9ª Edição / 2009 Início
  ISSN 1982-7245
  O que é?

 

 

 

 

10ª Edição - Mai 2009

 

Capa

 

Modelo: Gabriela Estevão

Agência: Models at Work

Make-up: Claudia Almeida

Fotografia: H.Navarro

 

Informações

ContatoZine é uma revista de publicações artísticas, todo seu conteúdo é de responsabilidade, exclusiva, de seus autores.

Para mais informações, liguem para (21) 2612-3944 ou enviem uma mensagem eletrônica para: mail@contatozine.com.br

 

Mulheres
Alessandro Monteiro

Mulheres – é o nome da série de telas do artista plástico carioca Alessandro Monteiro.

Intensidade é o que exprimem as 6 telas selecionadas neste ensaio que tece uma teia sobre o misterioso e sedutor universo feminino.

O olhar aguçado de Alessandro traduz em cores fortes as várias facetas e nuances do “Ser mulher”. Da figura da avó-materna à prostituta, a alma feminina é retratada em sua complexidade. 

Mulheres por Alessandro Monteiro:   

Raio-X - Acrílica e colagem sobre madeira, 90cm x 160cm:
Quadro leiloado para arrecadação de fundos  para o Projeto Sex_Arte.
Este Projeto buscava a revitalização do Hotel Nicácio e Hotel Paris (onde foi filmado o longa Navalha na Carne, com Vera Fisher).
Artistas plásticos, ilustradores, grafiteiros, designers e outros pintaram as paredes dos 2 hotéis onde prostitutas usam os quartos para programas. Além deste quadro que serviu ao leilão, pintei 2 paredes do Hotel Nicácio.


Avó - Acrílica sobre tela, 100cm x 120cm: Retrato da minha avó materna.

Leda Passando Roupa 1 - Acrílica sobre tela, 100cm x 175cm
Leda - Acrílica sobre tela, 60cm x 85cm
Leda Varrendo - Acrílica sobre tela, 90cm x 165cm
Cinderela - Acrílica e colagem sobre papelão, 35cm x 45cm

O artista plástico Alessandro Monteiro, 36 anos, terminou o curso de Desenho Industrial na Faculdade da Cidade em 95. Nessa época, participou dos cursos de pintura e ilustração ministrados pelo coordenador da School of Visual Arts, Jack Endewelt.

Trabalhou como designer, ilustrador e diretor de arte em várias agências de publicidade como Salles D’Arcy, J. W. Thompson, Rede Globo, entre outras,  onde ganhou os prêmios O Globo em 99 e 2000, Colunistas em 98, 99 e 2000 e Anuário do Clube de Criação de São Paulo em 2000. Fez 5 coletivas na Galeria Delfin em 93, 94, 95 e 97 e no Galeria Café em 2001. Em 2007, participou do projeto Sex_Arte com 2 painéis. Nesse ano ainda, expôs no espaço cultural Estrela da Lapa e matriculou-se no Parque Lage no curso de pintura ministrado pelo pintor Chico Cunha. Entre 2008 e 2009 expôs 3 vezes no Araka.

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Desenhos e Animações
Alisson Affonso

ContatoZine Entrevista: 

Alisson Affonso - Desenhista & Animador

Professor de Desenho e Serigrafia do ArtEstação. Premiado no V Anim!Arte – Festival de Desenho Animado Universitário, realizado no Rio de Janeiro. Participou das exposições Dessinateurs Brésiliens na cidade de St. Just-le-Martel na França e Futebol na cidade de Sttutgart na Alemanha. É um dos integrantes do livro Edição de Risco e da exposição Humores do Vinho na cidade de Bento Gonçalves. Editor da Revista Idéia. Ganhador junto ao seu grupo GEA do prêmio de animação para Celular no Festival Animamundi, no Brasil.

Você pode conferir mais do trabalho de Alisson Affonso no site:  http://affo.blog.terra.com.br/

Link da Animação Premiada: http://www.animamundi.com.br/cel_galeria.asp?ano=2008&cod=573

 Sheila Fonseca: Você é cartunista e quadrinista e transita em toda essa área de desenho e grafismo (serigrafia). Você acha que migrar para área de animação é um caminho natural hoje do quadrinista?

Alisson Affonso: Acima de tudo sou desenhista, particularmente vejo com bons olhos esta possibilidade de mercado, mas é comum ver quadrinistas e cartunistas migrarem para o mundo da animação, pois há um déficit de técnicos na área, principalmente animadores.

 Sheila Fonseca: Você possui um traço bem característico em suas tiras, que me faz lembrar um pouco os quadrinhos góticos americanos. Quais são suas influências na área de quadrinhos?

Alisson: Sem dúvida a pincelada com nanquim teve influência do Eisner, mas bebo das influências dos mestres do Cartum gaúcho.

 Sheila Fonseca: Qual o panorama que você traçaria no que diz respeito a mercado para cartunistas e quadrinistas hoje Brasil?

Alisson: Vejo que hoje em dia os que estão trabalhando estão informados sobre as produções independentes e utilizando a rede mundial de comunicação através de blogs, sites, entre outros.

 Sheila Fonseca: Você acredita que o mercado brasileiro conseguirá organizar esse nicho da área de quadrinhos underground como acontece, por exemplo, nos Estados Unidos, onde existem editoras especializadas e um mercado estável? Acredito que estamos longe de uma organização, pois a maioria das publicações não possui vida longa, a falta de continuidade é gerada pelas dificuldades de manter um material de qualidade. 

Sheila Fonseca: Quais são os seus recursos de inspiração e métodos de trabalho?

Alisson: Acredito na transpiração, desenho todos os dias, rabisco idéias, escrevo e tento aprender algo novo, não possuo nenhum ritual, a idéia aparece com a concentração no trabalho.

