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Mulheres
Alessandro Monteiro
Mulheres – é o nome da série de telas do artista plástico
carioca Alessandro Monteiro.
Intensidade é o que exprimem as 6 telas selecionadas neste
ensaio que tece uma teia sobre o misterioso e sedutor universo feminino.
O olhar aguçado de Alessandro traduz em cores fortes as
várias facetas e nuances do “Ser mulher”. Da figura da avó-materna à
prostituta, a alma feminina é retratada em sua complexidade.
Mulheres por Alessandro Monteiro:
Raio-X - Acrílica e
colagem sobre madeira, 90cm x 160cm:
Quadro
leiloado para arrecadação de fundos para o Projeto Sex_Arte.
Este Projeto buscava a revitalização do Hotel Nicácio e Hotel Paris (onde
foi filmado o longa Navalha na Carne, com Vera Fisher).
Artistas plásticos, ilustradores, grafiteiros, designers e outros pintaram
as paredes dos 2 hotéis onde prostitutas usam os quartos para programas.
Além deste quadro que serviu ao leilão, pintei 2 paredes do Hotel Nicácio.
Avó - Acrílica sobre tela, 100cm x 120cm: Retrato da minha avó
materna.
Leda Passando Roupa 1 - Acrílica sobre tela,
100cm x 175cm
Leda - Acrílica sobre tela, 60cm x 85cm
Leda Varrendo - Acrílica sobre tela, 90cm x 165cm
Cinderela - Acrílica e colagem sobre papelão, 35cm x 45cm
O artista plástico
Alessandro Monteiro, 36 anos, terminou o curso de Desenho Industrial na
Faculdade da Cidade em 95. Nessa época, participou dos cursos de pintura e
ilustração ministrados pelo coordenador da School of Visual Arts, Jack
Endewelt.
Trabalhou como designer, ilustrador e diretor de arte em várias agências
de publicidade como Salles D’Arcy, J. W. Thompson, Rede Globo, entre
outras, onde ganhou os prêmios O Globo em 99 e 2000, Colunistas em 98, 99
e 2000 e Anuário do Clube de Criação de São Paulo em 2000. Fez 5 coletivas
na Galeria Delfin em 93, 94, 95 e 97 e no Galeria Café em 2001. Em 2007,
participou do projeto Sex_Arte com 2 painéis. Nesse ano ainda, expôs no
espaço cultural Estrela da Lapa e matriculou-se no Parque Lage no curso de
pintura ministrado pelo pintor Chico Cunha. Entre 2008 e 2009 expôs 3
vezes no Araka.

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Desenhos e Animações
Alisson Affonso
ContatoZine Entrevista:
Alisson
Affonso - Desenhista & Animador
Professor de Desenho e Serigrafia do ArtEstação. Premiado no V Anim!Arte –
Festival de Desenho Animado Universitário, realizado no Rio de Janeiro.
Participou das exposições Dessinateurs Brésiliens na cidade de St.
Just-le-Martel na França e Futebol na cidade de Sttutgart na Alemanha. É
um dos integrantes do livro Edição de Risco e da exposição Humores do
Vinho na cidade de Bento Gonçalves. Editor da Revista Idéia. Ganhador
junto ao seu grupo GEA do prêmio de animação para Celular no Festival
Animamundi, no Brasil.
Você pode conferir mais do trabalho de Alisson Affonso no site:
http://affo.blog.terra.com.br/
Link da Animação Premiada:
http://www.animamundi.com.br/cel_galeria.asp?ano=2008&cod=573
Sheila
Fonseca: Você é cartunista e quadrinista e transita em toda essa área de
desenho e grafismo (serigrafia). Você acha que migrar para área de
animação é um caminho natural hoje do quadrinista?
Alisson Affonso: Acima de tudo sou desenhista, particularmente vejo com
bons olhos esta possibilidade de mercado, mas é comum ver quadrinistas e
cartunistas migrarem para o mundo da animação, pois há um déficit de
técnicos na área, principalmente animadores.
Sheila
Fonseca:
Você possui um traço bem característico em suas tiras, que me faz lembrar
um pouco os quadrinhos góticos americanos. Quais são suas influências na
área de quadrinhos?
Alisson: Sem dúvida a pincelada com nanquim teve influência do Eisner, mas
bebo das influências dos mestres do Cartum gaúcho.
Sheila
Fonseca: Qual o panorama que você traçaria no que diz respeito a mercado
para cartunistas e quadrinistas hoje Brasil?
Alisson: Vejo que hoje em dia os que estão trabalhando estão informados
sobre as produções independentes e utilizando a rede mundial de
comunicação através de blogs, sites, entre outros.
Sheila
Fonseca:
Você acredita que o mercado brasileiro conseguirá organizar esse nicho
da área de quadrinhos underground como acontece, por exemplo, nos Estados
Unidos, onde existem editoras especializadas e um mercado estável?
Acredito que estamos longe de uma organização, pois a maioria das
publicações não possui vida longa, a falta de continuidade é gerada pelas
dificuldades de manter um material de qualidade.
Sheila Fonseca: Quais
são os seus recursos de inspiração e métodos de trabalho?
Alisson: Acredito na transpiração, desenho todos os dias, rabisco
idéias, escrevo e tento aprender algo novo, não possuo nenhum ritual, a
idéia aparece com a concentração no trabalho.
Sheila
Fonseca: Quem são os seus contemporâneos na área de desenho que te chamam
atenção?
Alisson: Curto o trabalho do Allan Sieber, Angeli, Edgar Vasques, Fábio
Moon, entre muitos outros, tenho a sorte de estar cercado de mestres do
traço e do humor.
Sheila
Fonseca: Tratemos de um assunto espinhoso e um tanto controverso no
Brasil: direitos autorais. Vi que
você tem um blog em que você coloca suas ilustrações, cartuns e tiras.
