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Jacques H. Lartigue
(1894-1986)
Texto retirado do site Wikipedia
A Fotografia é magica!
Suas fotos parecem sair de um álbum de família aristocrática e abastada,
mas devido seu olhar atento e afiado, muitas vezes surrealista, fornece
uma coleção ímpar da história do início dos novecentos. Suas tomadas tem
paixão; paixão pela família, pelo movimento, pela arte e pelas imagens
congeladas!
Em 1901 seu pai estava a tirar uma fotografia quando seu pequeno
Jacques-Henri pediu para olhar sob o manto negro no qual seu pai se
escondia. Erguido por seu pai, J-H. viu pela primeira vez uma imagem
invertida numa câmera escura.
A surpresa não parava por aí. Após o tradicional "Sorria!", "Não se
mova!", seu pai retirava a tampa da lente e contava "1, 2, 3, 4 e
pronto!". Prontamente era retirada uma plaquinha negro-esverdeada de
dentro da câmera e levada para um quarto iluminado por uma luz vermelha. A
plaquinha era mergulhada numa solução e depois de um tempo, uma tênue
imagem começava a aparecer. No início lentamente, para que depois, como
num passe de mágica, surgisse aquela imagem vista no despolido da câmera!
O pequeno J-H. não sossegou enquanto não recebeu a promessa de que
ganharia uma só para si. Não demorou muito para que com 7 anos, em 1901,
conquistasse aquela portátil que se tornaria inseparável durante o resto
da sua infância.

Clique na figura para ver
o ensaio
FOTOGRAFIA NO
DIA-A-DIA
Yuiri Bittar
Álbuns de Viagem
Quando viajamos tiramos uma grande quantidade de fotos, ainda mais hoje em
dia, em plena era da fotografia digital. Isso é muito bom claro.
Antes tínhamos que carregar um monte de filmes, o que era trabalhoso, e
depois tínhamos que revelar todos, o que saia bem caro. Mas hoje tiramos
500. Mil, duas mil, á um custo muito menor, pois iremos mandar imprimir
apenas as melhores. Mas é aí que surgem os problemas...
Acontece que a quantidade de fotos pode ser tão grande que nem nós
mesmos daremos conta de curtir, ou seja, ver cada uma com atenção e
admirar o que ela tem de bom. E pior, como mostrar tantas fotos aos
outros? Como dar destaque ás boas fotos?
Quando nossos amigos e parentes olham as fotos, eles folheiam ( o álbum)
ou clicam (cd, pen-drive, etc) numa velocidade estonteante? Não prestam
atenção nas fotos? Isso acontece porque são muitas fotos, ás vezes
repetitivas e não é possível discernir as boas das ruins.
A questão é a seguinte; ver muitas fotos leva muito tempo, o que causa
desinteresse. Além disso, fotos ruins vão gerando "má vontade" e não se
percebe mais as boas. E as informações vão se repetindo.
A solução? Seleção! Seleção é a palavra chave. Escolha o que seu público
vai ver. É natural que façamos centenas e até milhares de fotos numa
viagem, ou mesmo á trabalho. Mas é preciso extrair o melhor do trabalho
para então mostrar.
Vamos então a algumas recomendações para que seu álbum de viagem faça
sucesso, seja ele em papel ou digital:
1. faça uma seleção, tire fora as fotos repetitivas (mesmo que estejam
boas) e as ruins;
2. tente ficar com o menor número possível de imagens;
3. crie uma ordem lógica para as fotos renomeando-as alfabeticamente;
4. se puder faça montagens com uso do Photoshop ou outro programa,
criando "quadrinhos" ou seqüências que contam algo, ou seja, numa mesma
folha, coloque mais de uma foto;
5. nas montagens deixe uma foto melhor em tamanho destacado e as
outras complementares em tamanhos reduzidos;
6. as fotos podem ser agrupadas por assunto ou até por aspectos
pictóricos;
7. coloque uma legenda simples, como o nome do local e o ano em que
as fotos foram feitas;
8. se puder ainda crie uma margem e coloque sua marca.
Veja um exemplo de fotos assim num álbum meu:
http://yuribittar.com/index.php?option=com_rsgallery2&Itemid=26&gid=39
Enfim, claro que boa parte das dicas depende de saber operar um programa
de edição de imagens como o Photoshop (pago) e o Gimp (gratuito). Mas hoje
em dia, para ser fotógrafo, mesmo amador, é primordial usar um software
gráfico de edição de imagens, mesmo que um mais simples, como alguns que
vem com os CDs de instalação das câmeras.
E para terminar lembre-se que é melhor mostrar apenas 10 fotos boas para
seus amigos e parentes, ou mesmo profissionalmente, do que despejar
centenas de fotos nas pessoas, mesmo que entre essas fotos hajam muitas
ótimas.
--
Yuri Bittar
Designer / Fotógrafo / Historiador
http://www.yuribittar.com
http://www.2communication.com
Glossário Digital
Enio Leite
cursos, workshops e safáris fotográficos - natureza e macrofotografia
Conheça melhor esta nova nomenclatura:
ACROBAT Aplicativo desenvolvido pela Adobe que gera arquivos PDF (Portable
Document Format). Podem ser visualizados pelo Acrobat Reader em qualquer
computador, independente de plataforma, sistema operacional ou tipos de
fonte.
ACESS TIME é o tempo que a cabeça do HD (mecanismo de gravar/reproduzir)
leva para chegar a posição de operação no disco duro, e a correspondente
rotação do HD até atingir a posição correta.
ADAPTADOR FLOPPY é um dispositivo parecido com um disquete, que permite
ler os cartões SmartMedia ou Memory Stick através da unidade floppy de um
computador.
ARTIFACT Distorção de cor que pode afetar uma imagem JPEG com alta taxa de
compressão. O defeito é perceptível como um halo branco ou preto ao redor
das áreas contrastadas da imagem. Este problema ocorre devido a uma má
interpretação da informação da imagem durante o processo de compressão do
JPEG.
