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Nadar (1820-1910)
H.Navarro
Gaspard-Félix Tournachon (1820 - 1910), conhecido pelo pseudônimo de
Nadar, reptratou os personagens de sua época com precisão e sensibilidade,
sempre focalizando as caracteristicas contidas nos gestos, rosto e
expressão do corpo.
Ex caricaturista, Nadar foi em sua época o mais famoso fotografo de
retratos. Seu estúdio em Boulevard des Capucines era pintado de vermelho e
o seu nome ocupava os 15 metros da fachada. Nadar transformou seu estúdio
em ponto de encontro da sociedade inteletual da época.Uma de suas façanhas
foi de ser o primeiro a fotografar de um balão. Também foi o pioneiro em
utilizar iluminação artificial em fotografias (Arco e baterias Bunsen, em
fotos subterrâneas (catacumbas de paris) e entrevistas fotográficas (como
do químico M. E. Chevrau).
Em 1874, sabendo que um grupo de artistas (mais tarde chamados de
Impressionistas) estavam a procura de uma galeria para sua primeira
exposição, Nadar ofereceu seu estúdio recém montado.

A Estética do
Cotidiano
Frederick Van Amstel
Mesmo na rotina, somos atraídos pela beleza. Canto charmoso do Fusca ao
por-do-sol
A sabedoria popular diz que “a beleza é um estado de espírito” e que “a
beleza está nos olhos de quem vê”. Se for assim, tudo pode ser belo, desde
que nossos olhos possam encontrar a beleza de cada coisa. Na verdade, é
exatamente isso que a visão e os demais sentidos estão fazendo o tempo
todo. Procuramos os caminhos mais aprazíveis, as pessoas mais
interessantes, as comidas mais gostosas, os móveis mais confortáveis e por
aí vai, muitas vezes nem se dando conta de que estamos fazendo escolhas
com base na estética.
Estética, dizem os filósofos, é a eterna busca pelo belo, mas o que é belo
vai depender do gosto individual e coletivo. O gosto individual é tão
variado que as pessoas costumam encerrar prematuramente conversas sobre o
assunto quando encontram diferenças, afinal, “gosto não se discute!”.
Apesar da intolerância, as diferenças não são tão drásticas assim dentro
de um grupo de pessoas. Eu gosto de sofás felpudos, arredondados e
coloridos e você gosta de sofás lisos, retangulares e de cores pastéis,
mas ambos gostamos de sofá. No Japão, uma cultura bem diferente da nossa,
as pessoas gostam é de sentar no chão!
O gosto também varia de acordo com a época. Pegue o álbum de fotos da
família e veja como aquelas roupas usadas há muitas décadas atrás lhe
parecem ridículas, mas na época, eram uma “brasa mora”...
Entretanto, algumas pessoa acreditam que, nos dias de hoje, a estética já
não é mais tão importante. Desde que o dia-a-dia passou a ser contado no
relógio, o tempo passou a ficar cada vez mais curto. É preciso comer o
mais rápido possível, descansar o mínimo, trabalhar e estudar o máximo.
Não há tempo para apreciar o mundo, é preciso produzir, produzir,
produzir!
Para maximizar a produtividade do dia-a-dia, a indústria em geral vende
produtos baratos e funcionais, mas não necessariamente bonitos. Nas
propagandas, eles enfatizam a multifuncionalidade, a facilidade de
limpeza, os benefícios para a saúde, mas nada de falar da beleza. Em
alguns casos, o “design moderno” é listado dentre as demais
características funcionais do produto, como se todo o resto também não
fizesse parte do design.
Mas isso é o que eles querem que a gente pense, ideologia, mas não é
necessariamente o que a gente faz. Muitos produtos são rejeitados no
mercado simplesmente porque as pessoas acham feio demais, enquanto outros
superam as expectativas de venda porque todo mundo achou lindo.
Fiat Uno
O Fiat Uno é um caso interessante. Inicialmente foi rejeitado pelos
brasileiros devido ao formato da carroceria ser muito destoante do padrão
da época, ou como chamavam na época, a “botinha ortopédica”. Depois foi
aceito e se tornou forte nas vendas, mas sempre associado a valores como
economia e desempenho. O Fusca, curiosamente, apesar de ser ainda mais
diferente dos demais, é considerado por muitos como um carro charmoso até
nos dias de hoje. Não é raro encontrar pelas ruas brasileiras Fuscas
turbinados, customizados, antigos, mas bem cuidados. As pessoas
desenvolvem tal afeto pelo carro que não trocam por outro.
Fusca altamente customizado
A estética, portanto, guia a experiência humana inclusive na rotina do
cotidiano. A beleza não está distante de nós, restrita às vitrines e à
televisão; ela está aqui, dentro de nossas casas. A estética do cotidiano
não é a estética do exótico, do inalcançável, do perfeito, mas sim do que
é verdadeiramente humano: o comum, o rotineiro, o gostosinho, o bonitinho,
o bom.
Publicado originalmente na Revista Design do site da Tramontina Design
Collection.