Além do fato de você não arrecadar nada com isso, te causa alguma
inquietação essa questão do
copyleft (uma
forma de utilização da legislação de proteção dos direitos autorais em que
se retiram as barreiras à utilização, difusão e modificação de uma obra
criativa)? Você teme a má utilização ou desvalorização mesmo do
seu trabalho?
Alisson:
Não me invoco muito com isso, o controle é dificílimo, principalmente na
rede, prefiro pensar nas vantagens de ter um portifólio online, ainda
lembro do tempo que saía nas ruas com as minhas pastinhas cheias de
originais á procura de emprego, amargas lembranças...
Sheila
Fonseca: Fale-me um pouco do seu trabalho no grupo de estudos em animação
da FURG. Vocês ganharam um premio na categoria de animação para celular no
Animamundi?
Alisson: Faço Artes Visuais na Universidade Federal do Rio grande e fui um
dos fundadores do GEA - Grupo de estudos em animação da FURG. Com
pouquíssimos recursos este grupo conseguiu a façanha de classificar dois
vídeos no Animamundi na categoria animações para celular, e tivemos a
surpresa de levar o prêmio do júri popular, além do Prêmio da OI, com
certeza isto motivou muito, já que a animação Maracão foi a primeira
animação editada pelo grupo.
Sheila
Fonseca: Existe marcado hoje para esse tipo de animação? É uma saída para
os profissionais de animação?
Alisson: Existe mercado, e é mais uma saída, assim como os demais
animadores do grupo acredito no mercado e na realização pessoal que uma
obra bem produzida pode gerar.

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Fetiche
H.Navarro
Exaltando duplamente a beleza feminina.
Um ensaio de duas belíssimas modelos, ilustrando o imaginário masculino.

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H.Navarro é fotógrafo há mais
de 15 anos, carioca, adotou Niterói como sua cidade. Atua em diversas
áreas da fotografia, da publicidade passando pela moda e fotos
científicas. Trabalha como fotógrafo e consultor de fotografia e imagem no
IOC - Fiocruz, há mas de 10 anos. Fotógrafo oficial do Miss Niterói, São
Gonçalo, Itaboraí e Cabo Frio, é diretor do estúdio Contato foto & imagem
e atualmente está produzindo ensaios para o concurso de beleza e
sensualidade
Pequena Eva.

Ficha Técnica:
Modelos : Vanessa Rossi e Camila Oliveira
Make-up : Ricardo Dominguez
Agência : Office Models
Brassaï (Gyula Halász)
Francês, 1899-1984
Brassaï foi o pseudônimo de Gyula Halász
(1899-1984), um fotógrafo parisiense.
Gyula Halász nasceu em 9 de setembro de 1899, em Brassó (Brasov), na
Transilvânia, que hoje pertence à Roménia. Três anos depois, sua família
mudou-se para viver em Paris, durante um ano, enquanto seu pai, um
professor de Literatura, ensinou na Sorbonne. Ainda jovem, Gyula Halász
estudou pintura e escultura na Academia de Belas Artes de Budapeste antes
de entrar em um regimento de cavalaria do exército austro-húngaro,
servindo até o fim da Primeira Guerra Mundial. Halász Em 1920 foi para
Berlim, onde trabalhou como jornalista e estudou na Academia de
Berlim-Charlottenburg Belas Artes.
Em 1924, mudou-se para Paris, onde iria viver o resto de sua vida. Para
aprender a língua francesa, ele próprio começou a ensinar a ler as obras
de Marcel Proust. Começou a trabalhar como jornalista e logo se tornou
amigo de Henry Miller, Léon-Paul Fargue, e o poeta Jacques Prévert.
Notívago, adorava a noite parisiense. Ele escreveu mais tarde que a
fotografia permitiu-lhe aproveitar a noite e a beleza das ruas e jardins,
na chuva e névoa. Usando o nome de sua terra natal, Gyula Halász passou
pelo pseudónimo "Brassaï," que significa "a partir de Brasso". Como
Brassaï, ele capturou a essência da cidade em suas fotografias, publicando
seu primeiro livro de fotografias, em 1933 intitulado "Paris de nuit" (
"Paris, durante a noite").
Brassaï foi o autor de dezessete livros e inúmeros artigos, incluindo o
romance 1948 Histoire de Marie, que foi publicado com uma introdução por
Henry Miller. Suas cartas aos meus pais e Conversas com Picasso, foram
traduzidos para o Inglês e publicado pela University of Chicago Press.
Considerado por todos como um dos grandes fotógrafos do século 20, Gyula
Halász morreu em 8 de julho de 1984 em Eze, Alpes-Maritimes, no sul da
França e foi sepultado no Cimetière du Montparnasse, em Paris.
Texto de John Szarkowsk, tradução e adaptação por H.Navarro

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BAUHAUS 90 ANOS
Almandrade
Mais do que uma escola que revolucionou o ensino da arte, do design
e da arquitetura, a Bauhaus foi um movimento de transformações no campo da
arte e da arquitetura que marcou o século XX. Fundada na Alemanha em
1919, sob a direção do arquiteto Walter Gropius e com um corpo docente que
incluía artistas de vanguarda como Oskar Schlemmer, Paul Klee, Wassili
Kandinski, Josef Albers, Johannes Itten, Lyonel Feininger e o arquiteto
Mies Van der Rohe, foi responsável por fixar diretrizes estéticas que se
difundiram em outros países do ocidente. A harmonia entre forma e função
sem detalhes decorativos supérfluos na arquitetura e nos objetos da vida
cotidiana era um princípio da nova era funcionalista.