ARQUIVO DIGITAL Conjunto de Informações as quais podem conter planilhas,
textos, imagens etc. Usualmente, armazenamos os arquivos em mídiasópticas
(CDR, CDRW,MO,etc) ou magnéticas (Disco Rígido, Zip DISK, disquetes, etc).
BALANÇO DE BRANCO Recurso destinado a pré-ajustar o equipamento em relação
à iluminação utilizada. Tem o branco como referência. Muito importante!
BIT Unidade básica da informação. No sistema binário, podemos representar
apenas dois valores: 0 (zero) e 1 (um).
8 bits = 1 byte
1024 bytes = 1 KB
1024 kbytes = 1MB
1024 megabytes = 1 GB
1024 Gigabytes = 1 Terabyte
BITMAP Uma imagem "bitmapeada" é aquela na qual registramos as informações
(cor e posicionamento) de cada pixel, utilizando uma matriz bidimensional
(mapa X/Y).
BMP Formato de gravação de arquivos, difundido pelo Microsoft Windows, no
qual as informações são gravadas utilizando um "bitmap".
BYTE Conjunto de 8 bits. Também conhecido como "palavra". 8 bits = 1 byte
/ 1024 bytes = 1 KB / 1024 kbytes = 1MB / 1024 megabytes = 1 GB / 1024
Gigabytes = 1 Terabyte
BUFFER O buffer é um dispositivo que funciona como a memória RAM da câmera
digital onde as imagens ficam temporariamente arquivadas antes de serem
gravadas no cartão de memória. É responsável pelo recurso de fotos
seqüenciais, pois trata-se de um tipo de memória extremamente rápida,
permitindo que o tempo entre um disparo e outro seja curto.
BURST MODE OU CONTINUOUS MODE Modo de disparo contínuo, para capturar
várias imagens consecutivas, apertando o disparador uma única vez. Útil em
fotojornalismo e fotos de ação, para captar seqüências de imagens em
movimento.
CÂMERA DIGITAL Equipamento semelhante a uma câmara convencional, porém
registra as imagens através de um CCD, ao invés de um filme fotográfico.
As cargas elétricas registradas pelo CCD são convertidas pelo Conversor
Analógico/Digital e, posteriormente, armazenadas em cartões.
CANVAS Em alguns softwares o canvas refere-se ao tamanho da imagem. Em
outros, refere-se a uma função na qual podemos ajustar o tamanho da imagem
sem alterá-la, ou seja, adicionando bordas.
CARTÃO DE ARMAZENAMENTO Meio de armazenamento normalmente utilizado pelas
câmaras digitais. Entre os vários modelos podemos citar: ATA PCMCIA,
Smartmedia e Compact Flash. Nota: No passado, algumas câmaras utilizavam
disquetes, porém com o incremento da resolução das câmaras, isto passou a
ser inviável, pois o disquete possui um espaço limitado de armazenamento e
os arquivos passaram a ser maiores.
CCD (CHARGE COUPLE DEVISE) Dispositivo eletrônico feito de milhões de
pequenos sensores (fotocélulas), que converte a energia luminosa em
impulsos elétricos. Funciona como uma espécie de olho da imagem digital.
SUPER CCD Criado pela fujifilm. Trata-se de uma derivação do ccd com os
pixel em formato octagonal e dispostos de forma que a densidade seja maior
sem aumentar o número de pixels. Ou seja, uma câmera com a tecnologia
Super ccd oferece maior resolução com menor número de pixels.
DEFINIÇÃO ver resolução
DIGITALIZAÇÃO processo no qual convertemos imagens convencionais em BitMap.
DISCO FLEXÍVEL (disquete): Disco magnético utilizado para armazenamento de
dados. Pouco utilizado no processo de imagens, pois possui pequena
capacidade de armazenamento.
DISCO JAZ Meio de armazenamento desenvolvido pela IOMEGA, no qual podemos
registrar uma grande quantidade de informações. Em outras palavras,
podemos defini-lo como um disco rígido, acondicionado em um cartucho.
DISCO MAGNETO ÓTIPCO Meio de armazenamento que utiliza ambas tecnologias:
Magnética e Ótica. Desta forma, podemos utilizá-lo como uma mídia
magnética, ou seja, efetuando regravações, porém com a alta integridade da
tecnologiaóptica.
DISCO ZIP disco magnético de alta capacidade de armazenamento. A alta
capacidade de armazenamento, em uma mídia flexível, somente foi possível
devido ao uso da tecnologia ATOMM. Tal tecnologia foi desenvolvida e
aplicada pela FUJIFILM em fitas magnéticas, e, posteriormente, aplicada ao
ZIP. Devido a detenção da tecnologia, todos os "cookies" (parte interna)
dos discos ZIP são fornecidos pela FUJIFILM.
DROPOUT é o mais comum e chato problema do vídeo. Partículas de metal
desprendem-se da camada de óxido sobre a superfície do tape, produzindo
ruído eletrônico na imagem e problemas de sincronismo.
DUAL MEGAPIXEL é a designação utilizada para câmaras digitais que possuem
mais de 2 (dois) milhões de pixels.
CLONE(cloning) Ferramenta presente na maioria dos programas de manipulação
de imagens, a qual é utilizada para fazer cópias fiéis de determinadas
regiões. Trata-se de uma das ferramentas mais utilizadas para restauração
de imagens, sendo normalmente representada por um carimbo.
CMOS (COMPLEMENTARY METAL OXIDE SEMICONDUCTOR) sensor alternativo ao ccd,
mais barato, presente nas câmeras digitais mais baratas. É considerado
menos eficiente que o ccd. Entretanto, apresenta menor consumo de energia.
CMYK Espaço de cor no qual são utilizadas as cores subtrativas: Ciano,
Magenta e Amarelo, aliadas ao preto.
COMPACT DISK Espécie de mídia óptica a qual permite a gravação de dados.
