9ª Edição / 2009 Início
  ISSN 1982-7245
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9ª Edição - Jan 2009

 

Capa

 

Modelo: Camila Oliveira

Agência: NitiModels

Make-up: Ricardo Dominguez

Fotografia: H.Navarro

 

Informações

ContatoZine é uma revista de publicações artísticas, todo seu conteúdo é de responsabilidade, exclusiva, de seus autores.

Para mais informações, liguem para (21) 2612-3944 ou enviem uma mensagem eletrônica para: mail@contatozine.com.br

 

Jacques H. Lartigue (1894-1986)
Texto retirado do site Wikipedia

A Fotografia é magica!

Suas fotos parecem sair de um álbum de família aristocrática e abastada, mas devido seu olhar atento e afiado, muitas vezes surrealista, fornece uma coleção ímpar da história do início dos novecentos. Suas tomadas tem paixão; paixão pela família, pelo movimento, pela arte e pelas imagens congeladas!

Em 1901 seu pai estava a tirar uma fotografia quando seu pequeno Jacques-Henri pediu para olhar sob o manto negro no qual seu pai se escondia. Erguido por seu pai, J-H. viu pela primeira vez uma imagem invertida numa câmera escura.

A surpresa não parava por aí. Após o tradicional "Sorria!", "Não se mova!", seu pai retirava a tampa da lente e contava "1, 2, 3, 4 e pronto!". Prontamente era retirada uma plaquinha negro-esverdeada de dentro da câmera e levada para um quarto iluminado por uma luz vermelha. A plaquinha era mergulhada numa solução e depois de um tempo, uma tênue imagem começava a aparecer. No início lentamente, para que depois, como num passe de mágica, surgisse aquela imagem vista no despolido da câmera!


O pequeno J-H. não sossegou enquanto não recebeu a promessa de que ganharia uma só para si. Não demorou muito para que com 7 anos, em 1901, conquistasse aquela portátil que se tornaria inseparável durante o resto da sua infância.

Clique na figura para ver o ensaio

 

FOTOGRAFIA NO DIA-A-DIA
Yuiri Bittar

Álbuns de Viagem

Quando viajamos tiramos uma grande quantidade de fotos, ainda mais hoje em dia, em plena era da fotografia digital. Isso é muito bom claro.
Antes tínhamos que carregar um monte de filmes, o que era trabalhoso, e
depois tínhamos que revelar todos, o que saia bem caro. Mas hoje tiramos 500. Mil, duas mil, á um custo muito menor, pois iremos mandar imprimir apenas as melhores. Mas é aí que surgem os problemas...

Acontece que a quantidade de fotos pode ser tão grande que nem nós
mesmos daremos conta de curtir, ou seja, ver cada uma com atenção e
admirar o que ela tem de bom. E pior, como mostrar tantas fotos aos
outros? Como dar destaque ás boas fotos?

Quando nossos amigos e parentes olham as fotos, eles folheiam ( o álbum) ou clicam (cd, pen-drive, etc) numa velocidade estonteante? Não prestam atenção nas fotos? Isso acontece porque são muitas fotos, ás vezes repetitivas e não é possível discernir as boas das ruins.

A questão é a seguinte; ver muitas fotos leva muito tempo, o que causa
desinteresse. Além disso, fotos ruins vão gerando "má vontade" e não se
percebe mais as boas. E as informações vão se repetindo.

A solução? Seleção! Seleção é a palavra chave. Escolha o que seu público vai ver. É natural que façamos centenas e até milhares de fotos numa viagem, ou mesmo á trabalho. Mas é preciso extrair o melhor do trabalho para então mostrar.

Vamos então a algumas recomendações para que seu álbum de viagem faça sucesso, seja ele em papel ou digital:

1. faça uma seleção, tire fora as fotos repetitivas (mesmo que estejam boas) e as ruins;

2. tente ficar com o menor número possível de imagens;

3. crie uma ordem lógica para as fotos renomeando-as alfabeticamente;

4. se puder faça montagens com uso do Photoshop ou outro programa,
criando "quadrinhos" ou seqüências que contam algo, ou seja, numa mesma  folha, coloque mais de uma foto;

5. nas montagens deixe uma foto melhor em tamanho destacado e as
outras complementares em tamanhos reduzidos;

6. as fotos podem ser agrupadas por assunto ou até por aspectos
pictóricos;

7. coloque uma legenda simples, como o nome do local e o ano em que
as fotos foram feitas;

8. se puder ainda crie uma margem e coloque sua marca.

Veja um exemplo de fotos assim num álbum meu:
http://yuribittar.com/index.php?option=com_rsgallery2&Itemid=26&gid=39

Enfim, claro que boa parte das dicas depende de saber operar um programa de edição de imagens como o Photoshop (pago) e o Gimp (gratuito). Mas hoje em dia, para ser fotógrafo, mesmo amador, é primordial usar um software gráfico de edição de imagens, mesmo que um mais simples, como alguns que vem com os CDs de instalação das câmeras.

E para terminar lembre-se que é melhor mostrar apenas 10 fotos boas para seus amigos e parentes, ou mesmo profissionalmente, do que despejar centenas de fotos nas pessoas, mesmo que entre essas fotos hajam muitas ótimas.

--
Yuri Bittar
Designer / Fotógrafo / Historiador
http://www.yuribittar.com
http://www.2communication.com

 

 

Glossário Digital
Enio Leite
cursos, workshops e safáris fotográficos - natureza e macrofotografia

Conheça melhor esta nova nomenclatura:

ACROBAT Aplicativo desenvolvido pela Adobe que gera arquivos PDF (Portable Document Format). Podem ser visualizados pelo Acrobat Reader em qualquer computador, independente de plataforma, sistema operacional ou tipos de fonte.