Essa estética racionalista estava aliada à
ideologia progressista de organizar o ambiente da vida social e torná-lo
compatível com a realidade industrial, mas ia de encontro aos ideais da
antiguidade clássica defendida pelos nazistas. A escola, por exercer forte
influência sobre a sociedade local, com suas utopias sociais e idéias
avançadas passou a incomodar os setores conservadores. Acusada também de
propagar uma arte degenerada, foi perseguida, a Bauhaus passou por três
diferentes cidades até o seu fechamento definitivo em 1933, quando o
partido Nazista assumiu o poder.
A meta da Bauhaus era a arquitetura.
"A arquitetura é a meta de toda
a atividade criadora”, palavras de Walter Gropius, no primeiro manifesto
redigido em 1919. Mas esta só aparece depois das artes plásticas, do
design e do exercício do artesanato. Além de revolucionar a didática do
ensino de arte e arquitetura, com o objetivo de preparar um profissional
ligado aos fenômenos culturais e sociais mais expressivos do mundo
moderno. Tinha uma proposta clara e inovadora de integração entre arte e
sociedade, a criação de uma estética humanista do mundo moderno, com uma
vontade mais ampla de adequar a sociedade à realidade tecnológica do
século dominado pela revolução industrial. Enfim, ordenar do espaço
moderno de convivência.
A Bauhaus abriu o campo para o desenho
industrial como: móveis, luminárias, pesquisas de tecido, artes gráficas.
Definiu um estilo para seus produtos despidos de qualquer ornamento,
que levasse em conta o lado prático e econômico,
cujos protótipos saíam de suas oficinas para a execução em série na
indústria. Os objetos produzidos pela indústria
deveriam ser um misto de engenharia e arte, beleza e funcionalidade,
dentro do compromisso arte / sociedade, de convocar a participação do
trabalho do artista para construir uma alternativa racional a fim de
humanizar o novo ambiente comprometido com a máquina. Um sonho logo
absorvido pela sociedade capitalista e transformado em dispositivo de
acionar a competição e o consumo.
As duas principais ramificações do
abstracionismo geométrico, a holandesa de Mondrian e o construtivismo
russo de Tatlin, Malevitch e El Lissitzky, fundiram-se e foram
incorporadas ao currículo da escola alemã. A Bauhaus é também responsável
pela divulgação dessas linguagens e foi um momento representativo das
ideologias construtivistas, na primeira metade do século XX.
Quando os soldados de Hitler fecharam as suas
portas, grande parte de professores e alunos já haviam partido para outros
países divulgando suas idéias até chegarem à América como os arquitetos
Walter Gropius que lecionou em Harvard
e Mies Van der Rohe um dos
principais arquitetos da remodelação de Chicago. O ensino inovador da
escola já havia se difundido nos principais centros de arte.
A Bauhaus exerceu uma influência extraordinária sobre a
arquitetura do século XX no mundo ocidental, um estilo marcante
pelas linhas retas dos
prédios, ambientes claros, espaços bem aproveitados e pela ausência de
adornos. Estilo que chegou também ao Brasil através de ex-alunos da antiga
escola, hoje esquecidos, como o alemão
Alexandre Altberg e o belga
Alexandre Buddeus.
No Brasil, a arquitetura moderna
foi importada e adaptada através da versão francesa, principalmente com a
vinda do arquiteto Le Corbusier, a convite do ministro Gustavo Capanema,
na segunda metade da década de 1930 para realizar estudos para o projeto
do Ministério de Educação e Cultura (MEC). Projeto que foi desenvolvido
por uma equipe de jovens arquitetos brasileiros, como: Oscar
Niemeyer, Lúcio Costa e Affonso Eduardo Reidy,
obedecendo ao traçado do mestre. Porém na primeira fase do modernismo,
foram os alemães que influenciaram a arquitetura brasileira, pioneiros no
uso do concreto armado, bastante difundido e utilizado na nossa
arquitetura.
Na Bahia, a arquitetura moderna, também nesse
primeiro momento do modernismo, apareceu sobre influência alemã.
Destaca-se o Instituto de Cacau da Bahia, localizado no comércio, no
centro de Salvador, como um dos poucos exemplos no Brasil de uma
arquitetura influenciada pelos princípios da Bauhaus. Projeto do arquiteto
belga ex-aluno da referida instituição, Alexander Buddeus. Uma arquitetura
com um toque expressionista, como podemos observar em alguns projetos do
mestre Gropius.
Almandrade
(artista plástico, poeta e arquiteto)
COMO CARREGAR O
EQUIPAMENTO PARA FOTOGRAFIA DE NATUREZA
Tacio Philip Sansonovski
cursos, workshops e safáris fotográficos - natureza e macrofotografia
Hoje em dia encontramos no Brasil uma vasta linha de bolsas, mochilas e
cases para fotografia. A marca nacional mais difundida é a Alhva e
importada a Lowe Pro. Ambas possuem ótimos produtos e a escolha vai
depender da sua necessidade.
BOLSA, MOCHILA OU CASE?
A primera dúvida que aparece ao entrar em uma loja de equipamento
fotográfico é como você poderá carregar seu equipamento. Existem
basicamente três tipos, bolsa, mochila e case, cada um com sua vantagem e
desvantagem e vou exemplificar a seguir seus usos de acordo com minha
experiência.
Bolsa
Além do case que vem com algumas câmeras, até um tempo atrás esse era
praticamente o único modo de carregar seu equipamento, a não ser que você
conseguisse alguém que fosse para os Estados Unidos ou Europa e trouxesse
uma mochila para você.
A bolsa tem como vantagem possuir uma abertura superior, garantindo a
facilidade de acesso aos equipamentos na hora de trocar de lente ou pegar
algum acessório. Como desvantagem está o fato de não ser muito confortável
de se carregar já que sua alça é usada em apenas um dos ombros.
