8ª Edição / 2008 Início
  ISSN 1982-7245
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8ª Edição - Dez 2008

 

Capa

 

Modelo: Karoline Bueno

Agência: Office Models

Make-up: Ricardo Dominguez

Moda:  Ateliê Patrícia Vergaro

Fotografia: H.Navarro

 

Informações

ContatoZine é uma revista de publicações artísticas, todo seu conteúdo é de responsabilidade, exclusiva, de seus autores.

Para mais informações, liguem para (21) 2612-3944 ou enviem uma mensagem eletrônica para: mail@contatozine.com.br

 

Nadar (1820-1910)
H.Navarro


Gaspard-Félix Tournachon (1820 - 1910), conhecido pelo pseudônimo de Nadar, reptratou os personagens de sua época com precisão e sensibilidade, sempre focalizando as caracteristicas contidas nos gestos, rosto e expressão do corpo.

Ex caricaturista, Nadar foi em sua época o mais famoso fotografo de retratos. Seu estúdio em Boulevard des Capucines era pintado de vermelho e o seu nome ocupava os 15 metros da fachada. Nadar transformou seu estúdio em ponto de encontro da sociedade inteletual da época.Uma de suas façanhas foi de ser o primeiro a fotografar de um balão. Também foi o pioneiro em utilizar iluminação artificial em fotografias (Arco e baterias Bunsen, em fotos subterrâneas (catacumbas de paris) e entrevistas fotográficas (como do químico M. E. Chevrau).

Em 1874, sabendo que um grupo de artistas (mais tarde chamados de Impressionistas) estavam a procura de uma galeria para sua primeira exposição, Nadar ofereceu seu estúdio recém montado.

 

A Estética do Cotidiano
Frederick Van Amstel
 


Mesmo na rotina, somos atraídos pela beleza. Canto charmoso do Fusca ao por-do-sol

A sabedoria popular diz que “a beleza é um estado de espírito” e que “a beleza está nos olhos de quem vê”. Se for assim, tudo pode ser belo, desde que nossos olhos possam encontrar a beleza de cada coisa. Na verdade, é exatamente isso que a visão e os demais sentidos estão fazendo o tempo todo. Procuramos os caminhos mais aprazíveis, as pessoas mais interessantes, as comidas mais gostosas, os móveis mais confortáveis e por aí vai, muitas vezes nem se dando conta de que estamos fazendo escolhas com base na estética.

Estética, dizem os filósofos, é a eterna busca pelo belo, mas o que é belo vai depender do gosto individual e coletivo. O gosto individual é tão variado que as pessoas costumam encerrar prematuramente conversas sobre o assunto quando encontram diferenças, afinal, “gosto não se discute!”. Apesar da intolerância, as diferenças não são tão drásticas assim dentro de um grupo de pessoas. Eu gosto de sofás felpudos, arredondados e coloridos e você gosta de sofás lisos, retangulares e de cores pastéis, mas ambos gostamos de sofá. No Japão, uma cultura bem diferente da nossa, as pessoas gostam é de sentar no chão!

O gosto também varia de acordo com a época. Pegue o álbum de fotos da família e veja como aquelas roupas usadas há muitas décadas atrás lhe parecem ridículas, mas na época, eram uma “brasa mora”...

Entretanto, algumas pessoa acreditam que, nos dias de hoje, a estética já não é mais tão importante. Desde que o dia-a-dia passou a ser contado no relógio, o tempo passou a ficar cada vez mais curto. É preciso comer o mais rápido possível, descansar o mínimo, trabalhar e estudar o máximo. Não há tempo para apreciar o mundo, é preciso produzir, produzir, produzir!

Para maximizar a produtividade do dia-a-dia, a indústria em geral vende produtos baratos e funcionais, mas não necessariamente bonitos. Nas propagandas, eles enfatizam a multifuncionalidade, a facilidade de limpeza, os benefícios para a saúde, mas nada de falar da beleza. Em alguns casos, o “design moderno” é listado dentre as demais características funcionais do produto, como se todo o resto também não fizesse parte do design.

Mas isso é o que eles querem que a gente pense, ideologia, mas não é necessariamente o que a gente faz. Muitos produtos são rejeitados no mercado simplesmente porque as pessoas acham feio demais, enquanto outros superam as expectativas de venda porque todo mundo achou lindo.
Fiat Uno

O Fiat Uno é um caso interessante. Inicialmente foi rejeitado pelos brasileiros devido ao formato da carroceria ser muito destoante do padrão da época, ou como chamavam na época, a “botinha ortopédica”. Depois foi aceito e se tornou forte nas vendas, mas sempre associado a valores como economia e desempenho. O Fusca, curiosamente, apesar de ser ainda mais diferente dos demais, é considerado por muitos como um carro charmoso até nos dias de hoje. Não é raro encontrar pelas ruas brasileiras Fuscas turbinados, customizados, antigos, mas bem cuidados. As pessoas desenvolvem tal afeto pelo carro que não trocam por outro.
Fusca altamente customizado