 Sheila Fonseca: Quem são os seus contemporâneos na área de desenho que te chamam atenção?

Alisson: Curto o trabalho do Allan Sieber, Angeli, Edgar Vasques, Fábio Moon, entre muitos outros, tenho a sorte de estar cercado de mestres do traço e do humor.

 Sheila Fonseca: Tratemos de um assunto espinhoso e um tanto controverso no Brasil: direitos autorais. Vi que você tem um blog em que você coloca suas ilustrações, cartuns e tiras. Além do fato de você não arrecadar nada com isso, te causa alguma inquietação essa questão do copyleft (uma forma de utilização da legislação de proteção dos direitos autorais em que se retiram as barreiras à utilização, difusão e modificação de uma obra criativa)? Você teme a má utilização ou desvalorização mesmo do seu trabalho?  

Alisson: Não me invoco muito com isso, o controle é dificílimo, principalmente na rede, prefiro pensar nas vantagens de ter um portifólio online, ainda lembro do tempo que saía nas ruas com as minhas pastinhas cheias de originais á procura de emprego, amargas lembranças...

 Sheila Fonseca: Fale-me um pouco do seu trabalho no grupo de estudos em animação da FURG. Vocês ganharam um premio na categoria de animação para celular no Animamundi?

Alisson: Faço Artes Visuais na Universidade Federal do Rio grande e fui um dos fundadores do GEA - Grupo de estudos em animação da FURG. Com pouquíssimos recursos este grupo conseguiu a façanha de classificar dois vídeos no Animamundi na categoria animações para celular, e tivemos a surpresa de levar o prêmio do júri popular, além do Prêmio da OI, com certeza isto motivou muito, já que a animação Maracão foi a primeira animação editada pelo grupo.

 Sheila Fonseca: Existe marcado hoje para esse tipo de animação? É uma saída para os profissionais de animação?

Alisson: Existe mercado, e é mais uma saída, assim como os demais animadores do grupo acredito no mercado e na realização pessoal que uma obra bem produzida pode gerar.

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Fetiche
H.Navarro

Exaltando duplamente a beleza feminina. Um ensaio de duas belíssimas modelos, ilustrando o imaginário masculino.

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H.Navarro é fotógrafo há mais de 15 anos, carioca, adotou Niterói como sua cidade. Atua em diversas áreas da fotografia, da publicidade passando pela moda e fotos científicas. Trabalha como fotógrafo e consultor de fotografia e imagem no IOC - Fiocruz, há mas de 10 anos. Fotógrafo oficial do Miss Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Cabo Frio, é diretor do estúdio Contato foto & imagem e atualmente está produzindo ensaios para o concurso de beleza e sensualidade Pequena Eva.

Ficha Técnica:

Modelos : Vanessa Rossi e Camila Oliveira

Make-up : Ricardo Dominguez

Agência : Office Models

Brassaï (Gyula Halász)
Francês, 1899-1984

Brassaï foi o pseudônimo de Gyula Halász (1899-1984), um fotógrafo parisiense.

Gyula Halász nasceu em 9 de setembro de 1899, em Brassó (Brasov), na Transilvânia, que hoje pertence à Roménia. Três anos depois, sua família mudou-se para viver em Paris, durante um ano, enquanto seu pai, um professor de Literatura, ensinou na Sorbonne. Ainda jovem, Gyula Halász estudou pintura e escultura na Academia de Belas Artes de Budapeste antes de entrar em um regimento de cavalaria do exército austro-húngaro, servindo até o fim da Primeira Guerra Mundial. Halász Em 1920 foi para Berlim, onde trabalhou como jornalista e estudou na Academia de Berlim-Charlottenburg Belas Artes.

Em 1924, mudou-se para Paris, onde iria viver o resto de sua vida. Para aprender a língua francesa, ele próprio começou a ensinar a ler as obras de Marcel Proust. Começou a trabalhar como jornalista e logo se tornou amigo de Henry Miller, Léon-Paul Fargue, e o poeta Jacques Prévert.

Notívago, adorava a noite parisiense. Ele escreveu mais tarde que a fotografia permitiu-lhe aproveitar a noite e a beleza das ruas e jardins, na chuva e névoa. Usando o nome de sua terra natal, Gyula Halász passou pelo pseudónimo "Brassaï," que significa "a partir de Brasso". Como Brassaï, ele capturou a essência da cidade em suas fotografias, publicando seu primeiro livro de fotografias, em 1933 intitulado "Paris de nuit" ( "Paris, durante a noite").

Brassaï foi o autor de dezessete livros e inúmeros artigos, incluindo o romance 1948 Histoire de Marie, que foi publicado com uma introdução por Henry Miller. Suas cartas aos meus pais e Conversas com Picasso, foram traduzidos para o Inglês e publicado pela University of Chicago Press.

Considerado por todos como um dos grandes fotógrafos do século 20, Gyula Halász morreu em 8 de julho de 1984 em Eze, Alpes-Maritimes, no sul da França e foi sepultado no Cimetière du Montparnasse, em Paris.

Texto de John Szarkowsk, tradução e adaptação por H.Navarro

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BAUHAUS 90 ANOS
Almandrade


Mais do que uma escola que revolucionou o ensino da arte, do design e da arquitetura, a Bauhaus foi um movimento de transformações no campo da arte e da arquitetura que marcou o século XX.  Fundada na Alemanha em 1919, sob a direção do arquiteto Walter Gropius e com um corpo docente que incluía artistas de vanguarda como Oskar Schlemmer, Paul Klee, Wassili Kandinski, Josef Albers, Johannes Itten, Lyonel Feininger e o arquiteto Mies Van der Rohe, foi responsável por fixar diretrizes estéticas que se difundiram em outros países do ocidente. A harmonia entre forma e função sem detalhes decorativos supérfluos  na arquitetura e  nos objetos da vida cotidiana era um princípio da nova era funcionalista. 