ACESS TIME é o tempo que a cabeça do HD (mecanismo de gravar/reproduzir) leva para chegar a posição de operação no disco duro, e a correspondente rotação do HD até atingir a posição correta.

ADAPTADOR FLOPPY é um dispositivo parecido com um disquete, que permite ler os cartões SmartMedia ou Memory Stick através da unidade floppy de um computador.

ARTIFACT Distorção de cor que pode afetar uma imagem JPEG com alta taxa de compressão. O defeito é perceptível como um halo branco ou preto ao redor das áreas contrastadas da imagem. Este problema ocorre devido a uma má interpretação da informação da imagem durante o processo de compressão do JPEG.

ARQUIVO DIGITAL Conjunto de Informações as quais podem conter planilhas, textos, imagens etc. Usualmente, armazenamos os arquivos em mídiasópticas (CDR, CDRW,MO,etc) ou magnéticas (Disco Rígido, Zip DISK, disquetes, etc).

BALANÇO DE BRANCO Recurso destinado a pré-ajustar o equipamento em relação à iluminação utilizada. Tem o branco como referência. Muito importante!

BIT Unidade básica da informação. No sistema binário, podemos representar apenas dois valores: 0 (zero) e 1 (um).
8 bits = 1 byte
1024 bytes = 1 KB
1024 kbytes = 1MB
1024 megabytes = 1 GB
1024 Gigabytes = 1 Terabyte

BITMAP Uma imagem "bitmapeada" é aquela na qual registramos as informações (cor e posicionamento) de cada pixel, utilizando uma matriz bidimensional (mapa X/Y).

BMP Formato de gravação de arquivos, difundido pelo Microsoft Windows, no qual as informações são gravadas utilizando um "bitmap".

BYTE Conjunto de 8 bits. Também conhecido como "palavra". 8 bits = 1 byte / 1024 bytes = 1 KB / 1024 kbytes = 1MB / 1024 megabytes = 1 GB / 1024 Gigabytes = 1 Terabyte

BUFFER O buffer é um dispositivo que funciona como a memória RAM da câmera digital onde as imagens ficam temporariamente arquivadas antes de serem gravadas no cartão de memória. É responsável pelo recurso de fotos seqüenciais, pois trata-se de um tipo de memória extremamente rápida, permitindo que o tempo entre um disparo e outro seja curto.

BURST MODE OU CONTINUOUS MODE Modo de disparo contínuo, para capturar várias imagens consecutivas, apertando o disparador uma única vez. Útil em fotojornalismo e fotos de ação, para captar seqüências de imagens em movimento.

CÂMERA DIGITAL Equipamento semelhante a uma câmara convencional, porém registra as imagens através de um CCD, ao invés de um filme fotográfico. As cargas elétricas registradas pelo CCD são convertidas pelo Conversor Analógico/Digital e, posteriormente, armazenadas em cartões.

CANVAS Em alguns softwares o canvas refere-se ao tamanho da imagem. Em outros, refere-se a uma função na qual podemos ajustar o tamanho da imagem sem alterá-la, ou seja, adicionando bordas.

CARTÃO DE ARMAZENAMENTO Meio de armazenamento normalmente utilizado pelas câmaras digitais. Entre os vários modelos podemos citar: ATA PCMCIA, Smartmedia e Compact Flash. Nota: No passado, algumas câmaras utilizavam disquetes, porém com o incremento da resolução das câmaras, isto passou a ser inviável, pois o disquete possui um espaço limitado de armazenamento e os arquivos passaram a ser maiores.

CCD (CHARGE COUPLE DEVISE) Dispositivo eletrônico feito de milhões de pequenos sensores (fotocélulas), que converte a energia luminosa em impulsos elétricos. Funciona como uma espécie de olho da imagem digital.

SUPER CCD Criado pela fujifilm. Trata-se de uma derivação do ccd com os pixel em formato octagonal e dispostos de forma que a densidade seja maior sem aumentar o número de pixels. Ou seja, uma câmera com a tecnologia Super ccd oferece maior resolução com menor número de pixels.

DEFINIÇÃO ver resolução

DIGITALIZAÇÃO processo no qual convertemos imagens convencionais em BitMap.

DISCO FLEXÍVEL (disquete): Disco magnético utilizado para armazenamento de dados. Pouco utilizado no processo de imagens, pois possui pequena capacidade de armazenamento.

DISCO JAZ Meio de armazenamento desenvolvido pela IOMEGA, no qual podemos registrar uma grande quantidade de informações. Em outras palavras, podemos defini-lo como um disco rígido, acondicionado em um cartucho.

DISCO MAGNETO ÓTIPCO Meio de armazenamento que utiliza ambas tecnologias: Magnética e Ótica. Desta forma, podemos utilizá-lo como uma mídia magnética, ou seja, efetuando regravações, porém com a alta integridade da tecnologiaóptica.

DISCO ZIP disco magnético de alta capacidade de armazenamento. A alta capacidade de armazenamento, em uma mídia flexível, somente foi possível devido ao uso da tecnologia ATOMM. Tal tecnologia foi desenvolvida e aplicada pela FUJIFILM em fitas magnéticas, e, posteriormente, aplicada ao ZIP. Devido a detenção da tecnologia, todos os "cookies" (parte interna) dos discos ZIP são fornecidos pela FUJIFILM.

DROPOUT é o mais comum e chato problema do vídeo. Partículas de metal desprendem-se da camada de óxido sobre a superfície do tape, produzindo ruído eletrônico na imagem e problemas de sincronismo.

DUAL MEGAPIXEL é a designação utilizada para câmaras digitais que possuem mais de 2 (dois) milhões de pixels.

CLONE(cloning) Ferramenta presente na maioria dos programas de manipulação de imagens, a qual é utilizada para fazer cópias fiéis de determinadas regiões. Trata-se de uma das ferramentas mais utilizadas para restauração de imagens, sendo normalmente representada por um carimbo.