Autor
Frederick van Amstel
A Melhor Câmera, é
aquela que você acha boa
Enio Leite
cursos, workshops e safáris fotográficos - natureza e macrofotografia
A boa câmera é aquela que atende aos objetivos do fotógrafo. Partindo
disso, é fácil dizer se sua câmera é boa ou não. Basta, contudo, saber o
que você pretende.
Um possui uma Cannon EOS 300 V, outro uma Nikon F 90 o terceiro uma
digital e assim por diante. Mas ninguém parece estar conformado. E, das
muitas perguntas já feitas em aula, a insatisfação ficou provada pela
duvida comum: “Minha câmera é boa ou ruim?".
A resposta praticamente não existe. É impossível responder a cada caso
isolado, devido ao fato que na fotografia existe um principio que diz:
"somente o dono da câmera poderá dizer se ela é boa ou não". A única coisa
que podemos fazer é ajudar.
Toda a câmera deve ter duas qualidades essenciais: condições que permitam
a exposição correta, e os recursos adequados, como controle do diafragma,
velocidade, fotômetro e modos programados que satisfaçam os objetivos do
fotografo. Atualmente, quase todas as câmeras expõem corretamente. As
exceções são as câmeras mais populares, cuja óptica da objetiva e seus
respectivos sensores digitais nem sempre são de qualidade suficiente para
exposições corretas.
Mas, não ligue para isso, pois não há câmera que não distorça de alguma
forma a realidade, tanto no tamanho, quanto na proporção, na perspectiva,
ou mesmo na cor. Não há fotografia que reproduza a realidade como ela
exatamente se apresenta. A fotografia é sempre uma realidade diferente do
assunto que você fotografa.
A ligação entre essas duas realidades é feita pela sua consciência e pela
consciência das pessoas que vêem a sua foto. E, já que todas as câmeras
transformam a realidade fotografada, acaba o problema de saber qual é a
melhor. O que interessa saber é como cada câmera transforma a realidade.
Cada uma tem um modo característico de expor o filme, e é normal que cada
fotografo prefira determinados modos. Alguns gostam mais do modo da Canon,
outros da Nikon, Fuji, etc...
Esse problema é relativo a segunda qualidade necessária para uma câmera
ser boa. Hoje é normal o uso de técnicas para produzir propositadamente
efeitos de movimentos, de desfoque, contraste, granulação, alta saturação
das cores, dentre muitos outros. Tudo isso não deixa de ser distorção da
realidade. Para um fotógrafo interessado nesses tipos de efeito, o
problema da "câmera boa que reproduz perfeitamente a realidade", não tem o
menor sentido. É preciso saber o que o fotografo quer fazer com a câmera,
e isso torna mais difícil a sua escolha e o seu julgamento.
O primeiro problema é que esses objetivos mudam rapidamente. Hoje, ele
pode estar interessado em fotografar concertos de rock ou espetáculos
teatrais, precisando, portanto, de uma câmera 35 mm, com objetiva de
grande luminosidade e filmes ultra-sensíveis, para fotos em cenas de pouca
luz. Amanhã, pode resolver fotografar textura de metais enferrujados, e
vai correr atrás de uma câmera de médio ou grande formato, acompanhada de
um tripé de 15 kg. E, já que é impossível fabricar uma câmera capaz de
satisfazer todos os objetivos imagináveis, elas foram projetadas para
atender ao maior numero possível deles. Por isso, quanto maior o numero de
objetivos que uma câmera satisfaça, melhor ela é.
Um fato conhecido na historia da fotografia ilustra bem essa afirmação.
Muitas fotos tiradas no final do século XIX, inclusive algumas
famosíssimas por sua qualidade fotográfica, foram produzidas com lentes
defeituosas, incapazes de uma focalizarão perfeita. Não havia lentes
melhores naquela época, e a solução foi se ajeitar com as existiam.
Mas se você tem uma boa objetiva, capaz de produzir um foco perfeito, é
melhor. Poderá optar ser quer uma foto no foco ou não, coisa impossível
naquele tempo.
Com o grande numero de recursos, aumenta a sua liberdade de querer se
comunicar por meio da fotografia, mas como não ha câmera com todos os
recursos imagináveis, você terá sempre que definir antes quais os seus
objetivos, e a partir deles, ver qual a melhor câmera para você. O mais
comum, é que o principiante não saiba de inicio onde pretende chegar.
Nesse caso terá que fazer uma opção fundamental: ou compra uma câmera
Reflex High Tech, em definitivo, ou adquire uma câmera mais simples para
ser usada no inicio, para ser substituída mais tarde. As high tech, além
de não produzirem o "erro de paralaxe", utilizam um grande numero de
acessórios como objetivas, zooms, filtros, e outros. Você poderá ir
comprando à medida que for definindo seus objetivos.
As câmeras mais simples e baratas, com pouco ou nenhum acessório extra,
que permitam ajustar manualmente os controles de focalização, diafragma e
velocidades, tem a vantagem de preocupá-lo um pouco no inicio, com
detalhes técnicos.