A estética, portanto, guia a experiência humana inclusive na rotina do cotidiano. A beleza não está distante de nós, restrita às vitrines e à televisão; ela está aqui, dentro de nossas casas. A estética do cotidiano não é a estética do exótico, do inalcançável, do perfeito, mas sim do que é verdadeiramente humano: o comum, o rotineiro, o gostosinho, o bonitinho, o bom.
Publicado originalmente na Revista Design do site da Tramontina Design Collection.
Autor

Frederick van Amstel

 

A Melhor Câmera, é aquela que você acha boa
Enio Leite
cursos, workshops e safáris fotográficos - natureza e macrofotografia

A boa câmera é aquela que atende aos objetivos do fotógrafo. Partindo disso, é fácil dizer se sua câmera é boa ou não. Basta, contudo, saber o que você pretende.

Um possui uma Cannon EOS 300 V, outro uma Nikon F 90 o terceiro uma digital e assim por diante. Mas ninguém parece estar conformado. E, das muitas perguntas já feitas em aula, a insatisfação ficou provada pela duvida comum: “Minha câmera é boa ou ruim?".

A resposta praticamente não existe. É impossível responder a cada caso isolado, devido ao fato que na fotografia existe um principio que diz: "somente o dono da câmera poderá dizer se ela é boa ou não". A única coisa que podemos fazer é ajudar.

Toda a câmera deve ter duas qualidades essenciais: condições que permitam a exposição correta, e os recursos adequados, como controle do diafragma, velocidade, fotômetro e modos programados que satisfaçam os objetivos do fotografo. Atualmente, quase todas as câmeras expõem corretamente. As exceções são as câmeras mais populares, cuja óptica da objetiva e seus respectivos sensores digitais nem sempre são de qualidade suficiente para exposições corretas.

Mas, não ligue para isso, pois não há câmera que não distorça de alguma forma a realidade, tanto no tamanho, quanto na proporção, na perspectiva, ou mesmo na cor. Não há fotografia que reproduza a realidade como ela exatamente se apresenta. A fotografia é sempre uma realidade diferente do assunto que você fotografa.

A ligação entre essas duas realidades é feita pela sua consciência e pela consciência das pessoas que vêem a sua foto. E, já que todas as câmeras transformam a realidade fotografada, acaba o problema de saber qual é a melhor. O que interessa saber é como cada câmera transforma a realidade. Cada uma tem um modo característico de expor o filme, e é normal que cada fotografo prefira determinados modos. Alguns gostam mais do modo da Canon, outros da Nikon, Fuji, etc...

Esse problema é relativo a segunda qualidade necessária para uma câmera ser boa. Hoje é normal o uso de técnicas para produzir propositadamente efeitos de movimentos, de desfoque, contraste, granulação, alta saturação das cores, dentre muitos outros. Tudo isso não deixa de ser distorção da realidade. Para um fotógrafo interessado nesses tipos de efeito, o problema da "câmera boa que reproduz perfeitamente a realidade", não tem o menor sentido. É preciso saber o que o fotografo quer fazer com a câmera, e isso torna mais difícil a sua escolha e o seu julgamento.

O primeiro problema é que esses objetivos mudam rapidamente. Hoje, ele pode estar interessado em fotografar concertos de rock ou espetáculos teatrais, precisando, portanto, de uma câmera 35 mm, com objetiva de grande luminosidade e filmes ultra-sensíveis, para fotos em cenas de pouca luz. Amanhã, pode resolver fotografar textura de metais enferrujados, e vai correr atrás de uma câmera de médio ou grande formato, acompanhada de um tripé de 15 kg. E, já que é impossível fabricar uma câmera capaz de satisfazer todos os objetivos imagináveis, elas foram projetadas para atender ao maior numero possível deles. Por isso, quanto maior o numero de objetivos que uma câmera satisfaça, melhor ela é.

Um fato conhecido na historia da fotografia ilustra bem essa afirmação. Muitas fotos tiradas no final do século XIX, inclusive algumas famosíssimas por sua qualidade fotográfica, foram produzidas com lentes defeituosas, incapazes de uma focalizarão perfeita. Não havia lentes melhores naquela época, e a solução foi se ajeitar com as existiam.

Mas se você tem uma boa objetiva, capaz de produzir um foco perfeito, é melhor. Poderá optar ser quer uma foto no foco ou não, coisa impossível naquele tempo.

Com o grande numero de recursos, aumenta a sua liberdade de querer se comunicar por meio da fotografia, mas como não ha câmera com todos os recursos imagináveis, você terá sempre que definir antes quais os seus objetivos, e a partir deles, ver qual a melhor câmera para você. O mais comum, é que o principiante não saiba de inicio onde pretende chegar. Nesse caso terá que fazer uma opção fundamental: ou compra uma câmera Reflex High Tech, em definitivo, ou adquire uma câmera mais simples para ser usada no inicio, para ser substituída mais tarde. As high tech, além de não produzirem o "erro de paralaxe", utilizam um grande numero de acessórios como objetivas, zooms, filtros, e outros. Você poderá ir comprando à medida que for definindo seus objetivos.