CMOS (COMPLEMENTARY METAL OXIDE SEMICONDUCTOR) sensor alternativo ao ccd, mais barato, presente nas câmeras digitais mais baratas. É considerado menos eficiente que o ccd. Entretanto, apresenta menor consumo de energia.

CMYK Espaço de cor no qual são utilizadas as cores subtrativas: Ciano, Magenta e Amarelo, aliadas ao preto.

COMPACT DISK Espécie de mídia óptica a qual permite a gravação de dados. Basicamente, utilizamos dois tipos de CD: CD-R: permite apenas uma gravação, ou seja, o disco pode ser gravado até a totalidade do seu espaço, porem não há como apagar as informações. WORM (Write once Read Many) CD-RW: permite a regravação das informações.

COMPRESSÃO DE ARQUIVOS Processo no qual reduzimos o tamanho dos arquivos em bytes. Este processo pode ser realizado "COM" ou "SEM" perda de informação. O processo sem perda de informações utiliza programas de compactação, os quais analisam os dados no formato armazenado (binário), por exemplo WINZIP. O processo de compactação com perda, utiliza algoritmos os quais analisam a imagem.

CONVERSOS ANALÓGICO DIGITAL Dispositivo usado em câmeras digitais e scanners para quantificar as cargas elétricas registradas pelo ccd. Converte o sinal analógico para o digital.

CROPPING Processo de corte de uma imagem digital.

CRT Tubo de Raios Catódicos. Trata-se do tubo utilizado nos monitores de vídeo.

CURSOR Objeto gráfico o qual normalmente possui formato de seta, permitindo identificar a posição do mouse.

DPI (DOTS PER INCH) Pontos por polegada. Unidade usada para impressão. Refere-se à quantidade de pixels que estão dispostos em uma polegada.

DYE SUBLIMATION processo de impressão no qual os pigmentos de cores são aplicados a um papel base, através da sublimação dos mesmos.

DUAL MEGAPIXEL Designação utiliza para câmaras digitais que possuem mais de 2 (dois) milhões de pixels.

ESPECTRO VISÍVEL parte do espectro eletromagnético o qual é visível ao olho humano.

FEATHER efeito digital usualmente aplicado para atenuar áreas de transições entre imagens.

FILM RECORDER ver gravador de filme.

FILTROS DIGITAIS Algoritmos os quais podem ser aplicados as imagens, visando obter determinados efeitos ex: posterização, nitidez, etc.

Fotomultiplicador dispositivo eletrônico fotosensível, superior ao CCD, principalmente nas s áreas de sombra. Este tipo de sensor está presente somente em Scanners de Cilindro, destinados ao mercado Gráfico, como por exemplo a linha Celsius da FUJIFILM Eletronic Image.

FIREWIRE Porta de conexão de alta velocidade para transferência de grande quantidade de dados. O firewire, também conhecido por ilink está um passo à frente do USB, devido à alta taxa de transferência: 420 Megabits por segundo, contra 12 Megabits por segundo na conexão USB.

GRAVADOR DE FILME Equipamentos destinados a efetuar a sensibilização de filmes ou chapas fotográficas, através de arquivos digitais. Existem basicamente dois segmentos: CRT e LASER. Resumidamente, podemos dizer que exposição através de CRT consiste em projetar a imagem em um pequeno monitor de alta resolução e fotografá-lo.

HIGHLIGHT área de altas luzes da imagem

HISTOGRAMA Gráfico onde é possível visualizar a exposição e fazer ajustes de contraste, densidade e brilho.

INDEX PRINT cópia fotográfica contendo imagens em formato miniatura (versão melhorada dos antigos contatos). Há impressoras que fazem o index print direto dos cartões de memória sem precisar passar pelo computador, minilab ou estação digital.

INTERPOLAÇÃO Método usado por softwares de imagens, tanto no PC quanto em algumas câmeras digitais para aumentar o número de pontos e portanto, a resolução da imagem. O processo consiste na criação de novos pixels baseado nos valores dos pixels vizinhos.

I.D.E. (Integrated Drive Eletronics): Padrão adotado em discos rígidos que possuem a controladora integrada diretamente na placa dos circuitos de controle do mecanismo.

ISO Nas câmeras digitais a sensibilidade depende do sensor CCD ou CMOS e de um ajuste no conversor A/D para amplificar os sinais elétricos. Uma das vantagens das câmeras digitais modernas é poder selecionar o ISO a cada foto, o que não acontece com o filme. Filmes de alta sensibilidade produzem grãos visíveis. ) ISO digital mais alto pode fazer surgir “”ruídos” (impurezas eletrônicas).

LAÇO ferramenta gráfica utilizada para recorte de imagens, presente na maioria dos programas de manipulação de imagens.

LAYER Recurso o qual permite manipular imagens digitais em camadas distintas.

L.C.D. Visor de Cristal Líquido. Este dispositivo está presente na maioria das câmaras digitais voltadas ao mercado amador.

MAGIC WAND ferramenta utilizada para seleção de áreas através da semelhança dos pixels. Também conhecida como "Varinha Mágica"

MEGA PIXEL Designação de Câmaras Digitais que registram mais de 1 (um) milhão de pixels.

MEMÓRIA BUFFER Presente em alguns modelos de câmera para armazenar imagens temporariamente. Permite fotografar mais rapidamente e continuamente (modo Burst). Há dois tipos de buffers: o que armazena a imagem já procesada em “jpeg” e o que armazena a imagem ainda em formato “raw”, antes de processá-la.

MOIRE Efeito indesejável, semelhante ao ruído que surge quando efetuamos a digitalização de materiais gráficos.

MPEG (MOTION PICTURE EXPERTS GROUP) Formato de compressão para arquivos de vídeo digital e animação. Recurso disponível em muitas câmeras digitais.