Basicamente, utilizamos dois tipos de CD: CD-R: permite apenas uma
gravação, ou seja, o disco pode ser gravado até a totalidade do seu
espaço, porem não há como apagar as informações. WORM (Write once Read
Many) CD-RW: permite a regravação das informações.
COMPRESSÃO DE ARQUIVOS Processo no qual reduzimos o tamanho dos arquivos
em bytes. Este processo pode ser realizado "COM" ou "SEM" perda de
informação. O processo sem perda de informações utiliza programas de
compactação, os quais analisam os dados no formato armazenado (binário),
por exemplo WINZIP. O processo de compactação com perda, utiliza
algoritmos os quais analisam a imagem.
CONVERSOS ANALÓGICO DIGITAL Dispositivo usado em câmeras digitais e
scanners para quantificar as cargas elétricas registradas pelo ccd.
Converte o sinal analógico para o digital.
CROPPING Processo de corte de uma imagem digital.
CRT Tubo de Raios Catódicos. Trata-se do tubo utilizado nos monitores de
vídeo.
CURSOR Objeto gráfico o qual normalmente possui formato de seta,
permitindo identificar a posição do mouse.
DPI (DOTS PER INCH) Pontos por polegada. Unidade usada para impressão.
Refere-se à quantidade de pixels que estão dispostos em uma polegada.
DYE SUBLIMATION processo de impressão no qual os pigmentos de cores são
aplicados a um papel base, através da sublimação dos mesmos.
DUAL MEGAPIXEL Designação utiliza para câmaras digitais que possuem mais
de 2 (dois) milhões de pixels.
ESPECTRO VISÍVEL parte do espectro eletromagnético o qual é visível ao
olho humano.
FEATHER efeito digital usualmente aplicado para atenuar áreas de
transições entre imagens.
FILM RECORDER ver gravador de filme.
FILTROS DIGITAIS Algoritmos os quais podem ser aplicados as imagens,
visando obter determinados efeitos ex: posterização, nitidez, etc.
Fotomultiplicador dispositivo eletrônico fotosensível, superior ao CCD,
principalmente nas s áreas de sombra. Este tipo de sensor está presente
somente em Scanners de Cilindro, destinados ao mercado Gráfico, como por
exemplo a linha Celsius da FUJIFILM Eletronic Image.
FIREWIRE Porta de conexão de alta velocidade para transferência de grande
quantidade de dados. O firewire, também conhecido por ilink está um passo
à frente do USB, devido à alta taxa de transferência: 420 Megabits por
segundo, contra 12 Megabits por segundo na conexão USB.
GRAVADOR DE FILME Equipamentos destinados a efetuar a sensibilização de
filmes ou chapas fotográficas, através de arquivos digitais. Existem
basicamente dois segmentos: CRT e LASER. Resumidamente, podemos dizer que
exposição através de CRT consiste em projetar a imagem em um pequeno
monitor de alta resolução e fotografá-lo.
HIGHLIGHT área de altas luzes da imagem
HISTOGRAMA Gráfico onde é possível visualizar a exposição e fazer ajustes
de contraste, densidade e brilho.
INDEX PRINT cópia fotográfica contendo imagens em formato miniatura
(versão melhorada dos antigos contatos). Há impressoras que fazem o index
print direto dos cartões de memória sem precisar passar pelo computador,
minilab ou estação digital.
INTERPOLAÇÃO Método usado por softwares de imagens, tanto no PC quanto em
algumas câmeras digitais para aumentar o número de pontos e portanto, a
resolução da imagem. O processo consiste na criação de novos pixels
baseado nos valores dos pixels vizinhos.
I.D.E. (Integrated Drive Eletronics): Padrão adotado em discos rígidos que
possuem a controladora integrada diretamente na placa dos circuitos de
controle do mecanismo.
ISO Nas câmeras digitais a sensibilidade depende do sensor CCD ou CMOS e
de um ajuste no conversor A/D para amplificar os sinais elétricos. Uma das
vantagens das câmeras digitais modernas é poder selecionar o ISO a cada
foto, o que não acontece com o filme. Filmes de alta sensibilidade
produzem grãos visíveis. ) ISO digital mais alto pode fazer surgir
“”ruídos” (impurezas eletrônicas).
LAÇO ferramenta gráfica utilizada para recorte de imagens, presente na
maioria dos programas de manipulação de imagens.
LAYER Recurso o qual permite manipular imagens digitais em camadas
distintas.
L.C.D. Visor de Cristal Líquido. Este dispositivo está presente na maioria
das câmaras digitais voltadas ao mercado amador.
MAGIC WAND ferramenta utilizada para seleção de áreas através da
semelhança dos pixels. Também conhecida como "Varinha Mágica"
MEGA PIXEL Designação de Câmaras Digitais que registram mais de 1 (um)
milhão de pixels.
MEMÓRIA BUFFER Presente em alguns modelos de câmera para armazenar imagens
temporariamente. Permite fotografar mais rapidamente e continuamente (modo
Burst). Há dois tipos de buffers: o que armazena a imagem já procesada em
“jpeg” e o que armazena a imagem ainda em formato “raw”, antes de
processá-la.
MOIRE Efeito indesejável, semelhante ao ruído que surge quando efetuamos a
digitalização de materiais gráficos.
MPEG (MOTION PICTURE EXPERTS GROUP) Formato de compressão para arquivos de
vídeo digital e animação. Recurso disponível em muitas câmeras digitais.
MOIRÉ DIGITAL Um efeito semelhante ao que acontecia no filme de fotolito
também pode ocorrer na imagem digital: a formação de texturas ondulares.
NTSC padrão de cores utilizado no sistema norte americano de TV.
NOISE trata-se de um defeito na imagem digital produzida por sinais
elétricos que deixam uma espécie de granulação indesejável.
PAL sistema de cores para TV utilizado nos principais países da Europa.