As câmeras mais simples e baratas, com pouco ou nenhum acessório extra, que permitam ajustar manualmente os controles de focalização, diafragma e velocidades, tem a vantagem de preocupá-lo um pouco no inicio, com detalhes técnicos.

Qualquer que seja a câmera escolhida, o resultado só pode ser bom. As câmeras eletrônicas high tech programáveis, de última geração, com Auto Focus, liberam o fotógrafo de ajustes e cálculos técnicos, desde que o mesmo saiba operá-la adequadamente, desenvolvendo a capacidade de escolher bem o assunto e explorá-lo visualmente o melhor possível.

ESTA É A PRIMEIRA CONDIÇÃO PARA SER UM BOM FOTÓGRAFO!

Artigo originalmente publicado na Revista “ Photo & Câmera”, N. 03, Ano 1.
AUTOR: Prof. Enio Leite. Focus - Escola de Fotografia
© Todos os direitos reservados para FOCUS ESCOLA DE FOTOGRAFIA.
http://www.escolafocus.net

 

Fotografia, invenção do diabo!
Enio Leite
cursos, workshops e safáris fotográficos - natureza e macrofotografia

De todas as manifestações artísticas, a fotografia foi a primeira a surgir dentro do sistema industrial. Seu nascimento só imaginável frente à possibilidade da reprodução. Pode-se afirmar que a fotografia não poderia existir como a conhecemos, sem o advento da indústria. Buscando atingir a todos. Por meio de novos produtos culturais, ela possibilitou a maior democratização do saber.A nova invenção veio para ficar. A Europa se viu aos poucos, substituída por sua imagem fotográfica. O mundo tornou-se, assim portátil e ilustrado.O homem moderno diante desse novo cenário, não tinha mais tempo para ler. Tinha que ver para crer! Não podia mais contar com a lentidão e imperfeição das imagens produzidas artesanalmente por desenhistas e pintores de sua época.A sociedade européia levou muito tempo para compreender o real valor da produção fotográfica.

Em 19 de agosto de 1839, a Academia Francesa mal anunciava publicamente a invenção do Daguerreótipo e seu domínio público em território francês para pintor Paul Delaroche viesse a declarar enfaticamente: "De hoje em diante, a pintura está morta".Nos círculos mais conservadores e nos meios religiosos da sociedade, "a invenção foi chamada de blasfêmia, e Daguerre era condecorado com o título de "Idiota dos Idiotas''".

O pintor Ingres, ainda que utilizasse os daguerreótipos de Nadar para executar seus retratos, menosprezava a fotografia, como sendo apenas um produto industrial, e confidenciava: "a fotografia é melhor do que o desenho, mas não é preciso dizê-lo".Baudelaire, um dos mais expressivos representantes da cultura francesa, negava publicamente a fotografia como forma de expressão artística, alegando que "a fotografia não passa de refúgio de todos os pintores frustrados", e, sarcasticamente, celebrava a fotografia "como uma arte absoluta, um Deus vingativo que realiza o desejo do povo... e Daguerre foi seu Messias”... “Uma loucura, um fanatismo se apoderou destes novos adoradores do sol!”.Com estas declarações, Baudelaire refletia o impacto causado pela fotografia na intelectualidade européia da época”.

Um artigo publicado no jornal alemão Leipziger Stadtanzeiger, ainda na última semana de agosto de 1839, ajuda a compreender melhor este confronto:"Deus criou o homem à sua imagem e a máquina construída pelo homem não pode fixar a imagem de Deus. É impossível que Deus tenha abandonado seus princípios e permitido a um francês dar ao mundo uma invenção do Diabo".(Leipziger Stadtanzeiger ,26.08.1839,p.1)A nova concepção da realidade conturbou o mundo cultural e artístico europeu. Como entender que a fotografia viesse para ficar, a não ser em substituição das tradicionais formas de representação? Já se havia gasto vãs sutilezas em decidir se a fotografia era ou não arte, mas preliminarmente, ainda não se perguntara se esta descoberta não transformava a natureza geral da arte.

Numa época em que as artes plásticas, o teatro e a literatura passavam por uma série de mudanças com proclamações e manifestos de diferentes "ismos", nasceram novas perspectivas na linguagem fotográfica. Influenciado em uma parte, pelas tomadas de posição, e em outra parte por estar a fotografia passando por um hiato, com a maioria dos profissionais se repetindo dentro dos mesmos moldes, sobretudo de ordem estética. E, por outro lado, também para conquistar determinado prestígio social, já que a sua presença na época não era vista com bons olhos.Também outros fotógrafos não se conformavam em ver a fotografia "apenas como mero instrumento" para registrar a realidade.Como não se poderia obter os resultados desejados pela simples aplicação dos processos tradicionais, começam a se desenvolver, novas técnicas baseadas numa grande variedade de recursos, principalmente químicos, novas técnicas de enquadramento e iluminação.