Se você for fotografar algum lugar próximo, como um parque na cidade, não
há muitas contra-indicações. Entretanto, se você pretende se aventurar em
caminhadas mais longas ou por trilhas fechadas não recomendo. Além da
possível dor de coluna e ombro por carregar seu equipamento todo apenas de
um lado do corpo (mesmo que você troque de ombro o tempo todo - e trocará)
se você entrar em alguma trilha um pouco mais fechada ela ficará
enroscando, atrapalhando muito seu avanço. Então vamos deixar esse tipo de
bolso para os fotógrafos sociais.
Mochila
As mochilas para carregar equipamento fotográfico que um dia foram raras
hoje em dia dominam o mercado. E não é por menos, sua praticidade se
justifica.
A mochila tem quase todas as vantagens ao ser comparada com uma bolsa: é
melhor para carregar pois fica nas costas e não enrosca facilmente;
distribui melhor o peso nos dois ombros e em alguns casos na barrigueira;
são encontradas facilmente e por preço acessível etc. Mas note que eu
falei "quase" no começo do parágrafo. Como desvantagem está o acesso aos
equipamentos.
Para se trocar uma lente ou simplesmente pegar um filtro, provavelmente
você terá que tirá-la das costas, apoiá-la no chão e aí sim pegar o que
deseja. Muitas vezes nesse tempo ou, graças ao seu movimento, o que vocâ
ia fotografar já fugiu.
Algumas mochilas tem compartimentos separados ou uma construção que
permite acessar seu equipamento sem tirá-la totalmente, mas no melhor dos
casos você terá que colocá-la na frente (no peito), o que não é lá muita
vantagem se comparado a colocá-la no chão já que pode atrapalhar a
fotografar com uma mochila no peito e você perderá mais tempo ainda
colocando ela de volta nas costas. Tirando esse detalhe que pode ser
resolvido carregando os equipamentos mais requisitados em um colete
fotográfico, pode ter certeza que uma boa mochila é a melhor opção para
fotografia de natureza.
Cases
Aqui coloquei separado os cases, que são as bolsas pequenas para se
carregar apenas uma câmera com lente e mais alguns acessórios (mas saiba
que existem maiores, comentarei sobre eles a seguir).
Algumas câmeras já vem de fábrica com pequenos cases. Como vantagem está o
seu tamanho e a facilidade de acesso ao equipamento. Se você irá carregar
apenas uma câmera e uma lente, para que carregar uma grande bolsa ou
mochila? (uma justificativa seria a segurança em grandes cidades).
O case é carregado como uma bolsa, apenas em um ombro, mas tem a vantagem
de ser muito menor e mais leve. Além disso, alguns modelos permitem
adaptar cases para lente ou flash e alguns outros possuem ainda alças
extra para carregá-los na frente do corpo (comentarei sobre um modelo que
uso no final do artigo).
Concluindo esse começo do artigo com as diferenças chegamos a conclusão
que, para fotografia de natureza, as melhores opções são as mochilas e
cases, a escolha depende principalmente da quantidade de equipamento a ser
carregado.
TAMANHO
Depois de decidir como você quer carregar seu equipamento, outro fator a
ser considerado é o tamanho. De nada serve uma mochila que não tenha
espaço para seus equipamentos e também não é vantagem carregar a maior
mochila do mercado vazia - quanto maior, mais pesada!
Antes de comprar sua mochila é importante pensar nos kits de equipamentos
que você costuma usar. Uma recomendação que sempre faço para quem quer
fotografar natureza é pensar no que você precisará na situação encontrada.
Note que raramente você sai para fotografar e usa tudo que você tem e está
carregando. Lembrando disso, não é necessário comprar uma mochila que
caiba todo o equipamento que você possui (salvo algumas excessões), mas
compre uma com um bom tamanho (com alguma sobra) para o que você costuma
usar. Isso ajudará também a controlar pessoas que não conseguem sair para
fotografar um pôr-do-Sol no quarteirão de casa sem levar um kit contendo
desde grande angular até super-tele + diversos filtros, flashes e
acessórios.
Nas minhas considerações finais falarei sobre como faço a escolha de como
carregar meu equipamento e como me policio para não carregar equipamento
desnecessário.
RESISTÊNCIA
Além de servir para organizar seu equipamento ao sair para fotografar,
temos que pensar na sua resistência. Pior que escolher o tipo errado de
bolsa é ver que ela se desmanchou no meio do caminho e você terá que fazer
remendos para poder voltar para casa.
A maior parte das mochilas são feitas de Cordura® ou algum tipo de nylon
rip-stop. Ambos são muito resistentes à abrasão e a rasgos, com vantagem
ao rip-stop ser mais leve.
Outro fator a ser observado é a resistência interna. É importante que
existam boas divisões para acomodar seu equipamento e que as mesmas sejam
configuráveis para suas necessidades. Lembre-se que, além de carregar seu
equipamento, essas divisões o protegerão de arranhões e até de impactos se
você, por exemplo, escorregar em uma trilha.
E, como estamos em um país tropical e sendo assim sempre chove, uma
mochila com proteção contra água também é muito bem vinda. Além do
tratamento externo repelente, suficiente para chuvas fracas e garôa,
existem mochilas realmente à prova d´água. Essa proteção maior funciona
com uma capa interna ou externa ou com materiais totalmente impermeáveis.
ARRUMANDO O EQUIPAMENTO
Uma coisa pouco levada em consideração é como arrumar o seu equipamento na
sua mochila. Arrumar corretamente sua mochila serve para que, além de
facilitar o acesso ao que você precisa, a mesma fique estável e
confortável.
Todas as mochilas para equipamento fotográfico vem pré-configuradas para
carregar a câmera no topo e algumas lentes, mas recomendo você ajustá-la
de acordo com o que você vai carregar e onde.
Normalmente a única mudança que você precisa fazer é colocar mais ou menos
divisórias, mas em alguns casos uma mudança mais drástica é necessária. Se
você fará uma caminhada longa ou alguma trilha onde o equilíbrio é vital,
a maior parte do peso da mochila deve ser colocado na sua parte inferior,
abaixando assim seu centro de gravidade e não atrapalhando o seu
equilíbrio. Para isso coloque tanto as lentes mais pesadas como a própria
câmera na parte de baixo da mochila.