PCX Formato de cores originalmente utilizado no software PaintBrush.
PDF Formato de arquivo o qual permite representar imagens vetoriais e
BitMap. Sua aplicação é muito difundida na preparação de catálogos,
folhetos e manuais digitais.
PICT formato de arquivo utilizado para transferência de arquivos entre
aplicativos para Macintosh.
PDA (PERSONAL DIGITAL ASSISTANT) São os hand helds (palm top),
organizadores pessoais que a exemplo dos celulares estão se tornando
multifuncionais. Alguns já vêm com câmera digital integrada e conexão sem
fio.
PictroGrafico Processo de impressão criado pela FUJIFILM o qual utiliza um
papel Receptor, um doador (donor) e água destilada. A impressão é efetuada
através de 3 canhões de laser e, posteriormente, a imagem é transferida
através de um processo térmico. A evolução deste processo permitiu a
criação do Minilab Digital FRONTIER.
PIXEL (PICTURE ELEMENT) É o menor elemento da câmera digital. Quanto mais
pixels tiver uma imagem, mais detalhe terá e melhor será sua resolução.
Megapixel: 1 milhão de pixels.
Plug-in Trata-se de um software que trabalha em conjunto com outro.
Normalmente, estes softwares são desenvolvidos por terceiros para
controlar dispositivos ou implementar novas funções.
PROCESSADOR Circuito integrado o qual pode ser programado para executar
tarefas de manipulação e processamento de dados. Em aplicações de
manipulação de imagens, usualmente utilizamos processadores da linha Power
PC, presente nas máquinas Apple-Macintosh, porém não podemos desprezar a
relação custo/benefício do uso de máquinas baseadas em processadores Intel
(linha Pentium).
PROFUNDIDADE DE PIXEL Trata-se de um dos atributos do pixel. A
profundidade está relacionada a capacidade de representação de cores. 1
bit = 2 cores (branco ou preto) / 8 bits = 256 cores (escala de cinza) /
24 bits (8 bits R + 8 bits G + 8 bits B) = 16,7 milhões de cores.
RAW Câmeras digitais mais modernas, principalmente as de uso profissional,
oferecem este modo de gravação. No formato “raw” os dados são gravados a
partir do sensor, na sua forma bruta, sem processamento, sem compressão,
sem interpolação. Gera arquivos menores que o formato tiff. Considerado o
“negativo digital” por guardar todas as características da imagem na
captura. “Raw” em inglês significa “cru”, “em estado natural”. Para
preservar a estabilidade do arquivo, abra-o, trate-o e salve com outra
extensão, no photoshop.
RAM (Random Access Memory): Esta é a memória principal do computador,
sendo que ela é a responsável por armazenar os programas, enquanto os
mesmos estão sendo executados. Sistemas operacionais gráficos, combinados
com programas de manipulação de imagem, exigem uma grande quantidade de
memória RAM.
RECORTAR E COLAR Função na qual delimitamos uma área de uma imagem e a
aplicamos em outra.
RESOLUÇÃO A resolução refere-se a densidade de pixels em uma imagem. Em
Scanners, utilizamos como unidade de medida o DPI, ou seja, a quantidade
de pontos no espaço de uma polegada. Em câmaras digitais, a resolução é
expressa pela quantidade total de pixels da imagem gerada.
RESOLUÇÃO ÓPTICA Resolução real de uma câmera ou scanner. É o número de
pixels que pode ser gravado.
RESOLUÇÃO INTERPOLADA recurso de cálculo para ampliar o tamanho da imagem,
no qual os pixels são analisados para efetuar a adição de outros extras.
Comum em scanners.
RESTAURAÇÃO DE IMAGENS Processo no qual utilizamos dos recursos do
programas de manipulação de imagens para recuperar áreas perdidas, bem
como, danificadas de imagens.
RGB: Espaço de cor descrito pelas cores primárias aditivas Red (vermelho),
Green (verde) e Blue (azul)
RS232: padrão de comunicação de dados em forma serial, ou seja, os dados
são transmitidos por uma única via, um após ao outro.
SANGRAMENTO Termo utilizado para impressões que se estendem além do
tamanho do papel.
SCANNER Dispositivo utilizado para digitalizar imagens. Tais dispositivos
podem utilizar CCD ou Fotomultiplicadores, sendo que este último possui
custo mais elevado. Além disto, podemos classificar os Scanners pelo tipo
de original que os mesmos podem digitalizar.
SCSI (Small Computer System Inferface): Trata-se de um padrão de conexão
de periféricos onde cada periférico possui sua própria controladora. Desta
forma, a interface de conexão dedica-se a gerenciar a troca de dados com o
computador. Devido a atualização tecnologia, existem vários padrões de
interfaces: SCSI 1,2 (Fast,Wide,Fast Wide), Ultra SCSI, Ultra2 SCSI, Ultra
3 SCSI)
SECAM Sistema de televisão utilizado na França.
SERRILHADO Efeito indesejável o qual surge em imagens de baixa resolução,
também conhecido como pixelação. Neste efeito é possível observar os
pixels ("quadradinhos"), devido à falta de definição.
SERVIDOR Microcomputador o qual executa um sistema operacional de rede,
usualmente dotado de grande capacidade de armazenamento e responsável por
serviços de comunicação e impressão.
SHADOW áreas de sombra de uma imagem
SHARPNESS referente à nitidez/foco de uma imagem
SISTEMA OPERACIONAL trata-se de um conjunto de programas dedicados a
controlar e efetuar as operações básicas do microcomputador. Em outras
palavras, o Sistema Operacional é responsável por criar a interação entre
aplicativos e hardware. Existem sistemas operacionais os quais foram
aperfeiçoados para o trabalho em rede, dentre eles podemos citar o Windows
Nt Server.
SuperCCD Trata-se de uma evolução do CCD convencional. Tal dispositivo,
foi desenvolvido pela FUJIFILM e visa criar câmaras digitais com melhor
nitidez. A grande diferença em relação ao CCD convencional, refere-se as
fotocélulas, as quais possuem novo formato e disposição.