A fotografia vai aos poucos perdendo seu poder de "cópia do real" para ser mais subjetiva, intimista, interpretativa, valorizando o discurso de seu próprio autor. As objetivas, por outro lado, foram re estudadas, com o intuito de se obter uma melhor qualidade de imagem e uma focalização mais suave.A fotografia trouxe consigo a aura da veracidade e seu surgimento contribuiu diretamente para que todos os segmentos artísticos, literários e intelectuais passassem por uma profunda reflexão, evidenciando um dado importante que até aquele momento permanecera intacto: "A concepção que o homem tinha de si próprio".

A partir do advento da fotografia, o mundo deixava de ser o mesmo...

AUTOR: Prof. Enio Leite. Focus - Escola de Fotografia
© Todos os direitos reservados para FOCUS ESCOLA DE FOTOGRAFIA. http://www.escolafocus.net

 

O Olhar Infantil da Máquina Fotográfica
Almandrade


Antes de mais nada, o fotógrafo necessita não só dominar o aparelho e a técnica fotográfica como também uma aparelhagem teórica/crítica, meios indispensáveis para inventar uma forma de visualidade. Acreditar na maravilha de um aparelho que tem o “real” como interlocutor ? Eis a questão: o realismo fotográfico com suas manias de reconstruir a cena com a precisão e a matemática do olhar dominante, o perfeito análogo do outro.

Um pequeno detalhe para provocar nossa desconfiança com relação à legibilidade das imagens: estamos trabalhando com signos e códigos, sinalética ligada a uma forma de pensar. Não há momentos de neutralidade, uma política de orientação da visualidade organiza a superfície fotográfica. Na facilidade de expor com grande habilidade técnica, na foto não pensada, tudo aparece ligeiramente feliz, parado no tempo e longe dos conflitos. Até a miséria nos é mostrada fantasticamente na “banalidade do belo”. Seu método, (se podemos falar em método) neste caso, é o empirismo de ver e como resultado o bloqueio da indução ao raciocínio.

Somente a produção de “realidades” deveria interessar na fotografia para provocar os estereótipos de reproduzir o chamado real que diariamente é preparado e veiculado na indústria cultural. A simplicidade quase clássica com que o olhar/cego da máquina fotográfica capta o “real” e o mostra misteriosamente, dispensa uma operação de pensamento. Quando a pura intuição dirige os fotógrafos, não se violenta os princípios de verossimilhança determinados pelo olhar institucionalizado. É preciso pensar, fazer cuidadosas analogias, ter uma intencionalidade, preparar o que se vai fotografar para se evitar as situações de comodidade. A propósito, das fotos que nos são mostradas cotidianamente, poucas conseguem desorientar a percepção condicionada. É mais ou menos como se alguém pensasse por nos. Um discurso fechado.

Tecnicamente, podem ser consideradas perfeitas, mas signos excessivamente corretos e puros, enxertados de uma cultura ou uma moral, despossuídas de ambigüidades. Nada resta para nos despertar um pouco de dúvida. A “verdade” se apresenta indiscutível no código fotográfico. Existe uma superfície previsível com a qual a fotografia transa, é preciso violentá-la e não reproduzi-la na sua materialidade, para se observar os vazios que a disciplina camufla e a distância entre a linguagem e a concepção de realidade.

A fotografia e o compromisso com aquilo que se chama ideologia do olhar não é discutido. Fomos hipnotizados por este voyeurismo requintado e ainda não notamos nossa prisão ao código, ao truque da perspectiva, ao realismo. Reconstrução do espaço renascentista. Um problema se coloca ao fotografo, como se pensar por imagens, como se inventar acessórios de intervir na própria convenção fotográfica? Para muitos, é muito simples, basta saber manejar uma câmara fotográfica e tudo está resolvido. Assim sendo, tudo se resume ao senso comum, ao naturalismo tradicional, o que não era visível continua invisível. Um espetáculo grosseiro de imagens que não proporciona a distanciação nem a catarse crítica.

Almandrade

(artista plástico, poeta e arquiteto)

www.expoart.com.br/almandrade

Escritos sobre arte, cidade e política cultural


Francisco Antônio Zorzo

Professor da Universidade Estadual de Feira de Santana


Para melhor podermos apreciar a produção ensaística de Antônio Luiz M. Andrade, Almandrade, foi publicada, finalmente, a coletânea de seus artigos. Estampada com o título de “Escritos sobre Arte”, a obra já tem data marcada para lançamento em Salvador, na Galeria Paulo Darzé, prevista para meados do mês de setembro de 2008.

Graças à publicação, pode-se perceber o alcance da contribuição de Almandrade e destacar algumas das principais articulações do conjunto de ensaios. É digno de nota, desde logo, indicar que as reflexões foram gestadas ao longo da carreira do artista plástico e acompanharam a construção de uma obra singular. Retomando um percurso dentro da arte contemporânea brasileira, desde o início da década de 1970, a trajetória do poeta garante a consistência e a riqueza ensaística do livro.