Essa estética racionalista estava aliada à ideologia progressista de organizar o ambiente da vida social e torná-lo compatível com a realidade industrial, mas  ia de encontro aos ideais da antiguidade clássica defendida pelos nazistas. A escola, por exercer forte influência sobre a sociedade local, com suas utopias sociais e idéias avançadas passou a incomodar os setores conservadores. Acusada também de propagar uma arte degenerada, foi perseguida, a Bauhaus passou por três diferentes cidades até o seu fechamento definitivo em 1933, quando o partido Nazista assumiu o poder. 

A meta da Bauhaus era a arquitetura. "A arquitetura é a meta de toda a atividade criadora”, palavras de Walter Gropius, no primeiro manifesto redigido em 1919.  Mas esta só aparece depois das artes plásticas, do design e do exercício do artesanato. Além de revolucionar a didática do ensino de arte e arquitetura, com o objetivo de preparar um profissional ligado aos fenômenos culturais e sociais mais expressivos do mundo moderno. Tinha uma proposta clara e inovadora de integração entre arte e sociedade, a criação de uma estética humanista do mundo moderno, com uma vontade mais ampla de adequar a sociedade à realidade tecnológica do século dominado pela revolução industrial. Enfim, ordenar do espaço moderno de convivência. 

A Bauhaus abriu o campo para o desenho industrial como: móveis, luminárias, pesquisas de tecido, artes gráficas. Definiu um estilo para seus produtos despidos de qualquer ornamento, que levasse em conta o lado prático e econômico, cujos protótipos saíam de suas oficinas para a execução em série na indústria. Os objetos produzidos pela indústria deveriam ser um misto de engenharia e arte, beleza e funcionalidade, dentro do compromisso arte / sociedade, de convocar a participação do trabalho do artista para construir uma alternativa racional a fim de humanizar o novo ambiente comprometido com a máquina. Um sonho logo absorvido pela sociedade capitalista e transformado em dispositivo de acionar a competição e o consumo. 

As duas principais ramificações do abstracionismo geométrico, a holandesa de Mondrian e o construtivismo russo de Tatlin, Malevitch e El Lissitzky, fundiram-se e foram incorporadas ao currículo da escola alemã. A Bauhaus é também responsável pela divulgação dessas linguagens e foi um momento representativo das ideologias construtivistas, na primeira metade do século XX.  

Quando os soldados de Hitler fecharam as suas portas, grande parte de professores e alunos já haviam partido para outros países divulgando suas idéias até chegarem à América como os arquitetos Walter Gropius que lecionou em Harvard e Mies Van der Rohe um dos principais arquitetos da remodelação de Chicago. O ensino inovador da escola já havia se difundido nos principais centros de arte. A Bauhaus exerceu uma influência extraordinária sobre a arquitetura do século XX no mundo ocidental, um estilo marcante pelas linhas retas dos prédios, ambientes claros, espaços bem aproveitados e pela ausência de adornos. Estilo que chegou também ao Brasil através de ex-alunos da antiga escola, hoje esquecidos, como o alemão Alexandre Altberg e o belga Alexandre Buddeus.   

No Brasil, a arquitetura moderna foi importada e adaptada através da versão francesa, principalmente com a vinda do arquiteto Le Corbusier, a convite do ministro Gustavo Capanema, na segunda metade da década de 1930 para realizar estudos para o projeto do Ministério de Educação e Cultura (MEC). Projeto que foi desenvolvido por uma equipe de jovens arquitetos brasileiros, como: Oscar Niemeyer, Lúcio Costa e Affonso Eduardo Reidy, obedecendo ao traçado do mestre. Porém na primeira fase do modernismo, foram os alemães que influenciaram a arquitetura brasileira, pioneiros no uso do concreto armado, bastante difundido e utilizado na nossa arquitetura. 

Na Bahia, a arquitetura moderna, também nesse primeiro momento do modernismo, apareceu sobre influência alemã. Destaca-se o Instituto de Cacau da Bahia, localizado no comércio, no centro de Salvador, como um dos poucos exemplos no Brasil de uma arquitetura influenciada pelos princípios da Bauhaus. Projeto do arquiteto belga ex-aluno da referida instituição, Alexander Buddeus. Uma arquitetura com um toque expressionista, como podemos observar em alguns projetos do mestre Gropius. 

Almandrade

(artista plástico, poeta e arquiteto)

COMO CARREGAR O EQUIPAMENTO PARA FOTOGRAFIA DE NATUREZA
Tacio Philip Sansonovski
cursos, workshops e safáris fotográficos - natureza e macrofotografia

Hoje em dia encontramos no Brasil uma vasta linha de bolsas, mochilas e cases para fotografia. A marca nacional mais difundida é a Alhva e importada a Lowe Pro. Ambas possuem ótimos produtos e a escolha vai depender da sua necessidade.

BOLSA, MOCHILA OU CASE?
A primera dúvida que aparece ao entrar em uma loja de equipamento fotográfico é como você poderá carregar seu equipamento. Existem basicamente três tipos, bolsa, mochila e case, cada um com sua vantagem e desvantagem e vou exemplificar a seguir seus usos de acordo com minha experiência.

Bolsa
Além do case que vem com algumas câmeras, até um tempo atrás esse era praticamente o único modo de carregar seu equipamento, a não ser que você conseguisse alguém que fosse para os Estados Unidos ou Europa e trouxesse uma mochila para você.

A bolsa tem como vantagem possuir uma abertura superior, garantindo a facilidade de acesso aos equipamentos na hora de trocar de lente ou pegar algum acessório. Como desvantagem está o fato de não ser muito confortável de se carregar já que sua alça é usada em apenas um dos ombros.