Qualquer que seja a câmera escolhida, o resultado só pode ser bom. As
câmeras eletrônicas high tech programáveis, de última geração, com Auto
Focus, liberam o fotógrafo de ajustes e cálculos técnicos, desde que o
mesmo saiba operá-la adequadamente, desenvolvendo a capacidade de escolher
bem o assunto e explorá-lo visualmente o melhor possível.
ESTA É A PRIMEIRA CONDIÇÃO PARA SER UM BOM FOTÓGRAFO!
Artigo originalmente publicado na Revista “ Photo & Câmera”, N. 03, Ano 1.
AUTOR: Prof. Enio Leite. Focus - Escola de Fotografia
© Todos os direitos reservados para FOCUS ESCOLA DE FOTOGRAFIA.
http://www.escolafocus.net
Fotografia, invenção
do diabo!
Enio Leite
cursos, workshops e safáris fotográficos -
natureza e macrofotografia
De todas as manifestações artísticas, a fotografia foi a primeira a surgir
dentro do sistema industrial. Seu nascimento só imaginável frente à
possibilidade da reprodução. Pode-se afirmar que a fotografia não poderia
existir como a conhecemos, sem o advento da indústria. Buscando atingir a
todos. Por meio de novos produtos culturais, ela possibilitou a maior
democratização do saber.A nova invenção veio para ficar. A Europa se viu
aos poucos, substituída por sua imagem fotográfica. O mundo tornou-se,
assim portátil e ilustrado.O homem moderno diante desse novo cenário, não
tinha mais tempo para ler. Tinha que ver para crer! Não podia mais contar
com a lentidão e imperfeição das imagens produzidas artesanalmente por
desenhistas e pintores de sua época.A sociedade européia levou muito tempo
para compreender o real valor da produção fotográfica.
Em 19 de agosto de 1839, a Academia Francesa mal anunciava publicamente a
invenção do Daguerreótipo e seu domínio público em território francês para
pintor Paul Delaroche viesse a declarar enfaticamente: "De hoje em diante,
a pintura está morta".Nos círculos mais conservadores e nos meios
religiosos da sociedade, "a invenção foi chamada de blasfêmia, e Daguerre
era condecorado com o título de "Idiota dos Idiotas''".
O pintor Ingres, ainda que utilizasse os daguerreótipos de Nadar para
executar seus retratos, menosprezava a fotografia, como sendo apenas um
produto industrial, e confidenciava: "a fotografia é melhor do que o
desenho, mas não é preciso dizê-lo".Baudelaire, um dos mais expressivos
representantes da cultura francesa, negava publicamente a fotografia como
forma de expressão artística, alegando que "a fotografia não passa de
refúgio de todos os pintores frustrados", e, sarcasticamente, celebrava a
fotografia "como uma arte absoluta, um Deus vingativo que realiza o desejo
do povo... e Daguerre foi seu Messias”... “Uma loucura, um fanatismo se
apoderou destes novos adoradores do sol!”.Com estas declarações,
Baudelaire refletia o impacto causado pela fotografia na intelectualidade
européia da época”.
Um artigo publicado no jornal alemão Leipziger Stadtanzeiger, ainda na
última semana de agosto de 1839, ajuda a compreender melhor este
confronto:"Deus criou o homem à sua imagem e a máquina construída pelo
homem não pode fixar a imagem de Deus. É impossível que Deus tenha
abandonado seus princípios e permitido a um francês dar ao mundo uma
invenção do Diabo".(Leipziger Stadtanzeiger ,26.08.1839,p.1)A nova
concepção da realidade conturbou o mundo cultural e artístico europeu.
Como entender que a fotografia viesse para ficar, a não ser em
substituição das tradicionais formas de representação? Já se havia gasto
vãs sutilezas em decidir se a fotografia era ou não arte, mas
preliminarmente, ainda não se perguntara se esta descoberta não
transformava a natureza geral da arte.
Numa época em que as artes plásticas, o teatro e a literatura passavam por
uma série de mudanças com proclamações e manifestos de diferentes "ismos",
nasceram novas perspectivas na linguagem fotográfica. Influenciado em uma
parte, pelas tomadas de posição, e em outra parte por estar a fotografia
passando por um hiato, com a maioria dos profissionais se repetindo dentro
dos mesmos moldes, sobretudo de ordem estética. E, por outro lado, também
para conquistar determinado prestígio social, já que a sua presença na
época não era vista com bons olhos.Também outros fotógrafos não se
conformavam em ver a fotografia "apenas como mero instrumento" para
registrar a realidade.Como não se poderia obter os resultados desejados
pela simples aplicação dos processos tradicionais, começam a se
desenvolver, novas técnicas baseadas numa grande variedade de recursos,
principalmente químicos, novas técnicas de enquadramento e iluminação.
A fotografia vai aos poucos perdendo seu poder de "cópia do real" para ser
mais subjetiva, intimista, interpretativa, valorizando o discurso de seu
próprio autor. As objetivas, por outro lado, foram re estudadas, com o
intuito de se obter uma melhor qualidade de imagem e uma focalização mais
suave.A fotografia trouxe consigo a aura da veracidade e seu surgimento
contribuiu diretamente para que todos os segmentos artísticos, literários
e intelectuais passassem por uma profunda reflexão, evidenciando um dado
importante que até aquele momento permanecera intacto: "A concepção que o
homem tinha de si próprio".