MOIRÉ DIGITAL Um efeito semelhante ao que acontecia no filme de fotolito também pode ocorrer na imagem digital: a formação de texturas ondulares. NTSC padrão de cores utilizado no sistema norte americano de TV.

NOISE trata-se de um defeito na imagem digital produzida por sinais elétricos que deixam uma espécie de granulação indesejável.

PAL sistema de cores para TV utilizado nos principais países da Europa.

PCX Formato de cores originalmente utilizado no software PaintBrush.

PDF Formato de arquivo o qual permite representar imagens vetoriais e BitMap. Sua aplicação é muito difundida na preparação de catálogos, folhetos e manuais digitais.

PICT formato de arquivo utilizado para transferência de arquivos entre aplicativos para Macintosh.

PDA (PERSONAL DIGITAL ASSISTANT) São os hand helds (palm top), organizadores pessoais que a exemplo dos celulares estão se tornando multifuncionais. Alguns já vêm com câmera digital integrada e conexão sem fio.

PictroGrafico Processo de impressão criado pela FUJIFILM o qual utiliza um papel Receptor, um doador (donor) e água destilada. A impressão é efetuada através de 3 canhões de laser e, posteriormente, a imagem é transferida através de um processo térmico. A evolução deste processo permitiu a criação do Minilab Digital FRONTIER.

PIXEL (PICTURE ELEMENT) É o menor elemento da câmera digital. Quanto mais pixels tiver uma imagem, mais detalhe terá e melhor será sua resolução. Megapixel: 1 milhão de pixels.

Plug-in Trata-se de um software que trabalha em conjunto com outro. Normalmente, estes softwares são desenvolvidos por terceiros para controlar dispositivos ou implementar novas funções.

PROCESSADOR Circuito integrado o qual pode ser programado para executar tarefas de manipulação e processamento de dados. Em aplicações de manipulação de imagens, usualmente utilizamos processadores da linha Power PC, presente nas máquinas Apple-Macintosh, porém não podemos desprezar a relação custo/benefício do uso de máquinas baseadas em processadores Intel (linha Pentium).

PROFUNDIDADE DE PIXEL Trata-se de um dos atributos do pixel. A profundidade está relacionada a capacidade de representação de cores. 1 bit = 2 cores (branco ou preto) / 8 bits = 256 cores (escala de cinza) / 24 bits (8 bits R + 8 bits G + 8 bits B) = 16,7 milhões de cores.

RAW Câmeras digitais mais modernas, principalmente as de uso profissional, oferecem este modo de gravação. No formato “raw” os dados são gravados a partir do sensor, na sua forma bruta, sem processamento, sem compressão, sem interpolação. Gera arquivos menores que o formato tiff. Considerado o “negativo digital” por guardar todas as características da imagem na captura. “Raw” em inglês significa “cru”, “em estado natural”. Para preservar a estabilidade do arquivo, abra-o, trate-o e salve com outra extensão, no photoshop.

RAM (Random Access Memory): Esta é a memória principal do computador, sendo que ela é a responsável por armazenar os programas, enquanto os mesmos estão sendo executados. Sistemas operacionais gráficos, combinados com programas de manipulação de imagem, exigem uma grande quantidade de memória RAM.

RECORTAR E COLAR Função na qual delimitamos uma área de uma imagem e a aplicamos em outra.

RESOLUÇÃO A resolução refere-se a densidade de pixels em uma imagem. Em Scanners, utilizamos como unidade de medida o DPI, ou seja, a quantidade de pontos no espaço de uma polegada. Em câmaras digitais, a resolução é expressa pela quantidade total de pixels da imagem gerada.

RESOLUÇÃO ÓPTICA Resolução real de uma câmera ou scanner. É o número de pixels que pode ser gravado.

RESOLUÇÃO INTERPOLADA recurso de cálculo para ampliar o tamanho da imagem, no qual os pixels são analisados para efetuar a adição de outros extras. Comum em scanners.

RESTAURAÇÃO DE IMAGENS Processo no qual utilizamos dos recursos do programas de manipulação de imagens para recuperar áreas perdidas, bem como, danificadas de imagens.

RGB: Espaço de cor descrito pelas cores primárias aditivas Red (vermelho), Green (verde) e Blue (azul)

RS232: padrão de comunicação de dados em forma serial, ou seja, os dados são transmitidos por uma única via, um após ao outro.

SANGRAMENTO Termo utilizado para impressões que se estendem além do tamanho do papel.

SCANNER Dispositivo utilizado para digitalizar imagens. Tais dispositivos podem utilizar CCD ou Fotomultiplicadores, sendo que este último possui custo mais elevado. Além disto, podemos classificar os Scanners pelo tipo de original que os mesmos podem digitalizar.

SCSI (Small Computer System Inferface): Trata-se de um padrão de conexão de periféricos onde cada periférico possui sua própria controladora. Desta forma, a interface de conexão dedica-se a gerenciar a troca de dados com o computador. Devido a atualização tecnologia, existem vários padrões de interfaces: SCSI 1,2 (Fast,Wide,Fast Wide), Ultra SCSI, Ultra2 SCSI, Ultra 3 SCSI)

SECAM Sistema de televisão utilizado na França.

SERRILHADO Efeito indesejável o qual surge em imagens de baixa resolução, também conhecido como pixelação. Neste efeito é possível observar os pixels ("quadradinhos"), devido à falta de definição.

SERVIDOR Microcomputador o qual executa um sistema operacional de rede, usualmente dotado de grande capacidade de armazenamento e responsável por serviços de comunicação e impressão.

SHADOW áreas de sombra de uma imagem

SHARPNESS referente à nitidez/foco de uma imagem

SISTEMA OPERACIONAL trata-se de um conjunto de programas dedicados a controlar e efetuar as operações básicas do microcomputador. Em outras palavras, o Sistema Operacional é responsável por criar a interação entre aplicativos e hardware. Existem sistemas operacionais os quais foram aperfeiçoados para o trabalho em rede, dentre eles podemos citar o Windows Nt Server.