Se você for fotografar algum lugar próximo, como um parque na cidade, não há muitas contra-indicações. Entretanto, se você pretende se aventurar em caminhadas mais longas ou por trilhas fechadas não recomendo. Além da possível dor de coluna e ombro por carregar seu equipamento todo apenas de um lado do corpo (mesmo que você troque de ombro o tempo todo - e trocará) se você entrar em alguma trilha um pouco mais fechada ela ficará enroscando, atrapalhando muito seu avanço. Então vamos deixar esse tipo de bolso para os fotógrafos sociais.

Mochila
As mochilas para carregar equipamento fotográfico que um dia foram raras hoje em dia dominam o mercado. E não é por menos, sua praticidade se justifica.

A mochila tem quase todas as vantagens ao ser comparada com uma bolsa: é melhor para carregar pois fica nas costas e não enrosca facilmente; distribui melhor o peso nos dois ombros e em alguns casos na barrigueira; são encontradas facilmente e por preço acessível etc. Mas note que eu falei "quase" no começo do parágrafo. Como desvantagem está o acesso aos equipamentos.

Para se trocar uma lente ou simplesmente pegar um filtro, provavelmente você terá que tirá-la das costas, apoiá-la no chão e aí sim pegar o que deseja. Muitas vezes nesse tempo ou, graças ao seu movimento, o que vocâ ia fotografar já fugiu.

Algumas mochilas tem compartimentos separados ou uma construção que permite acessar seu equipamento sem tirá-la totalmente, mas no melhor dos casos você terá que colocá-la na frente (no peito), o que não é lá muita vantagem se comparado a colocá-la no chão já que pode atrapalhar a fotografar com uma mochila no peito e você perderá mais tempo ainda colocando ela de volta nas costas. Tirando esse detalhe que pode ser resolvido carregando os equipamentos mais requisitados em um colete fotográfico, pode ter certeza que uma boa mochila é a melhor opção para fotografia de natureza.

Cases
Aqui coloquei separado os cases, que são as bolsas pequenas para se carregar apenas uma câmera com lente e mais alguns acessórios (mas saiba que existem maiores, comentarei sobre eles a seguir).

Algumas câmeras já vem de fábrica com pequenos cases. Como vantagem está o seu tamanho e a facilidade de acesso ao equipamento. Se você irá carregar apenas uma câmera e uma lente, para que carregar uma grande bolsa ou mochila? (uma justificativa seria a segurança em grandes cidades).

O case é carregado como uma bolsa, apenas em um ombro, mas tem a vantagem de ser muito menor e mais leve. Além disso, alguns modelos permitem adaptar cases para lente ou flash e alguns outros possuem ainda alças extra para carregá-los na frente do corpo (comentarei sobre um modelo que uso no final do artigo).

Concluindo esse começo do artigo com as diferenças chegamos a conclusão que, para fotografia de natureza, as melhores opções são as mochilas e cases, a escolha depende principalmente da quantidade de equipamento a ser carregado.

TAMANHO
Depois de decidir como você quer carregar seu equipamento, outro fator a ser considerado é o tamanho. De nada serve uma mochila que não tenha espaço para seus equipamentos e também não é vantagem carregar a maior mochila do mercado vazia - quanto maior, mais pesada!

Antes de comprar sua mochila é importante pensar nos kits de equipamentos que você costuma usar. Uma recomendação que sempre faço para quem quer fotografar natureza é pensar no que você precisará na situação encontrada. Note que raramente você sai para fotografar e usa tudo que você tem e está carregando. Lembrando disso, não é necessário comprar uma mochila que caiba todo o equipamento que você possui (salvo algumas excessões), mas compre uma com um bom tamanho (com alguma sobra) para o que você costuma usar. Isso ajudará também a controlar pessoas que não conseguem sair para fotografar um pôr-do-Sol no quarteirão de casa sem levar um kit contendo desde grande angular até super-tele + diversos filtros, flashes e acessórios.

Nas minhas considerações finais falarei sobre como faço a escolha de como carregar meu equipamento e como me policio para não carregar equipamento desnecessário.

RESISTÊNCIA
Além de servir para organizar seu equipamento ao sair para fotografar, temos que pensar na sua resistência. Pior que escolher o tipo errado de bolsa é ver que ela se desmanchou no meio do caminho e você terá que fazer remendos para poder voltar para casa.

A maior parte das mochilas são feitas de Cordura® ou algum tipo de nylon rip-stop. Ambos são muito resistentes à abrasão e a rasgos, com vantagem ao rip-stop ser mais leve.

Outro fator a ser observado é a resistência interna. É importante que existam boas divisões para acomodar seu equipamento e que as mesmas sejam configuráveis para suas necessidades. Lembre-se que, além de carregar seu equipamento, essas divisões o protegerão de arranhões e até de impactos se você, por exemplo, escorregar em uma trilha.

E, como estamos em um país tropical e sendo assim sempre chove, uma mochila com proteção contra água também é muito bem vinda. Além do tratamento externo repelente, suficiente para chuvas fracas e garôa, existem mochilas realmente à prova d´água. Essa proteção maior funciona com uma capa interna ou externa ou com materiais totalmente impermeáveis.

ARRUMANDO O EQUIPAMENTO
Uma coisa pouco levada em consideração é como arrumar o seu equipamento na sua mochila. Arrumar corretamente sua mochila serve para que, além de facilitar o acesso ao que você precisa, a mesma fique estável e confortável.

Todas as mochilas para equipamento fotográfico vem pré-configuradas para carregar a câmera no topo e algumas lentes, mas recomendo você ajustá-la de acordo com o que você vai carregar e onde.