A partir do advento da fotografia, o mundo deixava de ser o mesmo...
AUTOR: Prof. Enio Leite. Focus - Escola de Fotografia
© Todos os direitos reservados para FOCUS ESCOLA DE FOTOGRAFIA.
http://www.escolafocus.net
O
Olhar Infantil da Máquina Fotográfica
Almandrade
Antes de mais nada, o fotógrafo necessita não só
dominar o aparelho e a técnica fotográfica como também uma aparelhagem
teórica/crítica, meios indispensáveis para inventar uma forma de
visualidade. Acreditar na maravilha de um aparelho que tem o “real” como
interlocutor ? Eis a questão: o realismo fotográfico com suas manias de
reconstruir a cena com a precisão e a matemática do olhar dominante, o
perfeito análogo do outro.
Um pequeno detalhe para provocar nossa desconfiança com relação à
legibilidade das imagens: estamos trabalhando com signos e códigos,
sinalética ligada a uma forma de pensar. Não há momentos de neutralidade,
uma política de orientação da visualidade organiza a superfície
fotográfica. Na facilidade de expor com grande habilidade técnica, na foto
não pensada, tudo aparece ligeiramente feliz, parado no tempo e longe dos
conflitos. Até a miséria nos é mostrada fantasticamente na “banalidade do
belo”. Seu método, (se podemos falar em método) neste caso, é o empirismo
de ver e como resultado o bloqueio da indução ao raciocínio.
Somente a produção de “realidades” deveria interessar na fotografia para
provocar os estereótipos de reproduzir o chamado real que diariamente é
preparado e veiculado na indústria cultural. A simplicidade quase clássica
com que o olhar/cego da máquina fotográfica capta o “real” e o mostra
misteriosamente, dispensa uma operação de pensamento. Quando a pura
intuição dirige os fotógrafos, não se violenta os princípios de
verossimilhança determinados pelo olhar institucionalizado. É preciso
pensar, fazer cuidadosas analogias, ter uma intencionalidade, preparar o
que se vai fotografar para se evitar as situações de comodidade. A
propósito, das fotos que nos são mostradas cotidianamente, poucas
conseguem desorientar a percepção condicionada. É mais ou menos como se
alguém pensasse por nos. Um discurso fechado.
Tecnicamente, podem ser consideradas perfeitas, mas signos excessivamente
corretos e puros, enxertados de uma cultura ou uma moral, despossuídas de
ambigüidades. Nada resta para nos despertar um pouco de dúvida. A
“verdade” se apresenta indiscutível no código fotográfico. Existe uma
superfície previsível com a qual a fotografia transa, é preciso
violentá-la e não reproduzi-la na sua materialidade, para se observar os
vazios que a disciplina camufla e a distância entre a linguagem e a
concepção de realidade.
A fotografia e o compromisso com aquilo que se chama ideologia do olhar
não é discutido. Fomos hipnotizados por este voyeurismo requintado e ainda
não notamos nossa prisão ao código, ao truque da perspectiva, ao realismo.
Reconstrução do espaço renascentista. Um problema se coloca ao fotografo,
como se pensar por imagens, como se inventar acessórios de intervir na
própria convenção fotográfica? Para muitos, é muito simples, basta saber
manejar uma câmara fotográfica e tudo está resolvido. Assim sendo, tudo se
resume ao senso comum, ao naturalismo tradicional, o que não era visível
continua invisível. Um espetáculo grosseiro de imagens que não proporciona
a distanciação nem a catarse crítica.
Almandrade
(artista plástico, poeta e arquiteto)
www.expoart.com.br/almandrade
Escritos sobre arte, cidade e política cultural
Francisco Antônio Zorzo
Professor da Universidade Estadual de Feira de Santana
Para melhor podermos apreciar a produção ensaística de Antônio Luiz M.
Andrade, Almandrade, foi publicada, finalmente, a coletânea de seus
artigos. Estampada com o título de “Escritos sobre Arte”, a obra já tem
data marcada para lançamento em Salvador, na Galeria Paulo Darzé, prevista
para meados do mês de setembro de 2008.
Graças à publicação, pode-se perceber o alcance da contribuição de
Almandrade e destacar algumas das principais articulações do conjunto de
ensaios. É digno de nota, desde logo, indicar que as reflexões foram
gestadas ao longo da carreira do artista plástico e acompanharam a
construção de uma obra singular. Retomando um percurso dentro da arte
contemporânea brasileira, desde o início da década de 1970, a trajetória
do poeta garante a consistência e a riqueza ensaística do livro.
Convém, portanto, observar a conjugação de dois vetores de força que
confluem no conjunto de ensaios. Um, que corresponde à obra de um artista
que participa de um contexto em transformação e, outro, de acompanhar o
seu direcionamento teórico. Vale lembrar, como uma referência para situar
a produção de Almandrade dentro da história da arte brasileira, o marco da
sua acolhida por pessoas como Wladimir Dias Pino e Hélio Oiticica, figuras
da vanguarda que derivavam de uma ampla vertente construtivista que se
consolidava no país a partir da experiência do Concretismo e do
Neoconcretismo.