TEMPLATE são molduras criadas, utilizando motivos variados (calendários,
datas comemorativas, etc), visando a fusão em imagens digitalizadas. As
maiores aplicações são em estações digitais de auto atendimento, por
exemplo Picture Plus, bem como em Minilabs Digitais, por exemplo FRONTIER.
TWAIN padrão de comunicação utilizado pela maioria dos scanners e câmaras
digitais. Este padrão permite que efetuemos a aquisição de imagens
diretamente do software de manipulação.
ZOOM DIGITAL Recurso eletrônico em que se amplia a área central da imagem.
Em alguns modelos de câmera digital pode ainda somar a interpolação.
ZOOM ÓPTICO Quando se usa a lente zoom óptica normal convencional que
altera o cumprimento focal. As câmeras digitais com mais recursos têm zoom
digital e óptico.
Artigo originalmente publicado na Revista “ Photo & Câmera”, N. 03, Ano 1.
AUTOR: Prof. Enio Leite. Focus - Escola de Fotografia
© Todos os direitos reservados para FOCUS ESCOLA DE FOTOGRAFIA.
http://www.escolafocus.net
A
ARTE NO
COTIDIANO E SUA IMPORTÂNCIA NO PROCESSO EDUCATIVO
Adriana Silva
A presença da Arte no dia-dia.
Em que mundo vivemos? O que temos a nossa volta? O que vemos? O que
ouvimos? Que objeto usamos?
Estamos mergulhados em um mundo repleto de "sonoridade, imagens, objetos,
construções, estímulos e exigências".
Se nos detivermos um pouco nas questões, poderemos perceber que por trás
do CD que ouvimos, da música cantada no rádio, ou na TV, da trilha sonora
de um filme,ou mesmo dos efeitos sonoros de uma propaganda, a todo um
processo de criação de interpretação vocal e instrumental e de tratamento
dos sons realizados, na maior parte, por músicos ou por especialistas nas
áreas técnicas do fenômeno sonoro, que também envolvem criatividade,
julgamento estético, sensibilidade e expressão.
Enfim podemos perceber que a arte é parte integrante de cada instante que
vivemos.
Adriana Silva
http://www.webartigos.com/authors/4445/Adriana-Silva
CAMINHAR - Um ótimo
exercício
Aluísio Menin Mendes
Caminhar Você provavelmente deve ter feito isto sozinho antes mesmo de
completar um ano de idade, mas por que, atualmente, os estudiosos do
movimento vem falando tanto sobre este tipo de atividade física como
benéfica para a saúde? Porque talvez seja a forma mais fácil de colocar
nosso corpo em movimento, já que não existem grandes restrições (custos,
vestimentas, calçados); basta querer e a possibilidade de lesionar-se é
muito pequena.
Mas, embora uma atividade simples, que todos podem realizar
voluntariamente, é importante que quando se utilize o andar como forma de
exercício físico se tenha alguns cuidados básicos que este artigo se
propõe a destacar. Muitos deles você provavelmente já conheça.
Então, somente para relembrar ou reforçar aqui vão alguns:
Antes de iniciar a caminhada:
Escolha um horário do dia que preferir (manhã ou tarde) em que o sol
esteja mais ameno;
Procure colocar uma roupa confortável (leve e clara). Se estiver frio ou
ventando, agasalhe-se;
O calçado é muito importante. Quando caminha num ritmo rápido, você dá
cerca de 120 passos por minuto; agora multiplique pelo número de minutos
que pretende caminhar e verá que se o calçado for inadequado, quantas
vezes seus pés sofrerão maus tratos. Tênis são os mais indicados;
Mesmo que não tenha sede, sempre tome um pouco de água antes de iniciar a
caminhada, pois, quando sentí-la, seu corpo já está com falta de água. Se
pretende caminhar bastante tempo e/ou está muito quente, levar uma
garrafinha com água é uma boa idéia;
Durante a caminhada:
Nunca inicie muito rapidamente. Dê um tempo (pelo menos uns 5 minutos)
para aquecer seu corpo antes de intensificar seu ritmo;
A vantagem desse tipo de atividade é que você pode concentrar-se em vários
aspectos do seu corpo, como: colocação dos pés (tocar os calcanhares
primeiro no solo), postura ereta, olhar dirigido à frente, balanço dos
braços alternados com pernas, palmas das mãos voltadas para as laterais
das coxas, respirar profundamente inspirando pelas narinas, ou ainda
apenas observar a paisagem, ou conversar com alguém;
Sempre que caminhar com alguém, um dos dois estará num ritmo que é mais
acelerado, ou menos, do que seria ideal para você. Então, como não existem
duas pessoas exatamente iguais, é mais difícil ainda encontrar alguém com
o mesmo nível de condicionamento físico. O melhor a fazer é curtir a
conversa, evitando falar de problemas ou aborrecimentos enquanto caminha.
Quando você exercita seu corpo, seu cérebro também que ser bem tratado. A
caminhada tem que ser algo agradável para você.
Se for sozinho, avise alguém, e, caso não se sinta bem durante a
caminhada, não continue. Por isso, mesmo com o inconveniente de você estar
com alguém com pernas mais curtas ou compridas que as suas, é melhor ter
companhia.
Se faz muito tempo que não faz exercícios (sedentário), não tente
compensar todos os excessos que cometeu no final de semana, ou a falta de
exercícios dos últimos meses, apenas num dia; vá com calma! Não existe
nada que diga que você tem que ir até determinado ponto. O ideal é você
prestar atenção às respostas que seu corpo lhe dá; aprenda a escutá-lo.
Não peque por excesso, você pode sentir-se atordoado, desmaiar ou ganhar
uma tendinite. Respeite seus limites.
