872, Leland Stanford, o magnata ferroviário e ex-governador da Califórnia, questionou Muybridge sobre a possibilidade de comprovar se um cavalo galopando ficava, mesmo que por pouco tempo, com as quatro patas fora do chão. A fotografia naquela época não estava muito desenvolvida mas, mesmo com essas restrições técnicas, Muybridge conseguiu satisfazer Leland e seu amigo Frederick MacCrellish.

Com o auxílio de três baterias de máquinas fotográficas, era possível registrar o movimento de vários ângulos. As fotografias eram tomadas numa velocidade 1/6000s.

Muybridge desenvolveu novas técnicas, equipamentos e químicas, conforme sua necessidade, como o zoopraxiscope que projetava em sucessão rápida, imagens simulando movimento. Esta invenção é considerada, para muitos estudiosos, como a Invenção do Cinema!

Além do estudo do movimento de animais, Muybridge nos deixou um enorme acervo de imagens de homens, mulheres e crianças em ação. O trabalho de movimento de Muybbridge serviu de matéria de pesquisa para atletas, artistas, cientistas, enfim todos aqueles que necessitavam conhecer a fundo o funcionamento dos músculos e o centro de gravidade dos corpos em movimento. O padrão utilizado como fundo tunha a função de auxiliar esses estudos.

Muybridge nasceu Edward James Muggeridge , em Kingston, Inglaterra. É possível que ele tenha mudado seu nome para combinar ao rei Eadweard.Embora não tenho mudado seu nome até meados de 1870, mudou seu sobrenome a Muygridge, seguido por Muybridge - no lançamento de sua carreira fotográfica.

Em 1855 Muybridge chegou em São Francisco, começando sua carreira como agente e livreiro de um editor. Saiu de São Francisco no fim dessa década, e após um acidente em que sofreu lesões em sua cabeça , acabou retornando a Inglaterra por alguns anos. Reapareceu em São Francisco em 1866 já com o sobrenome Muybridge , e tornou-se rapidamente bem sucedido na profissão, se centrando sobre paisagems e assuntos arquitetônicos.

Muybridge começou a criar sua reputação em 1867 , com fotos do Yosemite National Park e de São Francisco, California (muitas dessas fotos do Yosemite Natinal Park reproduziam algumas cenas já fotografadas por Carleton Watkins). Muybridge tornou-se rapidamente famoso por estas fotos, que mostraram a grandiosidade do oeste.

As imagens foram publicadas sob o pseudónimo "Helios." No verão de 1868, Muybridge organizou uma comissão para fotografar uma das expedições de exército dos Estados Unidos ao Alaska, território a recém adquirido.

Em 1871 a California Geological Survey convidou Muybridge para fotografar, mesmo ano em que ele se casa com Flora Stone. Ele gastou muitos anos de sua vida viajando como fotógrafo. Em 1873 a Central Pacific Railroad avança dentro do território dos índios, e o exército americano convoca Muybridge para fotografar a Modoc Wars.

Na Universidade da Pennsylvania , e no zoológico local, Muybridge usou uma série de câmeras para fotografar povos e animais e estudar seu movimento. Os modelos, ou inteiramente nus ou com roupa muito pequenas, foram fotografados em uma variedade de empreendimentos, variando do encaixotamento, ao passeio abaixo das escadas. Entre 1883 e 1886 ele fez um total de 100.000 imagens, trabalhando sob os auspícios da Universidade do Pensilvânia. Foram publicados como 781 placas que compreendem 20.000 das fotografias em uma coleção intitulada Animal Locomotion.

Um documentário sobre sua vida e trabalho , intitulado Eadweard Muybridge, Zoopraxographer foi produzido em 1974 por Thom Andersen.

O compositor Philip Glass', compôs em 1982 a ópera The Photographer, baseada na história do assassinato do amante da esposa de Muybridge.

Clique na figura para ver o ensaio

VALIDANDO A PRODUÇÃO FOTOGRÁFICA
By Rodrigo F. Pereira
Um amigo comentou um dia desses que o Fickr bateu na casa dos três bilhões de fotos. E emendava: qual a importância da sua fotografia no meio desse oceano de imagens digitais? Pergunta difícil essa. Uma das conclusões que chegamos é que dificilmente se faz algo novo, realmente inovador e original. Praticamente tudo já foi feito e o ser original hoje já não tem mais o mesmo sentido que tinha antigamente, quando as artes visuais pareciam caminhar de forma linear. Como saber, então, se aquilo que fazemos tem qualidade?