Não é por acaso que a capa do livro contém uma imagem do trabalho de
Almandrade que foi elogiado pelo próprio Hélio Oiticica. Com aquele,
objeto que inseria uma gilete dentro de uma garrafa, Almandrade incorria
no debate cortante a respeito da arte conceitual. Com essa postura ele
passou a observar uma posição consciente em relação a nova objetividade e
a procedimentos que estavam fora da tradição acadêmica.
Não é sem importância a sua formação como arquiteto, pois em arquitetura o
significado de cada elemento depende de seu uso e experimentação singular.
Todas as reflexões de Almandrade foram pensados a partir de uma concepção
que busca criar uma nova ordem ambiental e inventar um novo jogo
combinatório de formas e idéias. Nesse caminho, o livro constitui uma
excelente oportunidade para se avaliar a coerência do pensamento
construtivo de Almandrade.
Em Escritos sobre Arte, os textos foram colocados em quatro grandes
blocos, que procuraram conservar clara coerência com o sua proposta
intelectual. No livro, há um primeiro bloco teórico, com textos mais
abstratos que discutem conceitos empregados no campo da arte. Um dos
interesses maiores do livro é discutir e tornar visível alguns princípios
de composição, de explicitar a pergunta sobre a lógica de composição que
cada artefato viabiliza.
Há, na segunda parte do livro, análises e leituras das obras de vários
artistas. Almandrade é generoso em opinar sobre exposições e mostras, de
modo que vários nomes comparecem no livro fazendo um panorama dos mais
atualizados das artes da Bahia. São abordados artistas renomados e
artistas experimentais, pessoas a quem o autor ofereceu seu diálogo e
procurou respeitar os projetos. É valoroso notar o empenho do autor em
colocar, lado a lado, artistas conhecidos ao nível internacional e
nacional, tais como Picasso e Almílcar de Castro, com nomes de
personalidades baianas tais como Rubem Valentim ou Mário Cravo.
A terceira e a quarta parte contém ensaios que reintroduzem as maiores
polêmicas sustentadas pelo autor. Almandrade faz uma bem elaborada crítica
cultural, colocando em discussão os rumos da arte em Salvador. São ensaios
que analisam problemas concretos, que foram publicados em jornal ou
revistas, mas que conservam validade e atualidade. Seria muito longo
listar aqui o rol de questões debatidas, mas o conjunto vai do debate do
lugar do museu, tomando como caso de estudo o Museu Feminino, até a
crítica aos rumos da interferência da comunicação no contexto do espaço
público soteropolitano.
Todos esses campos o autor parece cruzar soberanamente com sua solidão.
Com sua figura individual, mas sem fugir do convívio com os artistas de
sua geração, Almandrade tornou-se um mestre, incorporando a atitude do
pesquisador. Almandrade assim procede com simplicidade, conduzindo um
olhar reflexivo que nunca se afasta dos sentimentos e da cidadania
política. Por levantar questões importantes, com sentido crítico e com
propósito de orientação dentro do campo artístico baiano, deve ser lido
com atenção “Escritos sobre Arte”.
Almandrade
(artista plástico, poeta, arquiteto e presidente da Associação de Artistas
Visuais da Bahia)
www.provadoartista.com.br/almandrade.html
www.expoart.com.br/almandrade

Harley Quiin
Arielen Lefay
Vamos brincar? Fantasia
e diversão, muita diversão, é o que traz o figurino Harley Quiin de
Arielen Lefay.
Fortemente inspirado no
universo mágico do cineasta americano Tim Burton, que vai desde a incomum
paleta de cores utilizada pelo diretor à dramaticidade da maquiagem
escolhida para completar a produção.
Com o arlequim
estilizado de Arielen podemos fazer essa imersão na obra de Burton,
revisitando clássicos como Beetle Juice, ou o Estranho mundo de Jack.
Divirtam-se!

Clique na figura para ver o ensaio
Ficha Técnica:
Modelo: Natasha Cruz
Figurino, Make-up, Fotografia: Arielen Lefay
Você pode ver mais dessa produção em:
http://picasaweb.google.com.br/figurinolefay/HarleyQuinn#
Nascida
em Rio Bonito, no interior do estado do Rio de Janeiro, a jovem figurinista, Arielen
Lefay, hoje desenvolve na cidade do Rio de Janeiro seu trabalho.
Sua experiência com
figurinos começou em 2004 com o grupo SoMu de RiBa, e mais tarde cursou
desenho de moda com a professora Alexandra Cartaxo.

Retoque
Básico no Photoshop #1
Daniel Gomes
O tutorial será dividido em 4 posts.
- 1. Apresentação. Informações sobre a foto e sobre o que será feito.
Disponibilização da imagem base para a edição e do arquivo final em PSD.
- 2. Curvas. Ajuste de contraste. Correções nos olhos (brilho e tom
azulado).