Depois da caminhada:
Mais uma vez, tome água; você não perde água pelo corpo apenas suando,
respirando também você estará perdendo água;
Realizar uma série de alongamentos (exercícios para manter ou desenvolver
a flexibilidade do seu corpo) será ótimo neste momento. porque você está
aquecido e estará trazendo seu corpo gradativamente a condição de repouso;
Se faz tempo que não faz atividades físicas, não sente ou deite-se logo
que termina a caminhada, fique pelo menos uns 10 minutos em pé ou
caminhando mais lentamente para trazer todo seu metabolismo o mais próximo
das condições que você estava.
Finalizando, esperamos que você perceba mais seu corpo, procure sentí-lo
e, quem sabe, a caminhada é o primeiro passo para exercícios ou atividades
mais intensas (correr, jogar futsal, ou entrar numa academia de
ginástica). Afinal, nosso corpo foi feito para movimentar-se e a
caminhada, embora seja uma atividade fácil, que não exige nada além da
força de vontade e alguns minutos, é apenas um dos tipos.
Caminhe mais e seu corpo e mente agradecerão por serem bem cuidados!
Aluísio Menin Mendes
Lassi de Maracujá
Lúcia Falci (Tia Lúcia)
Ingredientes:
2 copos de iogurte natural
5 gotas de essência de rosa
1 semente de cardamomo
1 maracujá
Modo de preparo:
Pegue todos os ingredientes e bata no liquidificador, até misturar e
formar um líquido mais espesso. Não coloque gelo, não há a necessidade.
Receita e foto cedidas pelo Delhi Palace Restaurante

Retoque
Básico no Photoshop #2 - Curvas
Daniel Gomes
Continuando a série sobre
edição de imagens, vou iniciar o processo passo a passo. Falarei um pouco
sobre curvas e mostrarei como usei a ferramenta nesse caso específico.
Sempre é bom lembrar que estou mostranto apenas um modo de fazer os
ajustes, existem outras maneiras de se chegar ao mesmo resultado. O
Software que estou utilizando é o Photoshop CS2 e os arquivos base (JPG e
PSD) podem ser encontrados no fim do post.
…
Para que quiser entender mais sobre curvas, como elas funcionam e pra que
servem, vou deixar alguns links. É importante ler sobre o assunto, já que
estarei explicado o processo passo a passo, mas não me aprofundarei no
assunto de curvas, apenas no processo. O assunto é bem complexo e
precisaríamos de um, ou mais de um post, apenas para explicar as curvas.
Bem, vamos ao processo….

Essa imagem mostra a imagem base (fig. 01) e o resultado que conseguiremos
no fim dessa etapa (fig. 02). Notem como a primeira imagem estam com
contraste reduzido, cores mais lavadas e falta de vida. As vezes isso não
é tão perceptível, e só notamos quando olhamos o histograma, ou quando
comparamos.
1. O primeiro passo é abrir a imagem no photoshop. No menu superior
selecione, File >> Open, ou clique (Ctrl+ O), e escolha a imagem JPG que
disponibilizei.
2. Após a análise da imagem, já teremos uma boa idéia do que será preciso.
Verifique se a janela dos layers (fig. 03) está aberta. Caso não esteja,
vá para o menu Window >> Layers, ou clique F7.

3. A imagem JPG irá aparecer como o Layer “Background”, na janela de
layers. Nós agora iremos criar um layer (camada) que irá sobrepor o layer
backgroud. Na lista de layers, ele ficará acima do background. O Layer que
iremos criar é chamado “Adjustment Layer” a função dele é aplicar um
ajuste na imagem, sem destruí-la ou alterar o conteúdo original.
Vá, no menu superior, em Layer >> New Adjustment Layer >> Curves.

4. Com isso, criamos um layer de ajuste de curvas e imediatamente a janela
de ajuste de curvas aparecerá. Agora vamos ajustar a curva e corrigir
nosso contraste e cor. Observem que a curva poderá ser ajustada no canal
RGB (todas as cores juntas) (fig. 04) e nos canais RED, GREEN e BLUE,
independentemente (fig. 05). Os canais deverão ficar como mostrado nas
fig. 04 e 05. Para alterar a curva, precisamos selecionar um ponto nela e
mover com o mouse.

5. A imagem já ganhou mais contraste, e com isso as cores ficaram mais
vivas. Corrigimos os tons de pele.
As curvas são um pouco chatas de se entender, e como disse, o objetivo é
mostrar o processo. Em outra ocasião falarei mais sobre elas. Brinquem com
elas, criem diversos pontos e analisem o resultado, assim, aos poucos, sua
forma de funcionamento ficará mais clara (fig. 04).
Se você sabe inglês, por favor, visite os links que deixei no início do
post…sua fotografia irá melhorar muito, eu prometo.
6. Vá em File >> Save, ou clique (Ctrl + S) e grave a imagem em formato
.PSD (arquivo do photoshop), assim os layers criados ficaram preservados.
Abraços e uma ótima semana a todos.
Daniel
Celebriän
Arielen Lefay
Inspirado no mágico universo das Ninfas, criaturas da mitologia grega que
são guardiãs da natureza, o figurino remete a leveza e feminilidade.
O
nome Celebriän é foi inspirado no clássico do cinema do Senhor dos Anéis,
baseado no livro J.R.R. Tolkien, que trata de temas relacionados à Nova
Era, e a criaturas míticas.

Clique na figura para ver o ensaio
Ficha Técnica:
Modelo: Marcelle Dias
Figurino, fotografia, produção: Arielen Lefay
Edição: Claudio Enne e Ms Calil
Local: Bananeiras, Silva Jardim RJ
Nascida
em Rio Bonito, no interior do estado do Rio de Janeiro, a jovem figurinista, Arielen
Lefay, hoje desenvolve na cidade do Rio de Janeiro seu trabalho.
Sua experiência com
figurinos começou em 2004 com o grupo SoMu de RiBa, e mais tarde cursou
desenho de moda com a professora Alexandra Cartaxo.