Normalmente a única mudança que você precisa fazer é colocar mais ou menos divisórias, mas em alguns casos uma mudança mais drástica é necessária. Se você fará uma caminhada longa ou alguma trilha onde o equilíbrio é vital, a maior parte do peso da mochila deve ser colocado na sua parte inferior, abaixando assim seu centro de gravidade e não atrapalhando o seu equilíbrio. Para isso coloque tanto as lentes mais pesadas como a própria câmera na parte de baixo da mochila.

Além disso, em todos os casos, além de organizar os equipamentos e acessórios de maneira de a facilitar o acesso, certifique-se que o peso esta distribuido igualmente nos dois lados da mochila. Uma mochila com um lado mais pesado que o outro é muito desconfortável e prejudicial para a coluna.

E para concluir, não esqueça de ajustar bem suas alças e usar sua barrigueira bem justa e na altura dos quadrís. A barrigueira não serve apenas para a mochila ficar mais presa nas costas, mas sim para aliviar o peso dos seus ombros no quadril.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Nesse final de artigo não discutirei diferenças como foi feito anteriormente. Em vez disso, vou falar um pouco sobre o que eu uso para carregar meu equipamento nas diversas situações e como faço essa escolha.

A primeira consideração, já que sou fotógrafo de natureza e macrofotografia, é o que irei fotografar. Apesar da macro e a foto de natureza serem muito próximas, eu costumo preparar minha cabeça para um tema apenas, deixando meus olhos e mente concentrados em um tema específico, o que aumenta o rendimento das minhas fotografias. Pessoamente, acho que sair e fotografar um inseto, depois fotografar uma montanha, depois uma flor não permite que eu me concentre totalmente e possa obter o máximo que a fotografia pode me oferecer no momento. Pode ser loucura, mas para mim funciona assim.

Pensando então no tema que vou fotografar eu penso no equipamento que irei carregar. Eu não preciso levar uma grande angular para fazer macro da mesma maneira que não preciso de uma lente macro para paisagens.

Após essa primeira filtragem de equipamentos desnecessários vem a segunda pensando: "onde irei fotografar?" Com certeza se eu irei no jardim botânico aqui do lado de casa eu levarei mais equipamentos do que se eu for fotografar durante a travessia da Serra-Fina (4 dias de caminhada) na Serra da Mantiqueira. Nesse segundo filtro defino melhor o que carregar levando em consideração o que encontrarei e peso/volume a ser carregado.

Feita a escolha do que carregar aí sim vem a pergunta "como carregar?". Atualmente tenho 2 mochilas e 1 case. Vou falar brevemente sobre cada um deles abaixo:

Mochila Alhva Aventura

É a maior mochila que eu tenho. Após sofrer algumas cirurgias para diminuir seu peso a uso atualmente nos cursos que ministro. Nela posso carregar facilmente uma câmera com diversas lentes, flashes, acessórios e ainda uma garrafa d´água. Raramente uso essa mochila para fotografar já que sempre limito o que carregar antes de sair como comentado acima.

Mochila Tamrac Adventure 9

Essa é a mochila que uso nas minhas caminhadas fotográficas e algumas viagens. Nela posso carregar uma câmera com 2 ou 3 lentes + flash e alguns acessórios além de um lanche e água. Ela possui também um compartimento específico para Notebook para quando preciso levá-lo.

Case LowePro Topload Zoom Pro AW

Esse é meu modo de carregar o mínimo de equipamento, usado em caminhadas longas ou escaladas. Nele posso carregar uma câmera com lente + flash e alguns acessórios. Ele tem ainda a vantagem de poder ser vestido como um peitoral, deixando o acesso aos equipamentos muito fácil e aliviando totalmente o peso nos ombros, não tornando penoso andar o dia todo com ele.

Quando preciso carregar algo a mais ou prendo um case de lente à sua lateral ou coloco na mochila que me acompanha com o restante que preciso carregar durante a caminhada. Normalmente dou preferência em colocar na mochila para não desequilibrá-lo e causar dor nos ombros e costas.

Agora é pensar no que você vai fotografar, separar o equipamento, colocar na mochila e ir fotografar! Boas fotos!
 

DIA DOS NAMORADOS
WIKIPÉDIA


O Dia dos Namorados, tratado em muitos países como Dia de São Valentim, é uma data comemorativa na qual se celebra a união amorosa entre casais, quando é comum a troca de cartões com mensagens românticas e presentes com simbolismo de mesmo intuito, tais como as tradicionais caixas de bombons em formato de coração. No Brasil, a data é comemorada no dia 12 de Junho, já em Portugal, a data é celebrada em seu dia mais tradicional: 14 de Fevereiro.

Durante o governo do imperador Cláudio II, este proibiu a realização de casamentos em seu reino, com o objetivo de formar um grande e poderoso exército. Cláudio acreditava que os jovens se não tivessem família, se alistariam com maior facilidade. No entanto, um bispo romano continuou a celebrar casamentos, mesmo com a proibição do imperador. Seu nome era Valentim e as cerimônias eram realizadas em segredo. A prática foi descoberta e Valentim foi preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, muitos jovens davam flores e bilhetes dizendo que os jovens ainda acreditavam no amor. Entre as pessoas que deram mensagens ao bispo estava uma jovem cega: Assíria filha do carcereiro a qual conseguiu a permissão do pai para visitar Valentim. Os dois acabaram-se apaixonando e ela milagrosamente recuperou a visão. O bispo chegou a escrever uma carta de amor para a jovem com a seguinte assinatura: "De seu Valentim", expressão ainda hoje utilizada. Valentim foi decapitado em 14 de Fevereiro de 270 d.C.

A história do Dia de São Valentim remonta a um obscuro dia de jejum já tido em homenagem a São Valentim. A associação com o amor romântico chega depois do final da Idade Média, durante o qual o conceito de amor romântico foi formulado.