- 3. Volume. Retoques nos brilhos e sombras (olhos e cabelos). Efeito de
escurecimento das bordas e sharpness final.
- 4. Conversão para Preto e Branco.
A idéia é mostrar como eu faço a edição e retoque em uma fotografia no
Photoshop. Estarei apresentando apenas um método. Assim como ocorre com o
Neston, existem mil maneiras de preparar uma imagem no Photoshop. Você
pode atingir o mesmo resultado por diversos caminhos diferentes.
Nessa abordagem vou usar layers sobrespostos, deixando sempre a imagem
base intacta. É um método não-destrutivo, onde podemos sempre voltar
atrás, refazer ou corrigir ajustes que foram feitos. A imagem original
estará sempre preservada.

A foto foi feita no fim da tarde. A camera utilizada foi uma Nikon D80 com
uma lente 50mm f1.8. Usei abertura f2.0 (quase máxima) para obter o fundo
desfocado e conseguir uma velocidade mais alta. Foi utilizando ISO 800 e
houve uma leve perda de detalhe, devido a grande abertura da lente, ISO
alto e o movimento do balanço. Com o céu nublado e já sem o sol, a luz
adquiriu uma cor azulada. A Gabi parece pálida na foto e as cores ficaram
sem vida. Eu sempre deixo as configurações de cor, sharpness e contraste
da camera no mínimo quando estou usando JPG. Nessa foto precisamos fazer,
no mínimo, correção de cor e ajustes de contraste.
Esse é o resultado final que tetaremos conseguir.

O importante nesse caso é evitar o exagero e o excesso de retoque. Cores
fortes demais ou contraste muito acentuado deixarão sua foto menos
natural. Isso pode ser apenas uma decisão de estilo. Cada um processa como
acha melhor. No meu caso, o objetivo é dar uma vida maior a foto, mas sem
perder a naturalidade.
Vou deixar aqui os arquivos de JPG (imagem base) e PSD para vocês se
divertirem. A versão do Photoshop que estou usando é a CS2, mas acho que o
arquivo abrirá sem problemas em outras versões. Só de olhar os layers no
arquivo PSD, vocês já poderam tirar alguma informação. Liguem e desliguem
os layers para ver as diferenças entre cada etapa do processo. Os arquivos
estão com resolução reduzida (em torno de 1600 pixels de largura), mas
possuem bastante detalhes para a brincadeira.
Daniel
Recortes
do Rio
Robson Lopes
O Rio
minimalista, sob o olhar aguçado de um cineasta, é o que se pode observar
nessa seleção de fotos que denominamos recortes.
Detalhista e acima de tudo um apaixonado pela cidade, Robson vai
registrando com sua câmera ângulos inusitados e detalhes, eternizando
momentos que se deixariam passar na banalidade do quotidiano, não fosse à
sensibilidade do poeta visual.
Nesse
registro, temos desde clássicos cartões-postais da cidade à recortes
impensáveis, incluindo
foto tirada dos céus, que parece feita para completar o samba do avião...
Enfim, o registro da cidade sob a visão de um cineasta, que a faz ainda
mais maravilhosa.
O
carioca Robson Lopes é cineasta e publicitário. Em sua trajetória
cinematográfica estão: Sinfonia Inacabada, Pilhas e Baterias, Eu Fumaça,
Triângulo, La Traviata, Barnabé, um guerreiro!; entre outros.

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o ensaio
Carnaval
Elias Ferreira

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o ensaio
Fotopoesia
Homem-Objeto:
por Paulo Salerno & Poliana Silvestríni Zaníni
Figura constante do
imaginário feminino, o cafajeste, seja nos versos de Chico Buarque, no
Cinema de Pornochanchada - na pele de ícones do gênero como, Jece Valadão
ou Paulo César Peréio -, ou ainda nas artes plásticas e na fotografia; é
um tipo intrigante e talvez por isso, exerça tanto fascínio...
Nesse ensaio do
fotógrafo Paulo Salerno intitulado Homem-objeto, o modelo Bem Dover
encarna o cafajeste clássico, complementado e feito “verbo”, através da
poetisa e escritora Poliana Silvestríni Zaníni.
Aproveite...
Desculpas de um Cafajeste
Por Poliana Silvestríni Zaníni
Desculpe-me querida por estas palavras
que direi agora. Sim, eu nunca lhe amei. Não é minha culpa, é minha
natureza. Eu vim com defeito, sou incapaz de ter certos sentimentos.
Sim, eu vou partir. Não posso mais ficar
aqui. Eu sou assim, me canso fácil e você me irrita.
Querida, seu sabor, seu beijo é
inigualável, mas amanhã sei que outro irei encontrar.
Sim, sou um vadio.
Se a saudade bater, eu volto. Não me
odeie, apenas abra a porta.
Eu não pedi o teu amor, muito menos teu
coração, tudo que sempre quis e lhe deixei claro foi que sentia enorme
tesão.
Não chore isto me irrita!
Venha me dê um abraço, não seja como um
cão malcriado.
Dei-te tantas madrugadas de prazer, sei
que com outro você nunca vai gemer, não assim.