SuperCCD Trata-se de uma evolução do CCD convencional. Tal dispositivo, foi desenvolvido pela FUJIFILM e visa criar câmaras digitais com melhor nitidez. A grande diferença em relação ao CCD convencional, refere-se as fotocélulas, as quais possuem novo formato e disposição.

TEMPLATE são molduras criadas, utilizando motivos variados (calendários, datas comemorativas, etc), visando a fusão em imagens digitalizadas. As maiores aplicações são em estações digitais de auto atendimento, por exemplo Picture Plus, bem como em Minilabs Digitais, por exemplo FRONTIER.

TWAIN padrão de comunicação utilizado pela maioria dos scanners e câmaras digitais. Este padrão permite que efetuemos a aquisição de imagens diretamente do software de manipulação.

ZOOM DIGITAL Recurso eletrônico em que se amplia a área central da imagem. Em alguns modelos de câmera digital pode ainda somar a interpolação.

ZOOM ÓPTICO Quando se usa a lente zoom óptica normal convencional que altera o cumprimento focal. As câmeras digitais com mais recursos têm zoom digital e óptico.

Artigo originalmente publicado na Revista “ Photo & Câmera”, N. 03, Ano 1.
AUTOR: Prof. Enio Leite. Focus - Escola de Fotografia
© Todos os direitos reservados para FOCUS ESCOLA DE FOTOGRAFIA.
http://www.escolafocus.net

 

A ARTE NO COTIDIANO E SUA IMPORTÂNCIA NO PROCESSO EDUCATIVO
Adriana Silva


A presença da Arte no dia-dia.
Em que mundo vivemos? O que temos a nossa volta? O que vemos? O que ouvimos? Que objeto usamos?

Estamos mergulhados em um mundo repleto de "sonoridade, imagens, objetos, construções, estímulos e exigências".

Se nos detivermos um pouco nas questões, poderemos perceber que por trás do CD que ouvimos, da música cantada no rádio, ou na TV, da trilha sonora de um filme,ou mesmo dos efeitos sonoros de uma propaganda, a todo um processo de criação de interpretação vocal e instrumental e de tratamento dos sons realizados, na maior parte, por músicos ou por especialistas nas áreas técnicas do fenômeno sonoro, que também envolvem criatividade, julgamento estético, sensibilidade e expressão.

Enfim podemos perceber que a arte é parte integrante de cada instante que vivemos.

Adriana Silva
http://www.webartigos.com/authors/4445/Adriana-Silva

 

CAMINHAR - Um ótimo exercício
Aluísio Menin Mendes
      


Caminhar Você provavelmente deve ter feito isto sozinho antes mesmo de completar um ano de idade, mas por que, atualmente, os estudiosos do movimento vem falando tanto sobre este tipo de atividade física como benéfica para a saúde? Porque talvez seja a forma mais fácil de colocar nosso corpo em movimento, já que não existem grandes restrições (custos, vestimentas, calçados); basta querer e a possibilidade de lesionar-se é muito pequena.

Mas, embora uma atividade simples, que todos podem realizar voluntariamente, é importante que quando se utilize o andar como forma de exercício físico se tenha alguns cuidados básicos que este artigo se propõe a destacar. Muitos deles você provavelmente já conheça.

Então, somente para relembrar ou reforçar aqui vão alguns:

Antes de iniciar a caminhada:
Escolha um horário do dia que preferir (manhã ou tarde) em que o sol esteja mais ameno;
Procure colocar uma roupa confortável (leve e clara). Se estiver frio ou ventando, agasalhe-se;
O calçado é muito importante. Quando caminha num ritmo rápido, você dá cerca de 120 passos por minuto; agora multiplique pelo número de minutos que pretende caminhar e verá que se o calçado for inadequado, quantas vezes seus pés sofrerão maus tratos. Tênis são os mais indicados;
Mesmo que não tenha sede, sempre tome um pouco de água antes de iniciar a caminhada, pois, quando sentí-la, seu corpo já está com falta de água. Se pretende caminhar bastante tempo e/ou está muito quente, levar uma garrafinha com água é uma boa idéia;

Durante a caminhada:
Nunca inicie muito rapidamente. Dê um tempo (pelo menos uns 5 minutos) para aquecer seu corpo antes de intensificar seu ritmo;
A vantagem desse tipo de atividade é que você pode concentrar-se em vários aspectos do seu corpo, como: colocação dos pés (tocar os calcanhares primeiro no solo), postura ereta, olhar dirigido à frente, balanço dos braços alternados com pernas, palmas das mãos voltadas para as laterais das coxas, respirar profundamente inspirando pelas narinas, ou ainda apenas observar a paisagem, ou conversar com alguém;
Sempre que caminhar com alguém, um dos dois estará num ritmo que é mais acelerado, ou menos, do que seria ideal para você. Então, como não existem duas pessoas exatamente iguais, é mais difícil ainda encontrar alguém com o mesmo nível de condicionamento físico. O melhor a fazer é curtir a conversa, evitando falar de problemas ou aborrecimentos enquanto caminha. Quando você exercita seu corpo, seu cérebro também que ser bem tratado. A caminhada tem que ser algo agradável para você.
Se for sozinho, avise alguém, e, caso não se sinta bem durante a caminhada, não continue. Por isso, mesmo com o inconveniente de você estar com alguém com pernas mais curtas ou compridas que as suas, é melhor ter companhia.
Se faz muito tempo que não faz exercícios (sedentário), não tente compensar todos os excessos que cometeu no final de semana, ou a falta de exercícios dos últimos meses, apenas num dia; vá com calma! Não existe nada que diga que você tem que ir até determinado ponto. O ideal é você prestar atenção às respostas que seu corpo lhe dá; aprenda a escutá-lo. Não peque por excesso, você pode sentir-se atordoado, desmaiar ou ganhar uma tendinite. Respeite seus limites.