Convém, portanto, observar a conjugação de dois vetores de força que confluem no conjunto de ensaios. Um, que corresponde à obra de um artista que participa de um contexto em transformação e, outro, de acompanhar o seu direcionamento teórico. Vale lembrar, como uma referência para situar a produção de Almandrade dentro da história da arte brasileira, o marco da sua acolhida por pessoas como Wladimir Dias Pino e Hélio Oiticica, figuras da vanguarda que derivavam de uma ampla vertente construtivista que se consolidava no país a partir da experiência do Concretismo e do Neoconcretismo.

Não é por acaso que a capa do livro contém uma imagem do trabalho de Almandrade que foi elogiado pelo próprio Hélio Oiticica. Com aquele, objeto que inseria uma gilete dentro de uma garrafa, Almandrade incorria no debate cortante a respeito da arte conceitual. Com essa postura ele passou a observar uma posição consciente em relação a nova objetividade e a procedimentos que estavam fora da tradição acadêmica.

Não é sem importância a sua formação como arquiteto, pois em arquitetura o significado de cada elemento depende de seu uso e experimentação singular. Todas as reflexões de Almandrade foram pensados a partir de uma concepção que busca criar uma nova ordem ambiental e inventar um novo jogo combinatório de formas e idéias. Nesse caminho, o livro constitui uma excelente oportunidade para se avaliar a coerência do pensamento construtivo de Almandrade.

Em Escritos sobre Arte, os textos foram colocados em quatro grandes blocos, que procuraram conservar clara coerência com o sua proposta intelectual. No livro, há um primeiro bloco teórico, com textos mais abstratos que discutem conceitos empregados no campo da arte. Um dos interesses maiores do livro é discutir e tornar visível alguns princípios de composição, de explicitar a pergunta sobre a lógica de composição que cada artefato viabiliza.

Há, na segunda parte do livro, análises e leituras das obras de vários artistas. Almandrade é generoso em opinar sobre exposições e mostras, de modo que vários nomes comparecem no livro fazendo um panorama dos mais atualizados das artes da Bahia. São abordados artistas renomados e artistas experimentais, pessoas a quem o autor ofereceu seu diálogo e procurou respeitar os projetos. É valoroso notar o empenho do autor em colocar, lado a lado, artistas conhecidos ao nível internacional e nacional, tais como Picasso e Almílcar de Castro, com nomes de personalidades baianas tais como Rubem Valentim ou Mário Cravo.

A terceira e a quarta parte contém ensaios que reintroduzem as maiores polêmicas sustentadas pelo autor. Almandrade faz uma bem elaborada crítica cultural, colocando em discussão os rumos da arte em Salvador. São ensaios que analisam problemas concretos, que foram publicados em jornal ou revistas, mas que conservam validade e atualidade. Seria muito longo listar aqui o rol de questões debatidas, mas o conjunto vai do debate do lugar do museu, tomando como caso de estudo o Museu Feminino, até a crítica aos rumos da interferência da comunicação no contexto do espaço público soteropolitano.

Todos esses campos o autor parece cruzar soberanamente com sua solidão. Com sua figura individual, mas sem fugir do convívio com os artistas de sua geração, Almandrade tornou-se um mestre, incorporando a atitude do pesquisador. Almandrade assim procede com simplicidade, conduzindo um olhar reflexivo que nunca se afasta dos sentimentos e da cidadania política. Por levantar questões importantes, com sentido crítico e com propósito de orientação dentro do campo artístico baiano, deve ser lido com atenção “Escritos sobre Arte”.

Almandrade

(artista plástico, poeta, arquiteto e presidente da Associação de Artistas Visuais da Bahia)
www.provadoartista.com.br/almandrade.html

 www.expoart.com.br/almandrade

 

 

Harley Quiin

Arielen Lefay

Vamos brincar? Fantasia e diversão, muita diversão, é o que traz o figurino Harley Quiin de Arielen Lefay.

Fortemente inspirado no universo mágico do cineasta americano Tim Burton, que vai desde a incomum paleta de cores utilizada pelo diretor à dramaticidade da maquiagem escolhida para completar a produção.

Com o arlequim estilizado de Arielen podemos fazer essa imersão na obra de Burton, revisitando clássicos como Beetle Juice, ou o Estranho mundo de Jack.

Divirtam-se!

Clique na figura para ver o ensaio 

 Ficha Técnica:

Modelo: Natasha Cruz

Figurino, Make-up, Fotografia: Arielen Lefay

Você pode ver mais dessa produção em: http://picasaweb.google.com.br/figurinolefay/HarleyQuinn#

 Nascida em Rio Bonito, no interior do estado do Rio de Janeiro, a jovem figurinista, Arielen Lefay, hoje desenvolve na cidade do Rio de Janeiro seu trabalho.

Sua experiência com figurinos começou em 2004 com o grupo SoMu de RiBa, e mais tarde cursou desenho de moda com a professora Alexandra Cartaxo.

 

 

Retoque Básico no Photoshop #1
Daniel Gomes


O tutorial será dividido em 4 posts.