O dia é hoje muito associado com a troca mútua de recados de amor em forma de objetos simbólicos. Símbolos modernos incluem a silhueta de um coração e a figura de um Cupido com asas. Iniciada no século XIX, a prática de recados manuscritos deu lugar à troca de cartões de felicitação produzidos em massa. Estima-se que, mundo afora, aproximadamente um bilhão de cartões com mensagens românticas são mandados a cada ano, tornando esse dia um dos mais lucrativos do ano. Também se estima que as mulheres comprem aproximadamente 85% de todos os presentes no Brasil.

No Brasil, a data é comemorada no dia 12 de Junho por ser véspera do 13 de Junho, Dia de Santo António, santo português com tradição de casamenteiro, provavelmente devido suas pregações a respeito da importância da união familiar que era combatida pela heresia da época chamada Catarismo. O casamento - em queda na Idade Média - gerava filhos que a seita cátara condenava pois para esta o mundo era intrinsicamente mau pois, ao invés de ter sido criado por um Deus bom, teria sido criado por um Deus mau.

A data provavelmente surgiu no comércio paulista e depois foi assumida por todo o comércio brasileiro para reproduzir o mesmo efeito do Dia de São Valentim, equivalente nos países do hemisfério norte, para incentivar a troca de presentes entre os apaixonados.

Bolo do Dia dos Namorados
Lúcia Falci (Tia Lúcia)


Ingredientes

Massa:
4 xícaras de chá de farinha de trigo
1 lata de leite condensado
1 colher de chá de sal
1 colher de chá de canela em pó
1/2 colher de chá de noz moscada
150 g de margarina (a temperatura ambiente)
2 tabletes de fermento fresco biolágico ou
2 colheres de sopa de fermento seco (pó)
1 1/2 xícara de chá de frutas cristalizadas
1/2 xícara de chá de nozes picadas
1 xícara de chá de passas


Calda:

1 xícara de chá de água
1 xícara de chá de açúcar
1 colher de chá de cravodaíndia picado
1 pau de canela
2 colheres de sopa de conhaque ou rum

 

ERVA-DE-SÃO-JOÃO
Dr.Marcos Stern      


A erva de São João é um conhecido antidepressivo natural, auxiliando no tratamento de distúrbios do sono e até insônia.

Ameniza também os sintomas da TPM (Sindrome ou Tensão Pré-Menstrual).

Por ser uma planta antivirótica e antibacteriana, alivia as inflamações, sendo excelente para tratamento de feridas e queimaduras e melhorando o desempenho do sistema imunológico.

Outra dica são os remédios naturais a base de Piper methysticum, popularmente conheciada como Kava Kava, podem ser usados para controlar a ansiedade e as depressões leves.

Além disso, a Kava kava contém a molécula lactona, que age como relaxante muscular o que contribui também, para regular os disturbios do sono.

 

Farmacêutico e Bioquímico, especialista em Fitoterapia. CRF 349 - Responsável pela farmácia fitoterápica Marana.

 

Colaboraram com a Revista:

Claudia Almeida, Sheila Fonseca, Lúcia Falci "Tia Lúcia", Simone Monteiro, Yuri Bittar, Alessando Monteiro, Gabriela Estevão,Alisson Affonso, Tacio Philip Sansonovski, Mário Venda Nova, Johnatan Oliveira, Models at Work, Almandrade e Dr. Marcos Stern.

 

A FOTOGRAFIA E A SOCIEDADE
Yuri Bittar


A fotografia e a Sociedade

Conversando esta semana com uma amiga, a Kátia Campos, tive a idéia de escrever sobre as relações sociais criadas pela fotografia, como as amizades, os grupos, etc...

A sociedade fotográfica
Como todas as outras atividades a fotografia cria seus próprios grupos sociais. Surgem lugares onde fotógrafos se encontram, publicações especializadas, gírias, conceitos de valores, enfim, uma sociedade da fotografia, um mundo cultural com suas regras e peculiaridades.

Os pontos de encontros

Sejam físicos ou virtuais, cada vez mais surgem lugares onde fotógrafos se reúnem para trocar experiências, tirar dúvidas ou apenas papear. Mas com a popularização da internet os locais virtuais, ou seja, na rede, se multiplicaram até um ponto que seria impensável há alguns anos atrás.

O advento da fotografia digital também criou um numero maior de fotógrafos amadores, que querem meios também digitais para se envolver mais com a fotografia. Cito as listas de discussão, em especial as do Yahoo! como um dos primeiros locais para fotógrafos conversarem na internet. A lista FotoBrasil por exemplo (http://br.groups.yahoo.com/group/FotoBrasil) foi fundada em 1998, ainda na web 1.0, e já teve 85 mil mensagens postadas. Com 1467 membros, reúne desde renomados fotógrafos até amadores e iniciantes.

O Photosig também foi um pioneiro na postagem de fotos para comentários, e até hoje reúne principalmente profissionais. Outros sites nacionais seguiram esse modelo. Depois surgiram os Blogs, Fotoblogs e Orkut, e nos últimos anos Flickr e Picasa também ganharam força. Há muitos outros claro, na verdade é difícil listar, pois são muitos e de muitos tipos os sites onde fotógrafos podem postar fotos e comentários.

Saídas fotográficas

Outro movimento social que ganhou força, dentro do mundo da fotografia, foram as saídas fotográficas. Uma saída fotográfica é quando um grupo de fotógrafos se reúne e saí junto pelas ruas ou um local específico para fotografar. Eles se juntam assim por segurança ou para desenvolverem o tema em conjunto.