Depois da caminhada:
Mais uma vez, tome água; você não perde água pelo corpo apenas suando, respirando também você estará perdendo água;
Realizar uma série de alongamentos (exercícios para manter ou desenvolver a flexibilidade do seu corpo) será ótimo neste momento. porque você está aquecido e estará trazendo seu corpo gradativamente a condição de repouso;
Se faz tempo que não faz atividades físicas, não sente ou deite-se logo que termina a caminhada, fique pelo menos uns 10 minutos em pé ou caminhando mais lentamente para trazer todo seu metabolismo o mais próximo das condições que você estava.

Finalizando, esperamos que você perceba mais seu corpo, procure sentí-lo e, quem sabe, a caminhada é o primeiro passo para exercícios ou atividades mais intensas (correr, jogar futsal, ou entrar numa academia de ginástica). Afinal, nosso corpo foi feito para movimentar-se e a caminhada, embora seja uma atividade fácil, que não exige nada além da força de vontade e alguns minutos, é apenas um dos tipos.

Caminhe mais e seu corpo e mente agradecerão por serem bem cuidados!

Aluísio Menin Mendes

 

Lassi de Maracujá
Lúcia Falci (Tia Lúcia)


Ingredientes:
2 copos de iogurte natural
5 gotas de essência de rosa
1 semente de cardamomo
1 maracujá

Modo de preparo:
Pegue todos os ingredientes e bata no liquidificador, até misturar e formar um líquido mais espesso. Não coloque gelo, não há a necessidade.
Receita e foto cedidas pelo Delhi Palace Restaurante

 

Retoque Básico no Photoshop #2 - Curvas
Daniel Gomes


Continuando a série sobre edição de imagens, vou iniciar o processo passo a passo. Falarei um pouco sobre curvas e mostrarei como usei a ferramenta nesse caso específico.

Sempre é bom lembrar que estou mostranto apenas um modo de fazer os ajustes, existem outras maneiras de se chegar ao mesmo resultado. O Software que estou utilizando é o Photoshop CS2 e os arquivos base (JPG e PSD) podem ser encontrados no fim do post.



Para que quiser entender mais sobre curvas, como elas funcionam e pra que servem, vou deixar alguns links. É importante ler sobre o assunto, já que estarei explicado o processo passo a passo, mas não me aprofundarei no assunto de curvas, apenas no processo. O assunto é bem complexo e precisaríamos de um, ou mais de um post, apenas para explicar as curvas.

Bem, vamos ao processo….



Essa imagem mostra a imagem base (fig. 01) e o resultado que conseguiremos no fim dessa etapa (fig. 02). Notem como a primeira imagem estam com contraste reduzido, cores mais lavadas e falta de vida. As vezes isso não é tão perceptível, e só notamos quando olhamos o histograma, ou quando comparamos.

1. O primeiro passo é abrir a imagem no photoshop. No menu superior selecione, File >> Open, ou clique (Ctrl+ O), e escolha a imagem JPG que disponibilizei.

2. Após a análise da imagem, já teremos uma boa idéia do que será preciso. Verifique se a janela dos layers (fig. 03) está aberta. Caso não esteja, vá para o menu Window >> Layers, ou clique F7.



3. A imagem JPG irá aparecer como o Layer “Background”, na janela de layers. Nós agora iremos criar um layer (camada) que irá sobrepor o layer backgroud. Na lista de layers, ele ficará acima do background. O Layer que iremos criar é chamado “Adjustment Layer” a função dele é aplicar um ajuste na imagem, sem destruí-la ou alterar o conteúdo original.

Vá, no menu superior, em Layer >> New Adjustment Layer >> Curves.



4. Com isso, criamos um layer de ajuste de curvas e imediatamente a janela de ajuste de curvas aparecerá. Agora vamos ajustar a curva e corrigir nosso contraste e cor. Observem que a curva poderá ser ajustada no canal RGB (todas as cores juntas) (fig. 04) e nos canais RED, GREEN e BLUE, independentemente (fig. 05). Os canais deverão ficar como mostrado nas fig. 04 e 05. Para alterar a curva, precisamos selecionar um ponto nela e mover com o mouse.



5. A imagem já ganhou mais contraste, e com isso as cores ficaram mais vivas. Corrigimos os tons de pele.

As curvas são um pouco chatas de se entender, e como disse, o objetivo é mostrar o processo. Em outra ocasião falarei mais sobre elas. Brinquem com elas, criem diversos pontos e analisem o resultado, assim, aos poucos, sua forma de funcionamento ficará mais clara (fig. 04).

Se você sabe inglês, por favor, visite os links que deixei no início do post…sua fotografia irá melhorar muito, eu prometo.

6. Vá em File >> Save, ou clique (Ctrl + S) e grave a imagem em formato .PSD (arquivo do photoshop), assim os layers criados ficaram preservados.

Abraços e uma ótima semana a todos.

Daniel

 

 

Celebriän

Arielen Lefay

Inspirado no mágico universo das Ninfas, criaturas da mitologia grega que são guardiãs da natureza, o figurino remete a leveza e feminilidade.

O nome Celebriän é foi inspirado no clássico do cinema do Senhor dos Anéis, baseado no livro J.R.R. Tolkien, que trata de temas relacionados à Nova Era, e a criaturas míticas.


 

Clique na figura para ver o ensaio 

Ficha Técnica:
Modelo: Marcelle Dias
Figurino, fotografia, produção: Arielen Lefay
Edição: Claudio Enne e Ms Calil
Local: Bananeiras, Silva Jardim RJ

 Nascida em Rio Bonito, no interior do estado do Rio de Janeiro, a jovem figurinista, Arielen Lefay, hoje desenvolve na cidade do Rio de Janeiro seu trabalho.