Além disso, em todos os casos, além de organizar os equipamentos e
acessórios de maneira de a facilitar o acesso, certifique-se que o peso
esta distribuido igualmente nos dois lados da mochila. Uma mochila com um
lado mais pesado que o outro é muito desconfortável e prejudicial para a
coluna.
E para concluir, não esqueça de ajustar bem suas alças e usar sua
barrigueira bem justa e na altura dos quadrís. A barrigueira não serve
apenas para a mochila ficar mais presa nas costas, mas sim para aliviar o
peso dos seus ombros no quadril.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Nesse final de artigo não discutirei diferenças como foi feito
anteriormente. Em vez disso, vou falar um pouco sobre o que eu uso para
carregar meu equipamento nas diversas situações e como faço essa escolha.
A primeira consideração, já que sou fotógrafo de natureza e
macrofotografia, é o que irei fotografar. Apesar da macro e a foto de
natureza serem muito próximas, eu costumo preparar minha cabeça para um
tema apenas, deixando meus olhos e mente concentrados em um tema
específico, o que aumenta o rendimento das minhas fotografias. Pessoamente,
acho que sair e fotografar um inseto, depois fotografar uma montanha,
depois uma flor não permite que eu me concentre totalmente e possa obter o
máximo que a fotografia pode me oferecer no momento. Pode ser loucura, mas
para mim funciona assim.
Pensando então no tema que vou fotografar eu penso no equipamento que irei
carregar. Eu não preciso levar uma grande angular para fazer macro da
mesma maneira que não preciso de uma lente macro para paisagens.
Após essa primeira filtragem de equipamentos desnecessários vem a segunda
pensando: "onde irei fotografar?" Com certeza se eu irei no jardim
botânico aqui do lado de casa eu levarei mais equipamentos do que se eu
for fotografar durante a travessia da Serra-Fina (4 dias de caminhada) na
Serra da Mantiqueira. Nesse segundo filtro defino melhor o que carregar
levando em consideração o que encontrarei e peso/volume a ser carregado.
Feita a escolha do que carregar aí sim vem a pergunta "como carregar?".
Atualmente tenho 2 mochilas e 1 case. Vou falar brevemente sobre cada um
deles abaixo:
Mochila Alhva Aventura
É a maior mochila que eu tenho. Após sofrer algumas cirurgias para
diminuir seu peso a uso atualmente nos cursos que ministro. Nela posso
carregar facilmente uma câmera com diversas lentes, flashes, acessórios e
ainda uma garrafa d´água. Raramente uso essa mochila para fotografar já
que sempre limito o que carregar antes de sair como comentado acima.
Mochila Tamrac Adventure 9
Essa é a mochila que uso nas minhas caminhadas fotográficas e algumas
viagens. Nela posso carregar uma câmera com 2 ou 3 lentes + flash e alguns
acessórios além de um lanche e água. Ela possui também um compartimento
específico para Notebook para quando preciso levá-lo.
Case LowePro Topload Zoom Pro AW
Esse é meu modo de carregar o mínimo de equipamento, usado em caminhadas
longas ou escaladas. Nele posso carregar uma câmera com lente + flash e
alguns acessórios. Ele tem ainda a vantagem de poder ser vestido como um
peitoral, deixando o acesso aos equipamentos muito fácil e aliviando
totalmente o peso nos ombros, não tornando penoso andar o dia todo com
ele.
Quando preciso carregar algo a mais ou prendo um case de lente à sua
lateral ou coloco na mochila que me acompanha com o restante que preciso
carregar durante a caminhada. Normalmente dou preferência em colocar na
mochila para não desequilibrá-lo e causar dor nos ombros e costas.
Agora é pensar no que você vai fotografar, separar o equipamento, colocar
na mochila e ir fotografar! Boas fotos!
DIA DOS NAMORADOS
WIKIPÉDIA
O Dia dos Namorados, tratado em muitos países como Dia de São Valentim, é
uma data comemorativa na qual se celebra a união amorosa entre casais,
quando é comum a troca de cartões com mensagens românticas e presentes com
simbolismo de mesmo intuito, tais como as tradicionais caixas de bombons
em formato de coração. No Brasil, a data é comemorada no dia 12 de Junho,
já em Portugal, a data é celebrada em seu dia mais tradicional: 14 de
Fevereiro.
Durante o governo do imperador Cláudio II, este proibiu a realização de
casamentos em seu reino, com o objetivo de formar um grande e poderoso
exército. Cláudio acreditava que os jovens se não tivessem família, se
alistariam com maior facilidade. No entanto, um bispo romano continuou a
celebrar casamentos, mesmo com a proibição do imperador. Seu nome era
Valentim e as cerimônias eram realizadas em segredo. A prática foi
descoberta e Valentim foi preso e condenado à morte. Enquanto estava
preso, muitos jovens davam flores e bilhetes dizendo que os jovens ainda
acreditavam no amor. Entre as pessoas que deram mensagens ao bispo estava
uma jovem cega: Assíria filha do carcereiro a qual conseguiu a permissão
do pai para visitar Valentim. Os dois acabaram-se apaixonando e ela
milagrosamente recuperou a visão. O bispo chegou a escrever uma carta de
amor para a jovem com a seguinte assinatura: "De seu Valentim", expressão
ainda hoje utilizada. Valentim foi decapitado em 14 de Fevereiro de 270
d.C.
A história do Dia de São Valentim remonta a um obscuro dia de jejum já
tido em homenagem a São Valentim. A associação com o amor romântico chega
depois do final da Idade Média, durante o qual o conceito de amor
romântico foi formulado.