- 1. Apresentação. Informações sobre a foto e sobre o que será feito. Disponibilização da imagem base para a edição e do arquivo final em PSD.

- 2. Curvas. Ajuste de contraste. Correções nos olhos (brilho e tom azulado).

- 3. Volume. Retoques nos brilhos e sombras (olhos e cabelos). Efeito de escurecimento das bordas e sharpness final.

- 4. Conversão para Preto e Branco.

A idéia é mostrar como eu faço a edição e retoque em uma fotografia no Photoshop. Estarei apresentando apenas um método. Assim como ocorre com o Neston, existem mil maneiras de preparar uma imagem no Photoshop. Você pode atingir o mesmo resultado por diversos caminhos diferentes.

Nessa abordagem vou usar layers sobrespostos, deixando sempre a imagem base intacta. É um método não-destrutivo, onde podemos sempre voltar atrás, refazer ou corrigir ajustes que foram feitos. A imagem original estará sempre preservada.


A foto foi feita no fim da tarde. A camera utilizada foi uma Nikon D80 com uma lente 50mm f1.8. Usei abertura f2.0 (quase máxima) para obter o fundo desfocado e conseguir uma velocidade mais alta. Foi utilizando ISO 800 e houve uma leve perda de detalhe, devido a grande abertura da lente, ISO alto e o movimento do balanço. Com o céu nublado e já sem o sol, a luz adquiriu uma cor azulada. A Gabi parece pálida na foto e as cores ficaram sem vida. Eu sempre deixo as configurações de cor, sharpness e contraste da camera no mínimo quando estou usando JPG. Nessa foto precisamos fazer, no mínimo, correção de cor e ajustes de contraste.

Esse é o resultado final que tetaremos conseguir.



O importante nesse caso é evitar o exagero e o excesso de retoque. Cores fortes demais ou contraste muito acentuado deixarão sua foto menos natural. Isso pode ser apenas uma decisão de estilo. Cada um processa como acha melhor. No meu caso, o objetivo é dar uma vida maior a foto, mas sem perder a naturalidade.

Vou deixar aqui os arquivos de JPG (imagem base) e PSD para vocês se divertirem. A versão do Photoshop que estou usando é a CS2, mas acho que o arquivo abrirá sem problemas em outras versões. Só de olhar os layers no arquivo PSD, vocês já poderam tirar alguma informação. Liguem e desliguem os layers para ver as diferenças entre cada etapa do processo. Os arquivos estão com resolução reduzida (em torno de 1600 pixels de largura), mas possuem bastante detalhes para a brincadeira.

Daniel

 

Recortes do Rio
Robson Lopes

O Rio minimalista, sob o olhar aguçado de um cineasta, é o que se pode observar nessa seleção de fotos que denominamos recortes.

Detalhista e acima de tudo um apaixonado pela cidade, Robson vai registrando com sua câmera ângulos inusitados e detalhes, eternizando momentos que se deixariam passar na banalidade do quotidiano, não fosse à sensibilidade do poeta visual.

Nesse registro, temos desde clássicos cartões-postais da cidade à recortes impensáveis, incluindo foto tirada dos céus, que parece feita para completar o samba do avião... Enfim, o registro da cidade sob a visão de um cineasta, que a faz ainda mais maravilhosa.

 O carioca Robson Lopes é cineasta e publicitário. Em sua trajetória cinematográfica estão: Sinfonia Inacabada, Pilhas e Baterias, Eu Fumaça, Triângulo, La Traviata, Barnabé, um guerreiro!; entre outros.

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Carnaval
Elias Ferreira

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Fotopoesia

Homem-Objeto: por Paulo Salerno & Poliana Silvestríni Zaníni

 Figura constante do imaginário feminino, o cafajeste, seja nos versos de Chico Buarque, no Cinema de Pornochanchada - na pele de ícones do gênero como, Jece Valadão ou Paulo César Peréio -, ou ainda nas artes plásticas e na fotografia; é um tipo intrigante e talvez por isso, exerça tanto fascínio...

Nesse ensaio do fotógrafo Paulo Salerno intitulado Homem-objeto, o modelo Bem Dover encarna o cafajeste clássico, complementado e feito “verbo”, através da poetisa e escritora Poliana Silvestríni Zaníni.

Aproveite...

Desculpas de um Cafajeste

                                                      Por Poliana Silvestríni Zaníni

 Desculpe-me querida por estas palavras que direi agora. Sim, eu nunca lhe amei. Não é minha culpa, é minha natureza. Eu vim com defeito, sou incapaz de ter certos sentimentos.

Sim, eu vou partir. Não posso mais ficar aqui. Eu sou assim, me canso fácil e você me irrita.

Querida, seu sabor, seu beijo é inigualável, mas amanhã sei que outro irei encontrar.

Sim, sou um vadio.

Se a saudade bater, eu volto. Não me odeie, apenas abra a porta.

Eu não pedi o teu amor, muito menos teu coração, tudo que sempre quis e lhe deixei claro foi que sentia enorme tesão.

Não chore isto me irrita!