A
LINGUAGEM DA FOTOGRAFIA
Clovis Loureiro
A linguagem da fotografia é a linguagem do ver. Do visto. O que, afinal,
um fotógrafo expressa é o seu modo de ver o mundo. E podemos ver com mais
ou menos inteligência, com mais ou menos sensibilidade, com mais ou menos
originalidade, mais ou menos espontaneidade.
A linguagem da fotografia é a linguagem do ver. Do visto. O que, afinal,
um fotógrafo expressa é o seu modo de ver o mundo. E podemos ver com mais
ou menos inteligência, com mais ou menos sensibilidade, com mais ou menos
originalidade, mais ou menos espontaneidade.
Ver é um ato intencional e criativo, exige vontade e motivação interior.
Geralmente os fotógrafos são pessoas que se deleitam com o ver. Ver com
profundidade significa compreender.
Alguém caminha por uma ampla calçada a beira mar, numa tarde serena. De
repente, vê à sua frente um banco vazio, umas pedras emergindo da água e
uma pequena árvore seca que, desde o ponto de vista em que se encontra,
estão harmoniosamente dispostas no espaço. ( fotografia 1) Ele compreende
que aquela imagem é ele mesmo naquele momento, é aquela tarde, é aquela
experiência. Isto é a fotografia. A experiência pode adquirir graus cada
vez maiores de complexidade, ou pode ser simples como um sorriso. E desta
maneira variam as fotografias.
Então tudo o que temos a fazer é, basicamente, desenvolver a nossa
observação, afirmar a nossa atenção. É graças a curiosidade, à observação
minuciosa e uma certa engenhosidade no olhar que se chega à percepção de
imagens significativas. Estar alerta é importante. Estar presente. Se
estamos perdidos em pensamentos, a realidade (pelo menos a visível) se nos
escapa dos olhos. E da câmera. A fotografia é enfim a testemunha da
qualidade do nosso ver.
Não vemos, porém, apenas com os nossos olhos. Podemos fazê-lo com a
totalidade do nosso ser. Ver é sempre dinâmico. Reconhece e descobre
objetos. Cria relações e atribui significados. Projeta nossas fantasias,
evoca nossos sentimentos e provoca reações. Reagimos: fotografamos.
A cada maneira de ver corresponde uma linguagem fotográfica, e a parte `a
limitação da necessidade do mundo se manifestar a nossa frente,
suficientemente iluminado, para que o fotografemos, não há limites para a
linguagem fotográfica. Sempre inventamos novas maneiras de ver.
A fotografia nasce da capacidade de maravilharmo-nos, de encontrar
sentido, de deixarmo-nos tocar por aquilo que vemos. Como já afirmaram
muitos fotógrafos não há nada a fazer, a não ser estar presente, estar
aberto ao mundo sentir-se implicado com aquilo que se vê.
Fotografia é imagem. Mas não apenas. Ela é o tempo detido, é a memória. É
a evidência da luz que incidiu sobre um objeto específico, num lugar
específico, num momento específico. Se por um lado isto soa como uma
limitação, por outro é o próprio mistério da fotografia. Aquilo que vemos
numa foto aconteceu. Às vezes de uma maneira que não sabemos como ou
porque a fotografia não explica. Mas aqueles objetos e pessoas que se
gravaram sobre o filme e hoje são imagens, ontem existiram. É isso que
estimula nossa imaginação.
Fotografia é a linguagem do inesperado, boas fotografias não acontecem
toda hora. A fotografia é um encontro. Eis o seu sabor. Um encontro entre
o fotógrafo e o momento. Uma cena e o seu reconhecimento. A fotografia
trabalha com o acaso e se vale da intuição. Assim se realiza o encontro.
Tudo o que queremos ao tirar fotografias é compartilhar nossa visão do
mundo e nossa sensibilidade à vida como os outros. É como dizer: olha só
aquilo! E aí está todo o significado. Não há mais nada a explicar. Nada a
acrescentar. O resto é por conta de quem observa a fotografia.
Num mundo tão inflacionado de imagens, a maioria delas arrogantes e
fetichistas, quando não simplesmente sensacionalistas, por que não nos
abrirmos àquelas fotografias sensíveis e reveladoras, cheias da
autenticidade de quem se sente comprometido com a vida?
Clovis Loureiro
clovisloureiro@fotografiaconteporanea.com.br
http://www.fotografiacontemporanea.com.br
Contrastes de Luz
Helio Junior
Sensibilidade ao captar o forte contraste da luz sobre as
formas, destacando contornos e ressaltando as tonalidades que se formam, é
o que nos mostra essa seleção de fotos do jovem fotógrafo paulista Hélio
Júnior.
Nesse ensaio o leitor poderá notar a sua utilização da luz
e conferir um breve histórico de cada foto descrito pelo autor do ensaio.
Contrastes de Luz por
Helio Júnior:
Entre o céu e a terra:
Durante um ano, servi as forçar armadas no Amazonas. Neste novo cenário,
além das belezas naturais óbvias da região, outra coisa que me chamou
atenção foi a estranha convivência entre o céu e cidade de Manaus. Devido
à alta umidade típica do clima local, padrões exóticos de nuvens se
formavam o tempo todo, e quando interagiam com a paisagem urbana,
produziam belas composições, ricas em contrastes e cores.
Flor azul:
A grande motivação desta macro foi meu apetite por fotos de alto
contraste. O modo peculiar com que o Sol, caprichosamente, iluminou apenas
o cacho de flor, deixando uma moldura de sombra que realça suas cores
intensas, atraiu minha atenção.
Horizontes:
Esta é uma das poucas fotos em minha galeria onde não está presente o
forte contraste de luz. Porém, a grandiosidade do cenário desta região
serrana do estado o Rio de Janeiro não passou inerte pelos olhos de quem
viajava naquele dia. Muitos carros estavam parados no acostamento da
rodovia admirando a dança das nuvens por entre as montanhas.