O dia é hoje muito associado com a troca mútua de recados de amor em forma
de objetos simbólicos. Símbolos modernos incluem a silhueta de um coração
e a figura de um Cupido com asas. Iniciada no século XIX, a prática de
recados manuscritos deu lugar à troca de cartões de felicitação produzidos
em massa. Estima-se que, mundo afora, aproximadamente um bilhão de cartões
com mensagens românticas são mandados a cada ano, tornando esse dia um dos
mais lucrativos do ano. Também se estima que as mulheres comprem
aproximadamente 85% de todos os presentes no Brasil.
No Brasil, a data é comemorada no dia 12 de Junho por ser véspera do 13 de
Junho, Dia de Santo António, santo português com tradição de casamenteiro,
provavelmente devido suas pregações a respeito da importância da união
familiar que era combatida pela heresia da época chamada Catarismo. O
casamento - em queda na Idade Média - gerava filhos que a seita cátara
condenava pois para esta o mundo era intrinsicamente mau pois, ao invés de
ter sido criado por um Deus bom, teria sido criado por um Deus mau.
A data provavelmente surgiu no comércio paulista e depois foi assumida por
todo o comércio brasileiro para reproduzir o mesmo efeito do Dia de São
Valentim, equivalente nos países do hemisfério norte, para incentivar a
troca de presentes entre os apaixonados.
Bolo do Dia dos Namorados
Lúcia Falci (Tia Lúcia)
Ingredientes
Massa:
4 xícaras de chá de farinha de trigo
1 lata de leite condensado
1 colher de chá de sal
1 colher de chá de canela em pó
1/2 colher de chá de noz moscada
150 g de margarina (a temperatura ambiente)
2 tabletes de fermento fresco biolágico ou
2 colheres de sopa de fermento seco (pó)
1 1/2 xícara de chá de frutas cristalizadas
1/2 xícara de chá de nozes picadas
1 xícara de chá de passas
Calda:
1 xícara de chá de água
1 xícara de chá de açúcar
1 colher de chá de cravodaíndia picado
1 pau de canela
2 colheres de sopa de conhaque ou rum
ERVA-DE-SÃO-JOÃO
Dr.Marcos Stern
A erva de São João é um conhecido antidepressivo natural, auxiliando no
tratamento de distúrbios do sono e até insônia.
Ameniza também os sintomas da TPM (Sindrome ou Tensão Pré-Menstrual).
Por ser uma planta antivirótica e antibacteriana, alivia as inflamações,
sendo excelente para tratamento de feridas e queimaduras e melhorando o
desempenho do sistema imunológico.
Outra dica são os remédios naturais a base de Piper methysticum,
popularmente conheciada como Kava Kava, podem ser usados para controlar a
ansiedade e as depressões leves.
Além disso, a Kava kava contém a molécula lactona, que age como relaxante
muscular o que contribui também, para regular os disturbios do sono.
Farmacêutico e Bioquímico, especialista em
Fitoterapia. CRF 349 - Responsável pela farmácia fitoterápica Marana. Colaboraram com a Revista:
Claudia Almeida, Sheila Fonseca, Lúcia Falci "Tia Lúcia",
Simone Monteiro, Yuri Bittar, Alessando Monteiro, Gabriela Estevão,Alisson Affonso, Tacio
Philip Sansonovski, Mário Venda Nova,
Johnatan Oliveira, Models at Work, Almandrade e Dr. Marcos Stern.
A FOTOGRAFIA
E A SOCIEDADE
Yuri Bittar
A fotografia e a Sociedade
Conversando esta semana com uma amiga, a
Kátia Campos, tive a idéia de escrever
sobre as relações sociais criadas pela fotografia, como as amizades, os
grupos, etc...
A sociedade fotográfica
Como todas as outras atividades a fotografia cria seus próprios grupos
sociais. Surgem lugares onde fotógrafos se encontram, publicações
especializadas, gírias, conceitos de valores, enfim, uma sociedade da
fotografia, um mundo cultural com suas regras e peculiaridades.
Os pontos de encontros
Sejam físicos ou virtuais,
cada vez mais surgem lugares onde fotógrafos se reúnem para trocar
experiências, tirar dúvidas ou apenas papear. Mas com a popularização da
internet os locais virtuais, ou seja, na rede, se multiplicaram até um
ponto que seria impensável há alguns anos atrás.
O advento da fotografia
digital também criou um numero maior de fotógrafos amadores, que querem
meios também digitais para se envolver mais com a fotografia. Cito as
listas de discussão, em especial as do Yahoo! como um dos primeiros locais
para fotógrafos conversarem na internet. A lista FotoBrasil por exemplo (http://br.groups.yahoo.com/group/FotoBrasil)
foi fundada em 1998, ainda na web 1.0, e já teve 85 mil mensagens
postadas. Com 1467 membros, reúne desde renomados fotógrafos até amadores
e iniciantes.
O
Photosig também foi um pioneiro na
postagem de fotos para comentários, e até hoje reúne principalmente
profissionais. Outros sites nacionais seguiram esse modelo. Depois
surgiram os Blogs, Fotoblogs e Orkut, e nos últimos anos Flickr e Picasa
também ganharam força. Há muitos outros claro, na verdade é difícil
listar, pois são muitos e de muitos tipos os sites onde fotógrafos podem
postar fotos e comentários.
Saídas fotográficas
Outro movimento social que
ganhou força, dentro do mundo da fotografia, foram as saídas fotográficas.
Uma saída fotográfica é quando um grupo de fotógrafos se reúne e saí junto
pelas ruas ou um local específico para fotografar. Eles se juntam assim
por segurança ou para desenvolverem o tema em conjunto.