Venha me dê um abraço, não seja como um cão malcriado.

Dei-te tantas madrugadas de prazer, sei que com outro você nunca vai gemer, não assim.

Quando a lua cheia iluminar a noite e as cadelas no cio uivarem alto e estridente, lembrarei de você.

Ah querida, eu sei, não sou romântico... Nunca aprendi a ser. Mas sou sincero, isto não podes negar.

Não te prometi o céu, nem se quer uma pequenina estrela.

Vamos! Seja forte, afinal, nada foi dito, foi tudo iludido pelo teu pobre coração, que diferente do meu tem certos sentimentos.

Você é um doce, mas prefiro algo mais cítrico e salgado.

Não sinta raiva, eu não lhe traí, por isto estou aqui agora para me despedir, pois amanhã serão novas aventuras.

Querida, você é um doce, mas doce enjoa. Faltou-lhe pulso e uma pitada de ardor.

Sentirei falta da cama macia e dos lençóis com perfume de bebê.

Não se deprima, procure outro cara e se divirta, saiba que estarei fazendo o mesmo quando estiver com outra mulher.

Sim, sou cafajeste.

Desculpe-me querida, era só tesão e não para durar toda vida.

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Paulo Salerno é formado em Informática e pós-graduado em Economia. Virou fotógrafo por hobby há três anos para suprir sua necessidade de comunicar, de registrar seus olhares. No início de 2006, começou sua trajetória como expositor. Tem trabalhos que retratam o nu, fotos de gastronomia, um enorme leque de temas que podem ser encontrados na internet, em endereços como www.olhares.com/paulosalerno e www.flickr.com/photos/guetoblaster.

 

Camarões cozidos na cerveja
Lúcia Falci (Tia Lúcia)


Ingredientes:

1 kg de camarões graúdos
1 litro de cerveja
8 dentes de alho
2 colheres de sopa de sal
3 folhas de louro
1 colher de sopa de molho de pimenta vermelha
2 limões
1/4 de xícara de tempero do luiz
100 g de manteiga

Tempero:
2 colheres de sopa de sal de aipo
1 colher de sopa de sal
1 e 1/2 colher de sopa de páprica
1 colher de sopa de louro em pó
1 colher de chá de cebola em pó
1 colher de chá de alho em pó
1 colher de chá de pimenta caiena
1 colher de chá de orégano seco
1 colher de chá de tomilho seco
1/2 colher de chá de noz-moscada
1/4 de colher de chá de cravo em pó
1/4 de colher de pimenta da jamaica
Modo de Preparo:

Coloque todos os ingredientes do tempero especial em um liquidificador, bata até obter um pó bem fino, reserve.
Com uma tesoura, faça um corte no dorso dos camarões, cortando a casca e um pouco da carne, com um palito limpe os camarões.
Coloque para ferver em um caldeirão todos os ingredientes, exceto a manteiga, acrescente os camarões ao caldo de cerveja fervente e cozinhe-os por 6 minutos.
Coloque a manteiga em uma pequena panela e acrescente 2 colheres (sopa) do tempero especial, leve ao fogo para derreter. Escorra os camarões e sirva com o molho de manteiga e gomos de limão.

 

ABC da Alimentação Saudável
Aline Petter Schneider
      


Uma alimentação, quando adequada e variada, previne deficiências nutricionais, e protege contra doenças infecciosas, porque é rica em nutrientes que podem melhorar as defesas do organismo. Nutrientes são compostos químicos encontrados nos alimentos que têm funções específicas, funcionam associadamente, e se dividem em:

macronutrientes: carboidratos, proteínas e lipídeos;
micronutrientes: vitaminas e sais minerais.

Carboidratos

De uma forma geral, todos os grupos de alimentos exceto as carnes, os óleos, as gorduras e o sal, possuem carboidratos. Estes podem ser:

Simples: como os açúcares e o mel: Os açúcares simples não são necessários ao organismo humano, pois apesar de ser fonte de energia, esta pode ser adquirida por meio dos carboidratos complexos. Sendo assim, é importante diminuir as quantidades de açúcares simples adicionados aos alimentos.

Complexos: presentes principalmente nos cereais (arroz, pão, milho), tubérculos (batata, beterraba) e raízes (mandioca, inhame), os quais representam a mais importante fonte de energia e, por esta razão, recomenda-se o consumo de seis porções diárias desse tipo de alimento, o que representa em torno de 60% do total de calorias ingeridas.

Fibras

Uma alimentação saudável deve incluir os carboidratos complexos e fibras alimentares em maior quantidade do que os carboidratos simples. Na sua forma integral, a maioria dos alimentos vegetais como grãos, tubérculos e raízes, as frutas, verduras e legumes contêm fibras, as quais são benéficas para a função intestinal, reduzem o risco de doenças cardíacas, entre outros diversos benefícios.