A Internet é fantástica para a comunicação. Podemos trocar instantaneamente fotos com amigos e familiares que estão em qualquer lugar do mundo. Podemos mostrar fotos para centenas de desconhecidos com um clique no mouse. Isso é bastante estimulante para o fotógrafo amador que busca dar um sentido àquilo que faz. Mas será que de fato esse sentido é encontrado nesses meios?

Quando navegamos por galerias online, como o Flickr, ou por fóruns de fotografia e fotoblogs, percebemos que o sistema é mais ou menos o mesmo. Publicam-se fotos e se recebem comentários em troca. É de bom tom que você comente de volta nas fotos dos outros. Acaba que se mede a qualidade de uma foto pelo número de comentários que ela recebe. No entanto, talvez isso não seja suficiente para de fato dar sentido à produção fotográfica de alguém, a menos que o seu objetivo maior seja apenas o de receber algumas palavras positivas de pessoas aleatórias. Especialmente considerando que essas pessoas aleatórias têm conhecimentos e interesses difusos, sobre os quais sabemos pouco. Não parece estranho, então, que se direcione a forma de fotografar com o intuito de produzir uma maior quantidade desses afagos virtuais?

Além disso, há a questão da linguagem. Cada meio de comunicação ou de veiculação de fotos favorece uma determinada linguagem. As galerias online geralmente utilizam miniaturas. Isso significa que, para ser bem recebida, a foto precisa ter uma composição simples e limpa o suficiente que possa ser atraente mesmo que a imagem tenha o tamanho de uma unha. Fotos complexas, trabalho com planos, ângulos mais elaborados provavelmente não terão a mesma aprovação de fotos com corte mais agressivo e enquadramentos simples.

Eu não sou reacionário ou inimigo dos novos modos de comunicação. Tanto que tenho um blog, tenho uma conta no Flickr e participo de fóruns de fotografia. Mas tenho a consciência de que, em relação à validação da minha própria produção, esses espaços podem não ser suficientes. É necessário encontrar uma forma de se ter um feedback mais amplo sobre aquilo que fazemos.

Consigo pensar em algumas formas de se obter isso. Há, por exemplo, eventos de leitura de portfólio, em que artistas consagrados avaliam as fotos dos candidatos. Há os grupos de fotógrafos ou fotoclubes, em que se tem a chance de discutir cara a cara a qualidade das fotos. É possível tentar montar uma exposição em pequenos centros culturais ou comerciais. Outra possibilidade é criar uma rede de pessoas cujas opiniões são válidas e ter uma rotina de troca de fotos.

Há, no entanto, um detalhe fundamental para que essas iniciativas funcionem: as fotos precisam estar no papel. Ou, mesmo que não estejam no papel, precisam ao menos ser grandes, através de projeções, por exemplo. A ampliação (com fotos em no mínimo 20×30cm) é o primeiro grande avaliador das próprias fotos. Através dela podemos ver que alguns aspectos técnicos que parecem tão relevantes na tela simplesmente não aparecem. Ou, detalhes que parecem sem importância, passam a ter destaque.

Além disso, quando as fotos se tornam objetos que você pode olhar em uma ou outra luz, que pode mostrar pessoalmente para outros, que pode dar de presente, emoldurar ou o que for, elas assumem de fato o seu potencial. Lembro que quando ajudei na curadoria de uma exposição de um fotoclube, selecionamos as fotos na tela, para depois imprimir em 30×45. Algumas fotos que reduzidas pareciam confusas e poluídas, adquiriram um porte fantástico quando ampliadas. E, ao contrário, as imagens que pareciam ótimas na tela — justamente por terem aquela linguagem simplificada que funciona em miniatura — perdiam a graça quando vistas no tamanho grande.

Portanto, é preciso tomar cuidado com a avaliação que se faz e que se recebe dentro do computador. Transformar as fotos em algo mais do que um conjunto de pontos luminosos na tela é fundamental quando se quer ter de fato a noção precisa de quão bom é aquilo que estamos fazendo, seja através de ampliações em laboratório, em impressoras domésticas ou projeções de slides. Ao pendurar fotos na parede, presenteá-las aos amigos, mostrar em uma roda de colegas e pedir opiniões o feedback será muito mais confiável, além de ser uma experiência muito mais prazerosa e completa.