Sua experiência com figurinos começou em 2004 com o grupo SoMu de RiBa, e mais tarde cursou desenho de moda com a professora Alexandra Cartaxo.

 

A LINGUAGEM DA FOTOGRAFIA
Clovis Loureiro

A linguagem da fotografia é a linguagem do ver. Do visto. O que, afinal, um fotógrafo expressa é o seu modo de ver o mundo. E podemos ver com mais ou menos inteligência, com mais ou menos sensibilidade, com mais ou menos originalidade, mais ou menos espontaneidade.

A linguagem da fotografia é a linguagem do ver. Do visto. O que, afinal, um fotógrafo expressa é o seu modo de ver o mundo. E podemos ver com mais ou menos inteligência, com mais ou menos sensibilidade, com mais ou menos originalidade, mais ou menos espontaneidade.
Ver é um ato intencional e criativo, exige vontade e motivação interior. Geralmente os fotógrafos são pessoas que se deleitam com o ver. Ver com profundidade significa compreender.
Alguém caminha por uma ampla calçada a beira mar, numa tarde serena. De repente, vê à sua frente um banco vazio, umas pedras emergindo da água e uma pequena árvore seca que, desde o ponto de vista em que se encontra, estão harmoniosamente dispostas no espaço. ( fotografia 1) Ele compreende que aquela imagem é ele mesmo naquele momento, é aquela tarde, é aquela experiência. Isto é a fotografia. A experiência pode adquirir graus cada vez maiores de complexidade, ou pode ser simples como um sorriso. E desta maneira variam as fotografias.
Então tudo o que temos a fazer é, basicamente, desenvolver a nossa observação, afirmar a nossa atenção. É graças a curiosidade, à observação minuciosa e uma certa engenhosidade no olhar que se chega à percepção de imagens significativas. Estar alerta é importante. Estar presente. Se estamos perdidos em pensamentos, a realidade (pelo menos a visível) se nos escapa dos olhos. E da câmera. A fotografia é enfim a testemunha da qualidade do nosso ver.
Não vemos, porém, apenas com os nossos olhos. Podemos fazê-lo com a totalidade do nosso ser. Ver é sempre dinâmico. Reconhece e descobre objetos. Cria relações e atribui significados. Projeta nossas fantasias, evoca nossos sentimentos e provoca reações. Reagimos: fotografamos.
A cada maneira de ver corresponde uma linguagem fotográfica, e a parte `a limitação da necessidade do mundo se manifestar a nossa frente, suficientemente iluminado, para que o fotografemos, não há limites para a linguagem fotográfica. Sempre inventamos novas maneiras de ver.
A fotografia nasce da capacidade de maravilharmo-nos, de encontrar sentido, de deixarmo-nos tocar por aquilo que vemos. Como já afirmaram muitos fotógrafos não há nada a fazer, a não ser estar presente, estar aberto ao mundo sentir-se implicado com aquilo que se vê.
Fotografia é imagem. Mas não apenas. Ela é o tempo detido, é a memória. É a evidência da luz que incidiu sobre um objeto específico, num lugar específico, num momento específico. Se por um lado isto soa como uma limitação, por outro é o próprio mistério da fotografia. Aquilo que vemos numa foto aconteceu. Às vezes de uma maneira que não sabemos como ou porque a fotografia não explica. Mas aqueles objetos e pessoas que se gravaram sobre o filme e hoje são imagens, ontem existiram. É isso que estimula nossa imaginação.
Fotografia é a linguagem do inesperado, boas fotografias não acontecem toda hora. A fotografia é um encontro. Eis o seu sabor. Um encontro entre o fotógrafo e o momento. Uma cena e o seu reconhecimento. A fotografia trabalha com o acaso e se vale da intuição. Assim se realiza o encontro.
Tudo o que queremos ao tirar fotografias é compartilhar nossa visão do mundo e nossa sensibilidade à vida como os outros. É como dizer: olha só aquilo! E aí está todo o significado. Não há mais nada a explicar. Nada a acrescentar. O resto é por conta de quem observa a fotografia.
Num mundo tão inflacionado de imagens, a maioria delas arrogantes e fetichistas, quando não simplesmente sensacionalistas, por que não nos abrirmos àquelas fotografias sensíveis e reveladoras, cheias da autenticidade de quem se sente comprometido com a vida?

Clovis Loureiro

clovisloureiro@fotografiaconteporanea.com.br
http://www.fotografiacontemporanea.com.br
 

Contrastes de Luz
Helio Junior

Sensibilidade ao captar o forte contraste da luz sobre as formas, destacando contornos e ressaltando as tonalidades que se formam, é o que nos mostra essa seleção de fotos do jovem fotógrafo paulista Hélio Júnior.

Nesse ensaio o leitor poderá notar a sua utilização da luz e conferir um breve histórico de cada foto descrito pelo autor do ensaio. 

Contrastes de Luz por Helio Júnior:

 Entre o céu e a terra: Durante um ano, servi as forçar armadas no Amazonas. Neste novo cenário, além das belezas naturais óbvias da região, outra coisa que me chamou atenção foi a estranha convivência entre o céu e cidade de Manaus. Devido à alta umidade típica do clima local, padrões exóticos de nuvens se formavam o tempo todo, e quando interagiam com a paisagem urbana, produziam belas composições, ricas em contrastes e cores. 

Flor azul: A grande motivação desta macro foi meu apetite por fotos de alto contraste. O modo peculiar com que o Sol, caprichosamente, iluminou apenas o cacho de flor, deixando uma moldura de sombra que realça suas cores intensas, atraiu minha atenção. 