As saídas em si não são novidade, mas é inédito a quantidade em que elas tem acontecido. Grupos de alunos, amigos, membros de listas na internet, usuários do flickr, enfim, diversos tipos de grupos, desde amadores á profissionais, em turmas bem organizadas ou não, tem saído ás ruas para registrar a vida da cidade. Em São Paulo essas saídas são quase semanais. No flickr há um grupo chamado “Saídas/rolês em SP” onde os fotógrafos marcam encontros, mostram as suas fotos e até planejam um livro coletivo.

Amizades

Para mim, nestes 11 anos como fotógrafo, a fotografia se mostrou uma ótima fonte de bons amigos. Acho que pelas próprias características da atividade, ou seja, ser uma mistura de técnica e arte, e ainda ter diferentes aplicações variadas como arte, lazer, hobby, trabalho ou estudo, acaba atraindo pessoas muitos diferentes entre si, porém sempre de nível cultural elevado.

É uma atividade multi-interessante e que atrai pessoas muito interessantes!

Querer penetrar num meio de comunicação, ter controle sobre a criação, desenvolver um hobby, ou seja, sair do lugar comum, não se conformar mas sim dar forma ao mundo ao seu redor, são atitudes engajadas. É como ir par a margem da sociedade, já que no centro estão os conformados. Não se conformar é ser agente das mudanças. E a fotografia muitas vezes é isso, pois é uma das ferramentas que podem ajudar a modificar o mundo.

O lugar da fotografia na sociedade

A fotografia usa a sociedade e a sociedade usa a fotografia. Ao longo dos quase dois séculos da fotografia, ela foi usada para contestar e para apoiar grupos sociais, governos e indivíduos. Mas a técnica fotográfica também se beneficiou da sociedade. Graças ao desenvolvimento tecnológico, primeiro da revolução industrial e depois da informática, apenas para não me estender, a fotografia surgiu e se desenvolveu muito. Também graças aos meios de comunicação em massa e ao consumismo a fotografia passou a ser cada vez mais consumida, o que possibilitou investimentos cada vez maiores em câmeras, filmes, papéis, lojas e em todo o universo fotográfico.

Hoje a fotografia é parte essencial da sociedade. Presente em praticamente tudo, pode levantar ou derrubar celebridades, confirmar notícias, desmentir políticos, servir á fofocas, vender revistas, promover sites e contar piadas.

Com usos tão variados e com toda sua abrangência, a fotografia é quase onipresente, isso é ampliado pelas vendas de câmeras digitais que aumentaram de forma incalculável (pois não se sabe quantas são vendidas no mercado ilegal). Dessa forma a sociedade sofre até mesmo uma overdose fotográfica.

Yuri Bittar
Designer / Fotógrafo / Historiador
http://www.yuribittar.com
http://www.2communication.com

Produção de Fotografia

By Mário Venda Nova

As fotografias não nascem espontaneamente. Além de trabalho (e dedicação, acrescento) é preciso uma certa logística para as ir fazer, nunca tinha refletido sobre a ‘produção’ necessária para ir fotografar, quase parece uma produção de cinema mas de facto até que as fotografias apareçam no ecrã no iMac houve trabalho pelo caminho.

A preparação começa na quinta-feira, o iCal avisa-me de ir consultar o AccuWeather para ver o tempo nos locais habituais, para não perder tempo agendei para o ano todo este alarme. Se o tempo está bom para fotografar (todo o tempo é bom exceto chuva forte e trovoadas), é necessário tratar de tudo o resto: mochila, roupa, alimentação e combustível.

A mochila leva o equipamento necessário ao que levo na idéia para fotografar e o que vai lá dentro depende também se me vou apoiar na viatura 4×4 ou se vou fazer o percurso a pé. Tenho que assegurar que as baterias da máquina são carregadas na sexta e levo sempre duas carregadas, ou se achar que vou fotografar mais do que o habitual levo três, nesta caso levo também o Jobo Giga One de 40GB. Os cartões devem estar ‘limpos’ e preparados para serem usados de imediato. Se o tempo ameaça uns choviscos levo uma capa de proteção para a mochila – uma Lowepro micro trekker 200. Tenho que preparar o tripé e montar uma rótula em função se vou usar ou não a AF-S 300/2.8 G VR. Se for andar muito a pé e levo a 300/2.8, uso uma Lowepro micro trekker 100, apenas com a Nikon D200 mais um objetiva macro para viajar mais leve (a 300/2.8 pesa três quilos…).

A roupa depende do tempo que vou enfrentar mas a minha filosofia tem sido não poupar nas camadas mais junto ao corpo: camisolas interiores, calças e meias. O calçado tem que ser bom e específico de montanhismo, qualquer outra coisa não cumpre e os pés sofrem. As calças devem ser boas e resistentes, de materias transpiráveis. No inverno uso botas com membranas Gore-tex, no verão calçado mais leve. Em função do tempo, preparo então a roupa. Como posso fotografar fins de semana consecutivos tenho que ter algumas peças em duplicado para o caso de no inverno não secarem de uma semana para a outra.

A alimentação é simples, como vou para locais longíquos levo sandes, para beber sempre chá e/ou água, nunca esqueço fruta e barras energéticas (quatro no mínimo). No inverno sabe bem levar uma termos de chá bem quente para depois beber ao final de uma dia de andar a fotografar ao frio (no inverno Bertiandos tem uma média de temperaturas a roçar os zero graus).

Tenho que assegurar que o carro tem combustível, sobretudo se vou fazer percursos
todo-o-terreno. Nesse caso atesto sempre o depósito. Se forem distâncias muito grandes, procuro sempre saber onde é a bomba de combustível mais perto do local para que tenha meios de encher o depósito, de preferência até às 22hrs. Nunca vou para locais desconhecidos sem GPS e preferencialmente nunca vou sozinho. Levo sempre telemóvel com carga completa e uma pequena soma em dinheiro (20-30€). Também nunca me posso esquecer de levar a chave de segurança das jantes, sem a qual não posso mudar um pneu em caso de furo.