Rodrigo F. Pereira é psicólogo e mestre em Psicologia Clínica pela Universidade de São Paulo. Sempre nutriu um interesse pela fotografia de qualidade e pelas diversas formas de expressão artística. Fotografa de forma consistente há cinco anos, tendo durante esse tempo recebido ensinamentos e acompanhamento da fotógrafa Neusa Scaléa. Já foi diretor de fotografia do Sampa Fotoclube, tendo participado de exposições conjuntas pelo clube. Já realizou exposição em conjunto com sua esposa sobre o bairro do Itaim Bibi, em São Paulo e tem um vínculo estreito com o Fotoclube F/508, de Brasília, onde já foi convidado do projeto Impressões Fotogramáticas e foi juiz do Concurso Internacional de Geometria na Fotografia. Atualmente mantém o site Câmara Obscura e é colunista do Portal Photos, locais em que discute aspectos teóricos da fotografia, assuntos pelos quais têm grande interesse.

A fotografia autoral desenvolvida por Rodrigo envolve diversas experimentações e uma gama variada de assuntos e escolhas estéticas, embora esteja no centro da sua produção a abordagem geométrica e o olhar sobre a vida urbana, utilizando como coadjuvante técnicas desconstrutivas do processo fotográfico. Elabora suas fotos tanto com fotografia digital como com filme, usando câmeras reflex e médio formato, películas PB, negativos coloridos e cromos. Foca seu fluxo de trabalho tanto na impressão de imagens e confecção de painéis quanto na apresentação pela rede através de galerias e slideshows com áudio. Alguns de seus principais trabalhos são apresentados abaixo.

http://camaraobscura.fot.br

MAQUIAGEM DIGITAL
REDAÇÃO PHOTOSHOP

Aprenda a retocar imperfeições de pele com o Photoshop

Esse é o mais clássico dos recursos do Adobe Photoshop, tanto que inventaram um sinônimo para o retoque digital de imperfeições na pele: photoshopar.
Por causa da popularidade dessa tarefa, há até uma ferramenta só para isso na barra do Photoshop: o Spot Healing Brush ("pincel para cura de ponto"), representado por um band-aid. O recurso preenche automaticamente o ponto de retoque com os padrões da área em volta.
Com isso, é mais simples realizar esse tipo de "maquiagem". A parte trabalhosa é ir "pintando" artesanalmente as imperfeições, coisa que pode levar bastante tempo, dependendo do tamanho da foto e da perfeição desejada.

COMO USAR O SPOT HEALING BRUSH

1 Abra o arquivo que você deseja editar e salve uma cópia (menu File, Save as), para manter intacta a imagem original. Na hora da correção, manter o arquivo original ao lado ajuda bastante.


2 Esse tipo de retoque envolve muitos erros. Portanto, vamos expandir o histórico de ações. Isso permite que você volte mais vezes. Clique no menu Edit, Preferences,
General.


3 Altere o valor em History States de 20 para 50. O número máximo é 99. Lembre-se de que quanto maior o número, mais memória será consumida. Caso erre, use a combinação Ctrl + Alt + Z para desfazer o erro além da última ação.

4 Coloque as duas fotos (a original e a que será editada) lado a lado. A original servirá como guia para o retoque nas áreas de luz e sombra, pois é aqui que a edição pode sair malfeita e ficar evidente demais.

5 Selecione a ferramenta do band-aid (Spot Healing Brush) na barra do Photoshop.

6 Aproxime a imagem para aplicar o retoque com precisão. Use as combinações Ctrl + (control mais, aproximar) ou Ctrl (control menos, recuar).

7 Dependendo do tamanho da correção, aumente ou diminua a espessura do pincel (Brush).

8 Comece a "pintar" as imperfeições. Ao soltar o botão do mouse, o traço preto desaparece e a correção é aplicada.

9 Corrija todos os pontos que julgar necessário, tomando cuidado com as áreas de sombra, pois são nelas que a "maquiagem" pode ficar artificial demais ou defeituosa.

http://www.photoshopcreative.com.br

REFLEXÕES DE UM ARTISTA PLÁSTICO
Almandrade

*Francisco Antônio Zorzo*

Professor da Universidade Estadual de Feira de Santana

Para melhor podermos apreciar a produção ensaística de Antônio Luiz M.
Andrade, Almandrade, foi publicada, finalmente, a coletânea de seus
artigos. Estampada com o título de "Escritos sobre Arte".

Graças à publicação, pode-se perceber o alcance da contribuição de
Almandrade e destacar algumas das principais articulações do conjunto
de ensaios. É digno de nota, desde logo, indicar que as reflexões
foram gestadas ao longo da carreira do artista plástico e acompanharam
a construção de uma obra singular. Retomando um percurso dentro da
arte contemporânea brasileira, desde o início da década de 1970, a
trajetória do poeta garante a consistência e a riqueza ensaística do
livro.