Quando a lua cheia iluminar a noite e as
cadelas no cio uivarem alto e estridente, lembrarei de você.
Ah querida, eu sei, não sou romântico...
Nunca aprendi a ser. Mas sou sincero, isto não podes negar.
Não te prometi o céu, nem se quer uma
pequenina estrela.
Vamos! Seja forte, afinal, nada foi dito,
foi tudo iludido pelo teu pobre coração, que diferente do meu tem certos
sentimentos.
Você é um doce, mas prefiro algo mais
cítrico e salgado.
Não sinta raiva, eu não lhe traí, por
isto estou aqui agora para me despedir, pois amanhã serão novas aventuras.
Querida, você é um doce, mas doce enjoa.
Faltou-lhe pulso e uma pitada de ardor.
Sentirei falta da cama macia e dos
lençóis com perfume de bebê.
Não se deprima, procure outro cara e se
divirta, saiba que estarei fazendo o mesmo quando estiver com outra
mulher.
Sim, sou cafajeste.
Desculpe-me querida,
era só tesão e não para durar toda vida.

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o ensaio

Paulo Salerno é formado em
Informática e pós-graduado em Economia. Virou fotógrafo por hobby há três
anos para suprir sua necessidade de comunicar, de registrar seus olhares.
No início de 2006, começou sua trajetória como expositor. Tem trabalhos
que retratam o nu, fotos de gastronomia, um enorme leque de temas que
podem ser encontrados na internet, em endereços como
www.olhares.com/paulosalerno e
www.flickr.com/photos/guetoblaster.
Camarões cozidos na cerveja
Lúcia Falci (Tia Lúcia)
Ingredientes:
1 kg de camarões graúdos
1 litro de cerveja
8 dentes de alho
2 colheres de sopa de sal
3 folhas de louro
1 colher de sopa de molho de pimenta vermelha
2 limões
1/4 de xícara de tempero do luiz
100 g de manteiga
Tempero:
2 colheres de sopa de sal de aipo
1 colher de sopa de sal
1 e 1/2 colher de sopa de páprica
1 colher de sopa de louro em pó
1 colher de chá de cebola em pó
1 colher de chá de alho em pó
1 colher de chá de pimenta caiena
1 colher de chá de orégano seco
1 colher de chá de tomilho seco
1/2 colher de chá de noz-moscada
1/4 de colher de chá de cravo em pó
1/4 de colher de pimenta da jamaica
Modo de Preparo:
Coloque todos os ingredientes do tempero especial em um liquidificador,
bata até obter um pó bem fino, reserve.
Com uma tesoura, faça um corte no dorso dos camarões, cortando a casca e
um pouco da carne, com um palito limpe os camarões.
Coloque para ferver em um caldeirão todos os ingredientes, exceto a
manteiga, acrescente os camarões ao caldo de cerveja fervente e cozinhe-os
por 6 minutos.
Coloque a manteiga em uma pequena panela e acrescente 2 colheres (sopa) do
tempero especial, leve ao fogo para derreter. Escorra os camarões e sirva
com o molho de manteiga e gomos de limão.
ABC da Alimentação
Saudável
Aline Petter Schneider
Uma alimentação, quando adequada e variada, previne deficiências
nutricionais, e protege contra doenças infecciosas, porque é rica em
nutrientes que podem melhorar as defesas do organismo. Nutrientes são
compostos químicos encontrados nos alimentos que têm funções específicas,
funcionam associadamente, e se dividem em:
macronutrientes: carboidratos, proteínas e lipídeos;
micronutrientes: vitaminas e sais minerais.
Carboidratos
De uma forma geral, todos os grupos de alimentos exceto as carnes, os
óleos, as gorduras e o sal, possuem carboidratos. Estes podem ser:
Simples: como os açúcares e o mel: Os açúcares simples não são necessários
ao organismo humano, pois apesar de ser fonte de energia, esta pode ser
adquirida por meio dos carboidratos complexos. Sendo assim, é importante
diminuir as quantidades de açúcares simples adicionados aos alimentos.
Complexos: presentes principalmente nos cereais (arroz, pão, milho),
tubérculos (batata, beterraba) e raízes (mandioca, inhame), os quais
representam a mais importante fonte de energia e, por esta razão,
recomenda-se o consumo de seis porções diárias desse tipo de alimento, o
que representa em torno de 60% do total de calorias ingeridas.
Fibras
Uma alimentação saudável deve incluir os carboidratos complexos e fibras
alimentares em maior quantidade do que os carboidratos simples. Na sua
forma integral, a maioria dos alimentos vegetais como grãos, tubérculos e
raízes, as frutas, verduras e legumes contêm fibras, as quais são
benéficas para a função intestinal, reduzem o risco de doenças cardíacas,
entre outros diversos benefícios.