As saídas em si não são
novidade, mas é inédito a quantidade em que elas tem acontecido. Grupos de
alunos, amigos, membros de listas na internet, usuários do flickr, enfim,
diversos tipos de grupos, desde amadores á profissionais, em turmas bem
organizadas ou não, tem saído ás ruas para registrar a vida da cidade. Em
São Paulo essas saídas são quase semanais. No flickr há um grupo chamado “Saídas/rolês
em SP” onde os fotógrafos marcam encontros, mostram as suas
fotos e até planejam um livro coletivo.
Amizades
Para mim, nestes 11 anos
como fotógrafo, a fotografia se mostrou uma ótima fonte de bons amigos.
Acho que pelas próprias características da atividade, ou seja, ser uma
mistura de técnica e arte, e ainda ter diferentes aplicações variadas como
arte, lazer, hobby, trabalho ou estudo, acaba atraindo pessoas muitos
diferentes entre si, porém sempre de nível cultural elevado.
É uma atividade
multi-interessante e que atrai pessoas muito interessantes!
Querer penetrar num meio
de comunicação, ter controle sobre a criação, desenvolver um hobby, ou
seja, sair do lugar comum, não se conformar mas sim dar forma ao mundo ao
seu redor, são atitudes engajadas. É como ir par a margem da sociedade, já
que no centro estão os conformados. Não se conformar é ser agente das
mudanças. E a fotografia muitas vezes é isso, pois é uma das ferramentas
que podem ajudar a modificar o mundo.
O lugar da fotografia na
sociedade
A fotografia usa a
sociedade e a sociedade usa a fotografia. Ao longo dos quase dois séculos
da fotografia, ela foi usada para contestar e para apoiar grupos sociais,
governos e indivíduos. Mas a técnica fotográfica também se beneficiou da
sociedade. Graças ao desenvolvimento tecnológico, primeiro da revolução
industrial e depois da informática, apenas para não me estender, a
fotografia surgiu e se desenvolveu muito. Também graças aos meios de
comunicação em massa e ao consumismo a fotografia passou a ser cada vez
mais consumida, o que possibilitou investimentos cada vez maiores em
câmeras, filmes, papéis, lojas e em todo o universo fotográfico.
Hoje a fotografia é parte
essencial da sociedade. Presente em praticamente tudo, pode levantar ou
derrubar celebridades, confirmar notícias, desmentir políticos, servir á
fofocas, vender revistas, promover sites e contar piadas.
Com usos tão variados e
com toda sua abrangência, a fotografia é quase onipresente, isso é
ampliado pelas vendas de câmeras digitais que aumentaram de forma
incalculável (pois não se sabe quantas são vendidas no mercado ilegal).
Dessa forma a sociedade sofre até mesmo uma overdose fotográfica.
Yuri Bittar
Designer / Fotógrafo / Historiador
http://www.yuribittar.com
http://www.2communication.com
Produção de Fotografia
By Mário Venda Nova
As fotografias não nascem espontaneamente. Além de trabalho (e
dedicação, acrescento) é preciso uma certa logística para as ir fazer,
nunca tinha refletido sobre a ‘produção’ necessária para ir fotografar,
quase parece uma produção de cinema mas de facto até que as fotografias
apareçam no ecrã no iMac houve trabalho pelo caminho.
A preparação começa na quinta-feira, o iCal avisa-me de ir consultar o
AccuWeather para ver o tempo nos locais habituais, para não perder tempo
agendei para o ano todo este alarme. Se o tempo está bom para fotografar
(todo o tempo é bom exceto chuva forte e trovoadas), é necessário tratar
de tudo o resto: mochila, roupa, alimentação e combustível.
A mochila leva o equipamento necessário ao que levo na idéia para
fotografar e o que vai lá dentro depende também se me vou apoiar na
viatura 4×4 ou se vou fazer o percurso a pé. Tenho que assegurar que as
baterias da máquina são carregadas na sexta e levo sempre duas carregadas,
ou se achar que vou fotografar mais do que o habitual levo três, nesta
caso levo também o Jobo Giga One de 40GB. Os cartões devem estar ‘limpos’
e preparados para serem usados de imediato. Se o tempo ameaça uns
choviscos levo uma capa de proteção para a mochila – uma Lowepro micro
trekker 200. Tenho que preparar o tripé e montar uma rótula em função se
vou usar ou não a AF-S 300/2.8 G VR. Se for andar muito a pé e levo a
300/2.8, uso uma Lowepro micro trekker 100, apenas com a Nikon D200 mais
um objetiva macro para viajar mais leve (a 300/2.8 pesa três quilos…).
A roupa depende do tempo que vou enfrentar mas a minha filosofia tem sido
não poupar nas camadas mais junto ao corpo: camisolas interiores, calças e
meias. O calçado tem que ser bom e específico de montanhismo, qualquer
outra coisa não cumpre e os pés sofrem. As calças devem ser boas e
resistentes, de materias transpiráveis. No inverno uso botas com membranas
Gore-tex, no verão calçado mais leve. Em função do tempo, preparo então a
roupa. Como posso fotografar fins de semana consecutivos tenho que ter
algumas peças em duplicado para o caso de no inverno não secarem de uma
semana para a outra.
A alimentação é simples, como vou para locais longíquos levo sandes, para
beber sempre chá e/ou água, nunca esqueço fruta e barras energéticas
(quatro no mínimo). No inverno sabe bem levar uma termos de chá bem quente
para depois beber ao final de uma dia de andar a fotografar ao frio (no
inverno Bertiandos tem uma média de temperaturas a roçar os zero graus).
Tenho que assegurar que o carro tem combustível, sobretudo se vou fazer
percursos
todo-o-terreno. Nesse caso atesto sempre o depósito. Se forem distâncias
muito grandes, procuro sempre saber onde é a bomba de combustível mais
perto do local para que tenha meios de encher o depósito, de preferência
até às 22hrs. Nunca vou para locais desconhecidos sem GPS e
preferencialmente nunca vou sozinho. Levo sempre telemóvel com carga
completa e uma pequena soma em dinheiro (20-30€). Também nunca me posso
esquecer de levar a chave de segurança das jantes, sem a qual não posso
mudar um pneu em caso de furo.