Horizontes: Esta é uma das poucas fotos em minha galeria onde não está presente o forte contraste de luz. Porém, a grandiosidade do cenário desta região serrana do estado o Rio de Janeiro não passou inerte pelos olhos de quem viajava naquele dia. Muitos carros estavam parados no acostamento da rodovia admirando a dança das nuvens por entre as montanhas.

Jóia rara: Durante uma pescaria no Rio Grande - que faz a divisa entre São Paulo e Minas Gerais - grandes balsas dragavam o fundo do rio em busca de diamantes. Por volta do meio dia, o intenso Sol que refletia nas ondulações da água, trouxe para a superfície a pedra preciosa dos fotógrafos, a luz em estado bruto.

 Medo do escuro: A proposta era simples: fotografar a silhueta de uma árvore com galhos contorcidos, registrando um antigo trauma de infância. Mas a cena que se seguiu nada teve de tranquila. Durante a fotografia, um carro em alta velocidade passou em frente ao motivo. Como se não bastasse estragar a foto, o motorista, que parecia embriagado usando o carro da empresa, teve a impressão de que havia sido multado por um radar fotográfico. Para não perder o emprego, desceu do veículo e veio decidido a destruir a câmera. Após correr muito em volta do carro tentando, realizar a “simples” tarefa de convencer o infrator que, na verdade, eu estava na beira de uma rodovia, às 11 hs da noite, usando um jaleco branco - para ser visto e ninguém me atropelar - e portando um equipamento fotográfico apenas para fotografar e não para multar as pessoas, notei que ele não acreditaria e não desistiria até pegar a máquina. Juntei as pernas do tripé em uma das mãos e disse: “Todo bem, se você quer que a câmera seja destruída, será feito! Mas vai ser na sua cabeça!”, e simulei aos berros que partiria para cima do motorista, que então assustou se e saiu correndo deixando o carro para trás. Rapidamente posicionei o equipamento, fiz o clic e fui embora. E até hoje não sei se ele voltou para buscar o carro...

Ponta negra: Registro da imensidão do Rio Negro, visto da cidade de Manaus em uma tarde escaldante. O filtro para cores quentes tenta transmitir o calor intenso que se experimenta nesta região.

Sexo frágil: A idéia deste ensaio foi tornar a luz parte integrante do objeto central. Modelos sem maquiagem usaram apenas luz natural para ocultar defeitos e realçar virtudes. Em “sexo frágil”, a luz envolve e acolhe a modelo em um afetuoso abraço, tornando-se praticamente uma segunda pessoa em foco. Dá para notar sua presença, não apenas iluminando, mas interagindo, contracenando.

Pescaria: Outono. Em minha opinião a melhor época do ano para se fotografar ambientes com água. O tempo seco, com muita poeira no ar e poucas nuvens no céu, dá ao por do sol um tom avermelhado intenso, que refletido na água forma padrões de cores fascinantes.

Helio Júnior é paulista, nascido na cidade de Jales e hoje, aos 31 anos de idade reside na cidade de São Paulo.

Autodidata, se define como um fotografo da era digital, não só por não entender muito de películas e processos de revelação analógica, mas também pelo modo como a fotografia entrou em sua vida. Começou a fotografar em 2004 com uma compacta digital da sony modelo p93, que o acompanha até hoje. Não teve uma formação acadêmica em fotografia, não fez cursos e nem tinha um ídolo. Seu interesse pela arte da fotografia surgiu de forma espontânea e sua principal fonte de informação foram os relacionamentos de troca de experiências em comunidades de fotógrafos que encontrou pela internet.

Suas primeiras referências em fotografia foram o que chama de “ilustres desconhecidos”, que o encantaram com seus retratos coloridos e composições exóticas, e o ensinaram a usar o diafragma e outros recursos da câmera. Segundo Helio, não eram tão bons quanto alguns imortais, como Sebastião Salgado, que só veio a conhecer tempos depois, mas eram acessíveis, pessoas com quem podia aprender e ensinar um pouquinho a cada dia.

Em pouco tempo, apaixonou-se pela cores intensas e fortes contrastes de luz e, desde então, fez deste seu modo de enxergar o mundo.

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Parem as máquinas

Fotografia e Texto de Paulo Salerno

 

Parem as máquinas! Parem as máquinas!

Em todos os filmes quando um jornalista consegue um grande furo, ele sempre adentra correndo a redação e manda parar tudo com a maior urgência. O tempo precisa parar. Nos tempos internéticos parar as maquinas seria algo como se parar o tempo... mas mesmo assim eu grito: Parem as máquinas!!!

Aproveitamos este tempo para invadir o nosso editorial e revelar a beleza de nossa editora.

Ela não nos serve de musa inspiradora apenas ao nos indicar ensaios, temas, conversas, ela não apenas nos cobra os prazos, os deveres, as tarefas a serem feitas, mas também nos inspira com sua beleza, seu olhar e porque não dizer com sua sensualidade.

Então era nosso dever e obrigação dividir com nossos leitores alguém que tanto por eles fez e não apenas entesourarmos esta bela mulher.

 

Com vocês nossa editora!

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Paulo Salerno é formado em Informática e pós-graduado em Economia. Virou fotógrafo por hobby há três anos para suprir sua necessidade de comunicar, de registrar seus olhares. No início de 2006, começou sua trajetória como expositor. Tem trabalhos que retratam o nu, fotos de gastronomia, um enorme leque de temas que podem ser encontrados na internet, em endereços como www.olhares.com/paulosalerno e www.flickr.com/photos/guetoblaster.

 

Colaboraram com a Revista:

Claudia Almeida, Sheila Fonseca, Lúcia Falci "Tia Lúcia", Camila Oliveira,  Simone Monteiro, Ricardo Dominguez, Paulo Salerno, Daniel Gomes, Clovis Loureiro, Helio Junior, Yuri Bittar, Delhi Palace Restaurante, Aluísio Menin Mendes, Enio Leite, Adriana Silva e Arielen Lefay.

 

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