A quantidade de fibras na alimentação é uma medida de uma alimentação
saudável. As frutas, legumes e vegetais são ricos em vitaminas, minerais e
fibras, necessitando-se consumir, diariamente, três porções de frutas e
três porções de legumes e verduras. É importante variar o consumo desse
tipo de alimento, tendo em vista que o consumo regular e variado,
juntamente com alimentos ricos em carboidratos menos refinados (pães e
arroz integrais), oferecem quantidade significante de vitaminas e
minerais, aumentando a resistência a infecções. Além das vitaminas e
minerais, as verduras e os legumes também contêm componentes bioativos,
alguns dos quais especialmente importantes para a saúde humana, podendo
reduzir o risco de doenças, inclusive as doenças cardíacas e o câncer.
Proteínas
Origem vegetal: leguminosas como feijão, soja, grão-de-bico, lentilha, são
alimentos fundamentais para saúde, por serem um dos alimentos vegetais
mais ricos em proteínas. Entretanto, estas proteínas são consideradas
incompletas, ao contrário das proteínas de origem animal, necessitando
então, de combinações de alimentos que completem entre si os aminoácidos,
tornando-se combinações de alto valor protéico como, por exemplo, a
combinação de duas partes de arroz para uma parte de feijão.
Origem animal: carnes, leite e derivados, aves, peixes e ovos são
proteínas completas, ou seja, contêm todos os aminoácidos de que os seres
humanos necessitam para o crescimento e manutenção do corpo. São também,
entre outros nutrientes, importantes fontes de proteína de alto valor
biológico sendo, assim, necessário o consumo diário de três porções de
leites e derivados e de uma porção de carnes, peixes ou ovos. As carnes
selecionadas para o consumo devem ser aquelas com menor quantidade de
gordura (magras, sempre retirando as peles e gorduras visíveis), sendo
consumidas moderadamente, devido ao alto teor de gorduras saturadas e
colesterol.
Ferro e Cálcio
As carnes em geral, principalmente os miúdos e vísceras, possuem alta
biodisponibilidade de ferro, ou seja, a quantidade de ferro ingerida que
será efetivamente utilizada pelo organismo é significativamente grande. O
leite e seus derivados, além de fonte de proteínas e vitaminas, são as
principais fontes de cálcio da alimentação. Este nutriente é fundamental
para a formação e manutenção óssea ao longo da vida, prevenindo futuras
complicações como a osteoporose.
Gorduras
Lipídeos: As gorduras são de diferentes tipos, e podem ou não ser
prejudiciais à saúde, dependendo do tipo de alimento. A gordura saturada
está presente em alimentos de origem animal, e seu consumo deve ser
moderado. As gorduras trans que são obtidas pelo processo de
industrialização dos alimentos, a partir da hidrogenação de óleos
vegetais, são prejudiciais à saúde. O consumo excessivo deste tipo de
alimento pode acarretar doenças cardiovasculares, excesso de peso,
obesidade, entre outras. As gorduras insaturadas, presentes nos óleos
vegetais, não causam problemas de saúde, exceto se forem consumidas
exageradamente. São fontes de ácidos graxos essenciais, ou seja, podem ser
produzidos pelo organismo, sendo assim necessárias para a manutenção da
saúde.
Colesterol: O colesterol é uma gordura que está presente apenas em
alimentos de origem animal, e é componente estrutural de algumas partes do
organismo humano, sendo ele capaz de sintetizar o suficiente para cobrir
as necessidades metabólicas, não sendo indicado o consumo desse composto.
O alto consumo deste pode acarretar doenças cardiovasculares.
Sal
O sal de cozinha - cloreto de sódio - utilizado como tempero e conservação
de alimentos, contém sódio em sua composição, bem como outro tempero
atualmente muito utilizado, o glutamato de sódio - este mineral quando
consumido em excesso é prejudicial à saúde. Sendo assim, recomenda-se a
redução no consumo de alimentos com alta concentração de sal, como
temperos prontos, caldos concentrados, molhos prontos, salgadinhos, entre
outros.
Água
A água é um nutriente indispensável ao funcionamento do organismo; a
ingestão de, no mínimo, dois litros diariamente é altamente recomendada.
Ela desempenha papel fundamental na regulação de muitas funções vitais do
organismo, incluindo regulação da temperatura, transporte de nutrientes e
eliminação de substâncias tóxicas. Recomenda-se a ingestão de 6 a 8 copos
de água por dia.
Atividade Física
É muito importante a prática de exercícios físicos regularmente, aliada a
uma alimentação saudável, o que previne o sobrepeso e a obesidade, além de
trazer benefícios para saúde mental e emocional. As pessoas fisicamente
ativas são profissionalmente mais produtivas, e desenvolvem maior
resistência a doenças.
Para ter uma vida saudável, associe sempre uma alimentação equilibrada,
com o consumo de água e a prática de atividades físicas regularmente.
Assegurando, assim, o aumento da imunidade, o peso ideal e a prevenção de
doenças.
Aline Petter Schneider
Colaboraram com esta edição:
Claudia Almeida, Sheila Fonseca, Lúcia Falci "Tia Lúcia",
Karoline Bueno, Simone Monteiro, Ricardo Dominguez, Paulo Salerno,
Daniel Gomes, Almandrade, Robson Lopes, Enio Leite, Frederick Van Amstel,
Aline Petter Schneider e Arielen Lefay.
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