A quantidade de fibras na alimentação é uma medida de uma alimentação saudável. As frutas, legumes e vegetais são ricos em vitaminas, minerais e fibras, necessitando-se consumir, diariamente, três porções de frutas e três porções de legumes e verduras. É importante variar o consumo desse tipo de alimento, tendo em vista que o consumo regular e variado, juntamente com alimentos ricos em carboidratos menos refinados (pães e arroz integrais), oferecem quantidade significante de vitaminas e minerais, aumentando a resistência a infecções. Além das vitaminas e minerais, as verduras e os legumes também contêm componentes bioativos, alguns dos quais especialmente importantes para a saúde humana, podendo reduzir o risco de doenças, inclusive as doenças cardíacas e o câncer.

Proteínas

Origem vegetal: leguminosas como feijão, soja, grão-de-bico, lentilha, são alimentos fundamentais para saúde, por serem um dos alimentos vegetais mais ricos em proteínas. Entretanto, estas proteínas são consideradas incompletas, ao contrário das proteínas de origem animal, necessitando então, de combinações de alimentos que completem entre si os aminoácidos, tornando-se combinações de alto valor protéico como, por exemplo, a combinação de duas partes de arroz para uma parte de feijão.

Origem animal: carnes, leite e derivados, aves, peixes e ovos são proteínas completas, ou seja, contêm todos os aminoácidos de que os seres humanos necessitam para o crescimento e manutenção do corpo. São também, entre outros nutrientes, importantes fontes de proteína de alto valor biológico sendo, assim, necessário o consumo diário de três porções de leites e derivados e de uma porção de carnes, peixes ou ovos. As carnes selecionadas para o consumo devem ser aquelas com menor quantidade de gordura (magras, sempre retirando as peles e gorduras visíveis), sendo consumidas moderadamente, devido ao alto teor de gorduras saturadas e colesterol.

Ferro e Cálcio

As carnes em geral, principalmente os miúdos e vísceras, possuem alta biodisponibilidade de ferro, ou seja, a quantidade de ferro ingerida que será efetivamente utilizada pelo organismo é significativamente grande. O leite e seus derivados, além de fonte de proteínas e vitaminas, são as principais fontes de cálcio da alimentação. Este nutriente é fundamental para a formação e manutenção óssea ao longo da vida, prevenindo futuras complicações como a osteoporose.

Gorduras

Lipídeos: As gorduras são de diferentes tipos, e podem ou não ser prejudiciais à saúde, dependendo do tipo de alimento. A gordura saturada está presente em alimentos de origem animal, e seu consumo deve ser moderado. As gorduras trans que são obtidas pelo processo de industrialização dos alimentos, a partir da hidrogenação de óleos vegetais, são prejudiciais à saúde. O consumo excessivo deste tipo de alimento pode acarretar doenças cardiovasculares, excesso de peso, obesidade, entre outras. As gorduras insaturadas, presentes nos óleos vegetais, não causam problemas de saúde, exceto se forem consumidas exageradamente. São fontes de ácidos graxos essenciais, ou seja, podem ser produzidos pelo organismo, sendo assim necessárias para a manutenção da saúde.

Colesterol: O colesterol é uma gordura que está presente apenas em alimentos de origem animal, e é componente estrutural de algumas partes do organismo humano, sendo ele capaz de sintetizar o suficiente para cobrir as necessidades metabólicas, não sendo indicado o consumo desse composto. O alto consumo deste pode acarretar doenças cardiovasculares.

Sal

O sal de cozinha - cloreto de sódio - utilizado como tempero e conservação de alimentos, contém sódio em sua composição, bem como outro tempero atualmente muito utilizado, o glutamato de sódio - este mineral quando consumido em excesso é prejudicial à saúde. Sendo assim, recomenda-se a redução no consumo de alimentos com alta concentração de sal, como temperos prontos, caldos concentrados, molhos prontos, salgadinhos, entre outros.

Água

A água é um nutriente indispensável ao funcionamento do organismo; a ingestão de, no mínimo, dois litros diariamente é altamente recomendada. Ela desempenha papel fundamental na regulação de muitas funções vitais do organismo, incluindo regulação da temperatura, transporte de nutrientes e eliminação de substâncias tóxicas. Recomenda-se a ingestão de 6 a 8 copos de água por dia.

Atividade Física

É muito importante a prática de exercícios físicos regularmente, aliada a uma alimentação saudável, o que previne o sobrepeso e a obesidade, além de trazer benefícios para saúde mental e emocional. As pessoas fisicamente ativas são profissionalmente mais produtivas, e desenvolvem maior resistência a doenças.

Para ter uma vida saudável, associe sempre uma alimentação equilibrada, com o consumo de água e a prática de atividades físicas regularmente. Assegurando, assim, o aumento da imunidade, o peso ideal e a prevenção de doenças.

Aline Petter Schneider

Colaboraram com esta edição:

Claudia Almeida, Sheila Fonseca, Lúcia Falci "Tia Lúcia", Karoline Bueno,  Simone Monteiro, Ricardo Dominguez, Paulo Salerno, Daniel Gomes, Almandrade, Robson Lopes, Enio Leite, Frederick Van Amstel, Aline Petter Schneider e Arielen Lefay.

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