Convém, portanto, observar a conjugação de dois vetores de força que
confluem no conjunto de ensaios. Um, que corresponde à obra de um
artista que participa de um contexto em transformação e, outro, de
acompanhar o seu direcionamento teórico. Vale lembrar, como uma
referência para situar a produção de Almandrade dentro da história da
arte brasileira, o marco da sua acolhida por pessoas como Wladimir
Dias Pino e Hélio Oiticica, figuras da vanguarda que derivavam de uma
ampla vertente construtivista que se consolidava no país a partir da
experiência do Concretismo e do Neoconcretismo.

Não é por acaso que a capa do livro contém uma imagem do trabalho de
Almandrade que foi elogiado pelo próprio Hélio Oiticica. Com aquele,
objeto que inseria uma gilete dentro de uma garrafa, Almandrade
incorria no debate cortante a respeito da arte conceitual. Com essa
postura ele passou a observar uma posição consciente em relação a nova
objetividade e a procedimentos que estavam fora da tradição acadêmica.

Não é sem importância a sua formação como arquiteto, pois em
arquitetura o significado de cada elemento depende de seu uso e
experimentação singular. Todas as reflexões de Almandrade foram
pensados a partir de uma concepção que busca criar uma nova ordem
ambiental e inventar um novo jogo combinatório de formas e idéias.
Nesse caminho, o livro constitui uma excelente oportunidade para se
avaliar a coerência do pensamento construtivo de Almandrade.

Em Escritos sobre Arte, os textos foram colocados em quatro grandes
blocos, que procuraram conservar clara coerência com o sua proposta
intelectual. No livro, há um primeiro bloco teórico, com textos mais
abstratos que discutem conceitos empregados no campo da arte. Um dos
interesses maiores do livro é discutir e tornar visível alguns
princípios de composição, de explicitar a pergunta sobre a lógica de
composição que cada artefato viabiliza.

Há, na segunda parte do livro, análises e leituras das obras de vários
artistas. Almandrade é generoso em opinar sobre exposições e mostras,
de modo que vários nomes comparecem no livro fazendo um panorama dos
mais atualizados das artes da Bahia. São abordados artistas renomados
e artistas experimentais, pessoas a quem o autor ofereceu seu diálogo
e procurou respeitar os projetos. É valoroso notar o empenho do autor
em colocar, lado a lado, artistas conhecidos ao nível internacional e
nacional, tais como Picasso e Almílcar de Castro, com nomes de
personalidades baianas tais como Rubem Valentim ou Mário Cravo.

A terceira e a quarta parte contém ensaios que reintroduzem as maiores
polêmicas sustentadas pelo autor. Almandrade faz uma bem elaborada
crítica cultural, colocando em discussão os rumos da arte em Salvador.
São ensaios que analisam problemas concretos, que foram publicados em
jornal ou revistas, mas que conservam validade e atualidade. Seria
muito longo listar aqui o rol de questões debatidas, mas o conjunto
vai do debate do lugar do museu, tomando como caso de estudo o Museu
Feminino, até a crítica aos rumos da interferência da comunicação no
contexto do espaço público soteropolitano.

Todos esses campos o autor parece cruzar soberanamente com sua
solidão. Com sua figura individual, mas sem fugir do convívio com os
artistas de sua geração, Almandrade tornou-se um mestre, incorporando
a atitude do pesquisador. Almandrade assim procede com simplicidade,
conduzindo um olhar reflexivo que nunca se afasta dos sentimentos e da
cidadania política. Por levantar questões importantes, com sentido
crítico e com propósito de orientação dentro do campo artístico
baiano, deve ser lido com atenção "Escritos sobre Arte".
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ESCRITOS SOBRE ARTE
(arte, cidade e política cultural)
Autor - Almandrade
Editora - CISPOESIA - 140 p.
cispoesia@gmail.com

 

Colaboraram com eta Edição:

Claudia Almeida, Sheila Fonseca, Lúcia Falci "Tia Lúcia", Simone Monteiro, Ricardo Dominguez, Michelle Jenné, Guilherme Lieven, Rodrigo F. Pereira, Érica França, I F Palmiero, Salvador Pozo, Flying Ideas, Paulo Pernicheiro, Ricardo Ávila, Elias Ferreira, Rinaldo Morelli, Eliane Terracata, Revista Photoshop, Almandrade, Andréa Rocha, Oswaldo Lopes Jr., Ronaldo Gutierrez e Oscar Henrique Liberal de Brito e Cunha .

 
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