Jóia rara:
Durante uma pescaria no Rio Grande - que faz a divisa entre São Paulo e
Minas Gerais - grandes balsas dragavam o fundo do rio em busca de
diamantes. Por volta do meio dia, o intenso Sol que refletia nas
ondulações da água, trouxe para a superfície a pedra preciosa dos
fotógrafos, a luz em estado bruto.
Medo
do escuro: A
proposta era simples: fotografar a silhueta de uma árvore com galhos
contorcidos, registrando um antigo trauma de infância. Mas a cena que se
seguiu nada teve de tranquila. Durante a fotografia, um carro em alta
velocidade passou em frente ao motivo. Como se não bastasse estragar a
foto, o motorista, que parecia embriagado usando o carro da empresa, teve
a impressão de que havia sido multado por um radar fotográfico. Para não
perder o emprego, desceu do veículo e veio decidido a destruir a câmera.
Após correr muito em volta do carro tentando, realizar a “simples” tarefa
de convencer o infrator que, na verdade, eu estava na beira de uma
rodovia, às 11 hs da noite, usando um jaleco branco - para ser visto e
ninguém me atropelar - e portando um equipamento fotográfico apenas para
fotografar e não para multar as pessoas, notei que ele não acreditaria e
não desistiria até pegar a máquina. Juntei as pernas do tripé em uma das
mãos e disse: “Todo bem, se você quer que a câmera seja destruída, será
feito! Mas vai ser na sua cabeça!”, e simulei aos berros que partiria para
cima do motorista, que então assustou se e saiu correndo deixando o carro
para trás. Rapidamente posicionei o equipamento, fiz o clic e fui embora.
E até hoje não sei se ele voltou para buscar o carro...
Ponta negra:
Registro da imensidão do Rio Negro, visto da cidade de Manaus em uma tarde
escaldante. O filtro para cores quentes tenta transmitir o calor intenso
que se experimenta nesta região.
Sexo frágil:
A idéia deste ensaio foi tornar a luz parte integrante do objeto central.
Modelos sem maquiagem usaram apenas luz natural para ocultar defeitos e
realçar virtudes. Em “sexo frágil”, a luz envolve e acolhe a modelo em um
afetuoso abraço, tornando-se praticamente uma segunda pessoa em foco. Dá
para notar sua presença, não apenas iluminando, mas interagindo,
contracenando.
Pescaria:
Outono. Em minha opinião a melhor época do ano para se fotografar
ambientes com água. O tempo seco, com muita poeira no ar e poucas nuvens
no céu, dá ao por do sol um tom avermelhado intenso, que refletido na água
forma padrões de cores fascinantes.

Helio Júnior é
paulista, nascido na cidade de Jales e hoje, aos 31 anos de idade reside
na cidade de São Paulo.
Autodidata, se define
como um fotografo da era digital, não só por não entender muito de
películas e processos de revelação analógica, mas também pelo modo como a
fotografia entrou em sua vida. Começou a fotografar em 2004 com uma
compacta digital da sony modelo p93, que o acompanha até hoje. Não teve
uma formação acadêmica em fotografia, não fez cursos e nem tinha um ídolo.
Seu interesse pela arte da fotografia surgiu de forma espontânea e sua
principal fonte de informação foram os relacionamentos de troca de
experiências em comunidades de fotógrafos que encontrou pela internet.
Suas primeiras
referências em fotografia foram o que chama de “ilustres desconhecidos”,
que o encantaram com seus retratos coloridos e composições exóticas, e o
ensinaram a usar o diafragma e outros recursos da câmera. Segundo Helio,
não eram tão bons quanto alguns imortais, como Sebastião Salgado, que só
veio a conhecer tempos depois, mas eram acessíveis, pessoas com quem podia
aprender e ensinar um pouquinho a cada dia.
Em pouco
tempo, apaixonou-se pela cores intensas e fortes contrastes de luz e,
desde então, fez deste seu modo de enxergar o mundo.

Clique na figura para ver
o ensaio
Parem as máquinas
Fotografia
e Texto de Paulo Salerno
Parem as máquinas! Parem as máquinas!
Em
todos os filmes quando um jornalista consegue um grande furo, ele sempre
adentra correndo a redação e manda parar tudo com a maior urgência. O
tempo precisa parar. Nos tempos internéticos parar as maquinas seria algo
como se parar o tempo... mas mesmo assim eu grito: Parem as máquinas!!!
Aproveitamos este tempo para invadir o nosso editorial e revelar a beleza
de nossa editora.
Ela não nos serve de musa inspiradora apenas ao nos indicar ensaios,
temas, conversas, ela não apenas nos cobra os prazos, os deveres, as
tarefas a serem feitas, mas também nos inspira com sua beleza, seu olhar e
porque não dizer com sua sensualidade.
Então era nosso dever e obrigação dividir com nossos leitores alguém que
tanto por eles fez e não apenas entesourarmos esta bela mulher.
Com vocês nossa editora!

Clique na figura para ver
o ensaio

Paulo Salerno é formado em
Informática e pós-graduado em Economia. Virou fotógrafo por hobby há três
anos para suprir sua necessidade de comunicar, de registrar seus olhares.
No início de 2006, começou sua trajetória como expositor. Tem trabalhos
que retratam o nu, fotos de gastronomia, um enorme leque de temas que
podem ser encontrados na internet, em endereços como
www.olhares.com/paulosalerno e
www.flickr.com/photos/guetoblaster.
Colaboraram com a Revista:
Claudia Almeida, Sheila Fonseca, Lúcia Falci "Tia Lúcia",
Camila Oliveira, Simone Monteiro, Ricardo Dominguez, Paulo Salerno,
Daniel Gomes, Clovis Loureiro, Helio Junior, Yuri Bittar, Delhi Palace
Restaurante, Aluísio Menin Mendes, Enio Leite, Adriana Silva e Arielen Lefay.
Atenção Fotógrafos !
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