Portanto além de estar inspirado tenho que estar preparado e assegurar que
nada nesta produção falha, uma falha pode significar ficar no meio de uma
serra sem combustível, furar um pneu e não o poder mudar ou perder-me,
pode significar passar frio, ficar sem comer ou com a roupa encharcada e
sem poder comunicar, situações nada agradáveis sobretudo no inverno.
TRATAMENTO DE IMAGENS
Johnatan Oliveira
Reproduzir uma foto ou
ilustração a partir de um material já impresso é sempre uma situação
problemática. No entanto, em boa parte dos casos, não nos resta outra
opção. Às vezes, pela impossibilidade de obter um cromo ou um negativo,
situação comum na produção de catálogos e anúncios de equipamentos. Em
outros casos, pela simples inexistência de um original, como ocorre na
reprodução de capas de livros, vídeos, revistas e CDs.
Nessa hora, o produtor gráfico enfrenta dois problemas: o primeiro é
tentar manter o contraste e um mínimo de qualidade numa imagem que já
passou por um processo de separação de cores, aplicação de retícula e
impressão em papel. O segundo é a roleta russa do moiré, que
freqüentemente surge na nova impressão e transforma sua bela imagem numa
pasta de texturas inexplicáveis e cores distorcidas.
Neste artigo veremos passo a passo como retirar ou minimizar esta sujeira
gerada pela digitalização de imagens impressas. Examinadas de perto ou com
auxílio de uma lupa, as imagens revelam sua verdadeira face: um mosaico de
pequenos pontos de tinta dispostos de forma regular sobre a superfície
branca. As
principais características de uma retícula são o formato dos pontos, a
lineatura ou
freqüência, e a angulação.
Lineatura
Consiste no número de pontos por linha de impressão, em teoria, quanto
mais linhas tivermos na imagem, menores os pontos e maior a sua definição.
Nos processos de impressão, a lineatura depende da forma de impressão e
também das características do papel utilizado.
Atualmente trabalha-se com impressões que variam de 60 Lpi no caso de
impressão em jornal a 200 Lpi ou mais para impressões de alta qualidade.
Angulação
As linhas de pontos podem ser vistas como um conjunto de paralelas
dispostas em um determinado ângulo em relação ao papel onde estão
impressas. A ilusão do tom contínuo nas imagens é ligeiramente mais
eficiente quando a retícula está inclinada em relação à vertical do papel,
porque a angulação dificulta que o observador perceba isoladamente os
pontos. Por isso, a maioria das fotos preto-e-branco são impressas com
retículas a 45o. Fotos coloridas empregam uma combinação de ângulos.
Por este motivo, ao se digitalizar imagens impressas os pontos da retícula
previamente impressa entram em conflito com as células óticas do scanner e
também com as retículas do novo fotolito, gerando o moiré.
Tratamento de imagens digitalizadas (passo a passo):
1. Digitalize as imagens com mais de 600 dpi, com resoluções menores é
quase impossível de se obter bons resultados;
2. Converta a imagem para Lab (Image > Mode > Lab Color);
3. Aplique nos canais A e B o filtro Gausian Blur com raio ajustado para o
menor valor que faça com que os pontos da retícula desapareçam (valores em
torno de 3 e 5 pixels, normalmente maiores no canal B). Após este processo
a imagem ainda terá o mesmo aspecto;
4. Acerte as dimensões da foto (Image > Image Size) para o tamanho
definitivo em que a mesma será impressa. A resolução final deve ter 1,4
vezes o valor da lineatura da retícula ser impressa (210 dpi para
impressões de 150 lpi). Visualize a imagem sempre com zoom de 100%;
5. Na nova resolução, os pontos da retícula já estarão um pouco mais
difusos. Com o gráfico de curvas (Image > Adjust > Curves), ajuste a
luminosidade e o contraste da imagem para os níveis desejados na nova
impressão, ainda que isso intensifique o que restou da retícula;
6. Converta a imagem para o modo CMKY;
7. Duplique duas vezes o Layer da imagem (Layer > Duplicate Layer) e
renomeie a camada de baixo como Layer 0, a intermediária como Layer 1 e a
de cima como Layer 2;
8. Selecione o Layer 1, e aplique somente nele um filtro Gausian Blur com
raio ajustado para o menor valor que faça com que os pontos da retícula
desapareçam (normalmente entre 0,5 e 1,5 pixels);
9. Altere o modo do Layer1 para Darken (Layer > Layer Options) e faça a
fusão com o Layer 0 (Layer > Merge Down);
10. Selecione o Layer 2 e suba a base do gráfico de curvas até que as
áreas mais claras estejam com 20%. A seguir, aplique o filtro Noise > Dust&Scratches,
ajustando o raio em 1 e o threshold em 0;
11. Altere o modo do Layer2 para Lighten (Layer > Layer Options) e faça a
fusão com o Layer 0 (Layer > Merge Down). Se necessário, ajuste novamente
a luminosidade e o contraste da foto. E aplique o filtro Noise > Despeckle
nos canais mais sujos. Aplique o comando Flatten (Layer > Flatten Image);
12. Se a imagem for para uso na Web, poderá ser reduzida para uma
resolução de 72 dpi, gerando resultados ainda melhores.
Graduando em Tec. Informática
e Aplicações Web, é desenvolvedor ASP/SQL Server e atua no mercado web a
cerca de 4 anos como desenvolvedor e design de interfaces. É apaixonado
por Flash MX/Action Script. Atualmente é Diretor de Projetos do Portal
Plugmasters, colaborador da Revista WWW.COM.BR, onde escreve sobre ASP e
Flash e designer/programador de uma agência web. Além de manter o site
johnatan.net.
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