Portanto além de estar inspirado tenho que estar preparado e assegurar que nada nesta produção falha, uma falha pode significar ficar no meio de uma serra sem combustível, furar um pneu e não o poder mudar ou perder-me, pode significar passar frio, ficar sem comer ou com a roupa encharcada e sem poder comunicar, situações nada agradáveis sobretudo no inverno.
 

TRATAMENTO DE IMAGENS
Johnatan Oliveira


Reproduzir uma foto ou ilustração a partir de um material já impresso é sempre uma situação problemática. No entanto, em boa parte dos casos, não nos resta outra opção. Às vezes, pela impossibilidade de obter um cromo ou um negativo, situação comum na produção de catálogos e anúncios de equipamentos. Em outros casos, pela simples inexistência de um original, como ocorre na reprodução de capas de livros, vídeos, revistas e CDs.

Nessa hora, o produtor gráfico enfrenta dois problemas: o primeiro é tentar manter o contraste e um mínimo de qualidade numa imagem que já passou por um processo de separação de cores, aplicação de retícula e impressão em papel. O segundo é a roleta russa do moiré, que freqüentemente surge na nova impressão e transforma sua bela imagem numa pasta de texturas inexplicáveis e cores distorcidas.

Neste artigo veremos passo a passo como retirar ou minimizar esta sujeira gerada pela digitalização de imagens impressas. Examinadas de perto ou com auxílio de uma lupa, as imagens revelam sua verdadeira face: um mosaico de pequenos pontos de tinta dispostos de forma regular sobre a superfície branca. As
principais características de uma retícula são o formato dos pontos, a lineatura ou
freqüência, e a angulação.

Lineatura

Consiste no número de pontos por linha de impressão, em teoria, quanto mais linhas tivermos na imagem, menores os pontos e maior a sua definição. Nos processos de impressão, a lineatura depende da forma de impressão e também das características do papel utilizado.
Atualmente trabalha-se com impressões que variam de 60 Lpi no caso de impressão em jornal a 200 Lpi ou mais para impressões de alta qualidade.

Angulação

As linhas de pontos podem ser vistas como um conjunto de paralelas dispostas em um determinado ângulo em relação ao papel onde estão impressas. A ilusão do tom contínuo nas imagens é ligeiramente mais eficiente quando a retícula está inclinada em relação à vertical do papel, porque a angulação dificulta que o observador perceba isoladamente os pontos. Por isso, a maioria das fotos preto-e-branco são impressas com retículas a 45o. Fotos coloridas empregam uma combinação de ângulos.

Por este motivo, ao se digitalizar imagens impressas os pontos da retícula previamente impressa entram em conflito com as células óticas do scanner e também com as retículas do novo fotolito, gerando o moiré.

Tratamento de imagens digitalizadas (passo a passo):

1. Digitalize as imagens com mais de 600 dpi, com resoluções menores é quase impossível de se obter bons resultados;

2. Converta a imagem para Lab (Image > Mode > Lab Color);

3. Aplique nos canais A e B o filtro Gausian Blur com raio ajustado para o menor valor que faça com que os pontos da retícula desapareçam (valores em torno de 3 e 5 pixels, normalmente maiores no canal B). Após este processo a imagem ainda terá o mesmo aspecto;

4. Acerte as dimensões da foto (Image > Image Size) para o tamanho definitivo em que a mesma será impressa. A resolução final deve ter 1,4 vezes o valor da lineatura da retícula ser impressa (210 dpi para impressões de 150 lpi). Visualize a imagem sempre com zoom de 100%;

5. Na nova resolução, os pontos da retícula já estarão um pouco mais difusos. Com o gráfico de curvas (Image > Adjust > Curves), ajuste a luminosidade e o contraste da imagem para os níveis desejados na nova impressão, ainda que isso intensifique o que restou da retícula;

6. Converta a imagem para o modo CMKY;

7. Duplique duas vezes o Layer da imagem (Layer > Duplicate Layer) e renomeie a camada de baixo como Layer 0, a intermediária como Layer 1 e a de cima como Layer 2;

8. Selecione o Layer 1, e aplique somente nele um filtro Gausian Blur com raio ajustado para o menor valor que faça com que os pontos da retícula desapareçam (normalmente entre 0,5 e 1,5 pixels);

9. Altere o modo do Layer1 para Darken (Layer > Layer Options) e faça a fusão com o Layer 0 (Layer > Merge Down);

10. Selecione o Layer 2 e suba a base do gráfico de curvas até que as áreas mais claras estejam com 20%. A seguir, aplique o filtro Noise > Dust&Scratches, ajustando o raio em 1 e o threshold em 0;

11. Altere o modo do Layer2 para Lighten (Layer > Layer Options) e faça a fusão com o Layer 0 (Layer > Merge Down). Se necessário, ajuste novamente a luminosidade e o contraste da foto. E aplique o filtro Noise > Despeckle nos canais mais sujos. Aplique o comando Flatten (Layer > Flatten Image);

12. Se a imagem for para uso na Web, poderá ser reduzida para uma resolução de 72 dpi, gerando resultados ainda melhores.

Graduando em Tec. Informática e Aplicações Web, é desenvolvedor ASP/SQL Server e atua no mercado web a cerca de 4 anos como desenvolvedor e design de interfaces. É apaixonado por Flash MX/Action Script. Atualmente é Diretor de Projetos do Portal Plugmasters, colaborador da Revista WWW.COM.BR, onde escreve sobre ASP e Flash e designer/programador de uma agência web. Além de manter o site johnatan.net.

 

 

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